A ARQUIBANCADA NA REDE - WEB ARQUIBANCADA
"Em 40 anos de jornalismo, nunca vi liberdade de imprensa. Ela só é possível para os donos do jornal". (Cláudio Abramo, que dirigiu Folha e Estadão)

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30 de mai de 2008

Parabéns Palmeiras

Confesso que não vi aquele gol do Oséas aos 44 minutos do segundo tempo naquele distante 30 de maio de 1998, exatos dez anos completados hoje.

Acontece que ainda não me havia acostumado com decisões em cobranças de pênaltis e o resultado até então nos levaria a ela. Somente me acostumei com isso no ano seguinte, com aquela equipe de Felipão que conquistou a América, mas isso é outra história, para o ano que vem.

Então, com a aproximação do final do jogo a possibilidade dos pênaltis era real, e - com o medo das malditas cobranças de pênaltis - eu já estava sentado, com o rosto coberto pelas mãos, com o pensamento na possibilidade de sermos mais uma vez derrotados pela equipe do Cruzeiro; o desespero já tomava conta de meu corpo (mãos trêmulas, boca seca) e de minha alma; eu sempre esperando pelo pior, pois sou cético por natureza.

Confesso, não vi o Zinho bater a falta, não vi o goleiro cruzeirense soltar a bola (o gramado estava molhado), não vi o Oséas chutar e decretar a vitória e o título que nos levou à libertadores e nos possibilitou o título no ano seguinte. Somente ouvi e, logo depois, senti as arquibancadas do Panetone tremerem.

A partir daí todos já sabem o restante da história. Título, choro, comemoração, libertadores de 1999...

30 de maio de 1998

Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro

Estádio: Cícero Pompeu de Toledo (Panetone)

Público: 45.237

Palmeiras: Velloso; Neném, Cléber, Roque Junior e Junior. Galeano, Rogério, Alex (Arilson) e Zinho. Oséas (Pedrinho) e Paulo Nunes (Almir)

Técnico: Luís Felipe Scolari


Cruzeiro: Paulo Cèsar; Gustavo, Marcelo Djean, Wilson Gottardo e Gilberto; Valdir, Ricardinho, Marcos Paulo e Elivélton (Geovanni); Bentinho (Caio) e Marcelo Ramos

Técnico: Levir Culpi

Gols: Paulo Nunes e Oséas

Campanha do Palmeiras: CSA 0 x 1 Palmeiras (Maceió), Palmeiras 3 x 0 CSA (Palestra Itália); Fortaleza 1 x 1 Palmeiras (Ceará), Palmeiras 6 x 0 Fortaleza (Palestra Itália); Botafogo 2 x 1 Palmeiras (Maracanã), Palmeiras 1 x 0 Botafogo (Palestra Itália); Sport 0 x 2 Palmeiras (Ilha do Retiro), Palmeiras 1 x 1 Sport (Palestra Itália); Semifinal: Santos 1 x 1 Palmeiras (Palestra Itália), Santos 2 x 2 Palmeiras (Vila Belmiro); Final: Cruzeiro 1 x 0 Palmeiras (Mineirão), Palmeiras 2 x 0 Cruzeiro (Panetone).

Resultado: PALMEIRAS - CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL DE 1998!

Neste 30 de maio, dez anos depois, nossos agradecimentos àquela equipe, e principalmente, ao grande Luís Felipe Scolari (Felipão).

Parabéns Palmeiras,

Parabéns Torcida que canta e vibra.

Bolão - 4a. rodada

Os homens começam a se distanciar dos meninos!

Está no ar: a quarta rodada do Bolão.



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Em tempo: Na atualização da pontuação da próxima rodada serão descontados 5 pontos do Rapahel Leonessa, que foram creditados incorretamente, pois ele não apostou na última rodada. Os pontos são, na realidade, do Raphael Let´s Gol!. O problema foi a quantidade de Rafaéis. É isso, né?

29 de mai de 2008

Encontro da Mídia Palestrina

Por enquanto as adesões estão em ritmo lento, mas na próxima semana - quando se aproximar a data - temos certeza que o número de Blogueiros Palmeirenses irá aumentar significativamente, e o encontro/churrasco será proveitoso e poderemos trocar idéias e discutir os rumos (que parecem estar se desviando do caminho que queremos e apoiamos) do Verdão.

Por enquanto, confirmados: Forza-Palestra (deste que vos escreve), ForzaPalestra (do Barneschi), Cruz de Savóia (Raphael 'Coruja' Falavigna), Carcamanos (do Zé Davi e do Pedro Leonardo), Blog do Meu Saco (do André Falavigna) e Blog dos 13 (do Teo).

O encontro será dia 08 de junho, a partir das 12h00, em local que será comunicado por e-mail para quem confirmar a presença. Lembramos que neste dia o Palmeiras joga contra o Sport, lá em Recife, então poderemos - além de trocar idéias e saborear um bom churraco - assistir ao jogo juntos e cornetar coletivamente. Não é uma boa idéia!?

Maiores informações no seguinte link: Encontro da Mídia Palestrina.

Esperamos por todos(as).

27 de mai de 2008

Essa história do gás ainda continua a cheirar mal

O desfecho – espero que parcial – da história do gás de pimenta que foi espargido (adorei o termo) nos vestiários do visitante (SPFW) do Palestra Itália, na final do Campeonato Paulista, ainda continua a cheirar, e em meu entender, muito mal.

Desde domingo sabe-se que o relatório parcial do Instituto de Criminalística da Polícia Civil aponta ser impossível o gás ter sido atirado de fora para dentro do vestiário são-paulino, ou seja, se houve gás ele foi espargido (de novo o belo termo) de dentro do vestiário.

Pois bem, se o vestiário é do visitante e esse se achando intimidado pelo local contrata uma equipe de seguranças, há de se perguntar como é que alguém adentrou ao vestiário para espargir o tal gás.

A não se que haja uma passagem secreta que ligue o tal vestiário a algum setor não menos secreto, isso ainda está – como já disse – a cheirar mal, pois essa alternativa sequer foi cogitada. A outra possibilidade (alguém ter conseguido entrar no vestiário, espargido o tal gás, saído e não ser visto) parece ser improvável pelo aparato de segurança montado pela equipe Leonor (é só ver o vídeo). Sobra a possibilidade de um acidente (o relatório aponta para essa possibilidade): um dos seguranças do próprio SPFW ter (repito, acidente) deixado escapar o gás.

Como a primeira e a segunda possibilidades parecem ser inverossímeis, vamos tentar analisar a última, a que nos parece mais plausível. Neste caso, há duas alternativas possíveis; a primeira é que o desatento protetor tenha omitido o fato a seus superiores (a diretoria contratante, ou seja, a diretoria Leonor), e o contratante somente agora fará uma investigação, e ao final desta passará uma reprimenda no distraído segurança e pedirá desculpas públicas ao Palmeiras, à FPF e ao TJD, à imprensa e às torcidas (a sua e a do Palmeiras). Neste caso, mostrar-se-á que a tão profissional diretoria Leonor não é tão profissional assim, pois, apenas depois do relatório se movimentou e deixou o caso tomar essas proporções.

A segunda alternativa é que a diretoria Leonor soube imediatamente do ocorrido, mas como estava em pugna com o Palmeiras 'deixou o fato rolar'. Deixou que os profissionais de seu departamento de futebol sofressem os efeitos do tal gás para, quem sabe, ‘punir’ o Palmeiras por tentar fazer valer o seu direito de mandar um dos jogos da semifinal em seu estádio. Neste caso o problema é mais sério, pois além de falsa comunicação de crime, induziu os seus profissionais (o técnico do SPFW até boletim de ocorrências fez) a cometer o ‘mesmo erro’, a falsa de comunicação de um crime.

Em todo o caso essa história não pode, como o gás, evaporar. Nós – os torcedores – temos que ter uma resposta. Para preservar os seus direitos e os nossos, pois fomos – todos que estávamos lá – tratados como suspeitos, o Palmeiras deve exigir a continuidade das investigações, além de tentar reverter a punição de dois jogos e dez mil reais de multa aplicada pelo TJD. Aliás, esse é um caso a parte, pois me parece que mais uma vez o que menos prevaleceu no julgamento foi a verdade.

Se o relatório é parcial, as investigações continuam, se estas continuam e o julgamento foi por duas vezes adiado para esperar esse resultado, porque ontem, em posse do relatório, que mostra que o Palmeiras – até agora – não pode ser culpado de nada, saiu uma sentença que o condena? Só pode ser por dois motivos: o primeiro, para dar um basta no caso e nas especulações; o segundo, para dar uma satisfação a algum público interno de algum clube interessado.

No caso do Palmeiras se optou por uma pena mínima, assim o clube se cala e aqueles que acharam a pena branda deixam ‘pra lá’ e o assunto morre. No caso do SPFW, que exigia indignado uma punição, a pena – apesar de branda – também calará os que pediam a punição e deixará as coisas como estão. No último caso, vale a pena dar uma olhada em quem foi o ‘julgador’ que pediu uma pena maior. Ganha um doce quem adivinhar ao conselho deliberativo de qual clube o ‘julgador’ pertence. Ou seja, jogou para a sua própria torcida e amealhou alguns votos nas próximas eleições internas de seu clube do coração.

Não estranhem o fato de a todo momento eu apontar somente duas alternativas. Foi de propósito. Essa foi para aqueles que apenas enxergam o mundo dividido em bons e ruins, em os ‘do bem’ e os ‘do mal’. Isso tem endereço. Essa análise é endereçada a um sujeito que se diz do bem, apregoa a ética, a moral e os bons costumes como sendo a sua seara, mas que a partir de hoje (há algum tempo já desconfiava) tenho certeza que recebe jabá do time do jardim Leonor. Só pode ser isso, pois há algum tempo denunciamos que o tribunal é composto por torcedores, ele se calou, mas hoje – com o relatório – ele se indignou, pois – segundo ele – o delegado é Palmeirense, e da atual situação. O parentesco com a família Aidar pesa, e muito.

Quanto à diretoria do Palmeiras, especialmente o senhor Sevério Orlandi que disse taxativamente que não acredita em dolo da diretoria Leonor, um recado: aliás, recado nenhum. As eleições para Conselheiros Vitalícios, que ocorreram ontem no Palmeiras, já são um recado mais que suficiente.

A omissão, a falta de combatividade, o se abaixar demais, podem custar caro. Torço para que o Palmeiras e os diretores que sabem que nossos inimigos estão sempre entrincheirados não esmoreçam. Precisamos saber da verdade, pois essa história do gás continua cheirando mal; e o mal cheiro vem da direção da zonal sul, mais precisamente do Jardim Leonor (nada a ver com a falta de tratamento de esgoto de que são acusados).

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Relembrem o que já foi escrito sobre o caso do gás. No Cruz de Savóia há um manual de como age a Madame.

25 de mai de 2008

Bolão - Resultado da terceira Rodada

Eis a tabela de classificação atualizada. Caso haja qualquer problema com a pontuação entre em contato que refaço as contas.



Como vocês podem ver as coisas começam a ficar claras. Os apostadores que brigam pelo prêmio vão se apresentando, bem como aqueles que serão rebaixados e irão - no próximo ano - apostar nos jogos da segunda divisão (brincadeira).

Jogo estranho

Jogo estranho. O time poderia ter ‘matado’ a Lusa no primeiro tempo, e não digo nem pelo pênalti perdido, mas pelo volume de jogo e superioridade apresentada. Mas, não o fez, toquinho pro lado, jogadas de efeito...

Então, quando se joga com time pequeno e não se ‘mata’ dá nisso. Segundo tempo sem inspiração, contra-ataque do time ‘retranqueiro’ dirigido pelo Benazzi e pronto, empate. Dois pontos perdidos.

Além disso, gostaria de saber quem foi o gênio que fez esse acordo com a diretoria da Lusa? Deu no que deu. Público ridículo, estádio vazio. Além disso, parece que a torcida não está querendo pagar nem os R$ 30,00. E pensar que o Nazi/fascista do Gualtieri queria cobrar quarenta para ‘qualificar’ a torcida, mudar o perfil daqueles que vão ao estádio. Se o perfil é esse acho que o tiro saiu pela culatra. Mais uma vez o time ‘jogou’ para um estádio vazio.

Ouvindo a entrevista do Luxemburgo acredito que esse time ainda vai entrar nos eixos. Ele prometeu que durante essa semana arruma a casa. A ver.

Ainda continuo esperando a estréia do Palmeiras no Brasileirão.

Daqui a pouco o resultado do bolão.

24 de mai de 2008

Encontro da Mídia Palestrina

Pois bem, estava difícil. Vários jogos, alguns em casa outros ensejando uma viagem. No fim, uma imensa vontade e a necessidade de nos encontramos. A data se apresentou. Dia 08 de junho parece ser o ideal, o Palmeiras enfrenta o Sport, lá no Recife. Para a maioria dos Palmeirenses faltará grana para a viagem. Para a mídia Palestrina será um momento de trocar idéias e para, juntos, acompanharmos a apresentação (e a vitória) do Verdão.

Então, estamos preparando um churrasco, na casa do Falavigna (Raphael – Cruz de Savóia), para esse momento.

Esperamos TODOS por lá. Todos da mídia Palestrina.

Então, vamos lá:

Data: 08/06 (domingo) - Horário: a partir das 12h00 - Endereço: Enviaremos por e-mail no momento da confirmação da presença. Somente adiantamos que é no DECADENTE bairro do Cambuci.

Investimento: 1 caixa de latinhas (não bebe? Azar o seu, contribua com os bebuns) e mais R$ 10,00 para a carne, se for levar acompanhante – namorada, mulher ou filha, acrescentar mais R$ 5,00.

Obs: FAVOR CONFIRMAR PRESENÇA (ATÉ 01/06), pois o Rapha comprará a carne e precisará saber o número de presentes para não perder grana. Entenderam o motivo? (endereço para confirmação da presença: adcastellari@gmail.com ou cruzdesavoia@gmail.com).

Pedimos a todos que convidem o máximo possível de membros da mídia Palestrina. 'Linkem', convidem, intimem, avisem. Esperamos todos(as) por lá. Todos(as) mesmo.

Até lá.

23 de mai de 2008

O começo do fim

Estava com a intenção de escrever um texto sobre a derrocada bambi. Não um texto daqueles que servem para dar um grande CHUPA pra essa gente, mas um daqueles que colocam os ‘pingos no is’, um daqueles que botam essa gente em seu devido lugar.

Mas, não foi necessário. O Barneschi, lá do Blog xará (ForzaPalestra) já o fez, e com maestria. Leiam um trecho logo abaixo, mas recomendo a leitura na íntegra, para isso clique aqui.

“Se a geração vitrine nasceu a partir dos últimos triunfos bambis na Copa Libertadores, temos agora o prenúncio do fim da torcida de modinha (...) A julgar pela história, o abandono é inevitável. (...) Bambis não vão ao estádio para empurrar o time à vitória; vão para assistir e depois se proclamarem campeões. É por isso que somem durante as temporadas regulares para surgirem nas fases mais agudas, quando se aproxima a decisão. (...)A camisa do SPFW é como um tênis adidas, um agasalho Puma ou um boné Nike. Serve como adorno, como grife, dessas tantas que encontrarmos nas vitrines de um shopping center qualquer. (...)É o que se convencionou chamar de torcida de modinha. O termo é bom, mas eu prefiro falar em geração vitrine. A mesma que pode ter começado a ruir na última quarta-feira, dia em que o estelionato bambi começou a ficar mais evidente.”


Entretanto, o Barneschi não foi o único a falar que para essa gente que a derrota serve como lição. O Secondo Tucci, em seu Blog, escreve uma carta a um suposto amigo sãopaulino mostrando a ele que é nas derrotas que se forjam os verdadeiros campeões, não com o embalo da mídia e com vitórias fáceis. Leia a carta clicando aqui.

Tudo já foi dito. É o começo do fim, e não farão falta.

22 de mai de 2008

Porcus alegris...

Me lembro bem desta data. Pela coincidência do feriado de Corpus Christis coincidir sempre com uma das quartas de finais da libertadores, quando perdíamos, lá vinham os discípulos de Rick a nos apresentar uma nova data: dia de Porcus Tristes...

Hoje, 22 de maio, véspera de feriado de Corpus Christis, vitória de um outro bambi (os do Rio, não conheço time tricolor com caráter...); as meninas foram E-LI-MI-NA-DAS.

O que dizer? Chorem meninas, curtam o feriado, compareçam à parada no domingo, ou façam como o Rick e se joguem...

CHUPA BAMBI!!!*

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* Esse chupa não é literal...

21 de mai de 2008

A ética... Dos outros

Mais uma vez o ‘mínimo’ ataca de defensor da ética. Claro que daquela ética que serve apenas aos seus intentos, ou seja, atacar um de seus desafetos; na realidade um dos desafetos de seu padrinho, a saber: o campeão do prêmio IBEST, Juca “Valdívia no São Paulo” Kfouri.

Pois bem, dessa vez o ‘ínfimo’ diz que Vanderlei Luxemburgo faltou com a ética ao comentar em um programa esportivo sobre como jogar contra o Corinthians do ‘bom moço’ Mano Menezes. Este último, por sua vez, ficou irado.

Mas, não é disso que se trata. O que quero mostrar aqui – e não é muito difícil – é a INCOERÊNCIA do ‘menino prodígio’ do jornalismo esportivo brasileiro.

Quer dizer que um técnico falar sobre a equipe dirigida por outro técnico não pode? Quer dizer que isso é falta de ética? Pois bem, darei de barato que ele tem razão. A ‘encarnação do mal’, Vanderlei Luxemburgo, não pode falar como ele enxerga o time do Corinthians jogando, pois está ferindo a ética. Não pode falar, pois está entrando na ‘seara’ de outro profissional do futebol, notadamente, um profissional que atua em sua mesma área, ou seja, um outro técnico de futebol.

Agora, pergunto eu, como é que pode um jornalista (ele se intitula assim) comentar sobre as atividades profissionais de um – como direi? – outro jornalista? Como pode o ‘mínimo’ criticar um profissional da mesma área de atuação e não enxergar nisso nenhuma semelhança com aquilo que critica – por exemplo – em Vanderlei Luxemburgo?

Eu, de minha parte, não vejo problema algum no que fez Vanderlei Luxemburgo, não vejo também nada de mais nas críticas que faz o ‘mínimo’ a Milton Neves (a não ser uma tremenda dor-de-cotovelo). O problema está no fato de quem vê problemas na ação de Luxemburgo utilizar-se dos mesmos artifícios: imiscuir-se na atividade de um companheiro de profissão para criticá-lo, por exemplo.

No caso do Vanderlei fico com a opinião e o comentário do Alberto Helena (entre o ‘mínimo’ e o Helena fico indubitavelmente com o segundo).

Caso queiram ver o que digo, sobre a incoerência do ‘menino’, cliquem aqui e vejam o que ele já disse sobre um companheiro de profissão, Milton Neves, no caso. Claro que ele dirá que o MN não é jornalista, é um comerciante da informação. Mas, até aí poderia o Vanderlei dizer que o Mano não é um técnico de futebol respeitável, por exemplo. Mas, duvido que VL fará isso.

Precisa aprender muito sobre ética esse menino.

Tinha me prometido não falar mais sobre essa figura patética, mas tem coisas que não podem ser deixadas para trás, principalmente em assunto sério com ética. O problema é a forma em que o assunto é tratado: de maneira leviana, com um profundo desconhecimento do tema ou de maneira antiética.

No caso desse rapaz a ética vale somente para os outros.

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Desculpem-me ter colocado um link do Blog dessa figura patética, mas é que para poder fazer o contraponto fui obrigado.

Bolão - 3a. Rodada

A terceira rodada do Brasileirão 2008 se inicia no sábado às 18h10, portanto todos os apostadores do Bolão têm até às 17H10 do sábado para aplicarem seus palpites.

Como alguns apostadores já anteciparam os palpites por e-mail, por conta do feriado e de algumas viagens, também antecipei a publicação do meu e do espaço para que aqueles forem viajar possam participar e não perder a oportunidade.

Então, vamos lá:



Lembrando que o vencedor ganhará uma camisa retrô do Palmeiras ou da seleção da Itália, mas que ainda há espaço para outros premios, basta aparecer alguém disposto a patrocinar 'o jogo'.

Reprimenda

Coube ao Diretor Financeiro do Palmeiras Salvador Hugo Palaia (aquele mesmo de nosso presente de natal quebrado) dar um basta na língua grande do senhor Eben Gualtieri e colocá-lo em seu devido lugar no caso da majoração do preço dos ingressos.

"O Ebem conseguiu confundir até a cabeça dos jornalistas e achou que, só por ter a condição de vice-presidente, poderia tomar decisões isoladas. Ele não tem o poder de aumentar o preço dos ingressos sozinho e essa é uma decisão que cabe ao diretor financeiro, que sou eu, e ao presidente Affonso Della Monica. Ele pôs o carro à frente dos burros e foi infeliz mais uma vez", comentou Salvador Hugo Palaia.

"Eu tenho uma filosofia. Hoje sou diretor financeiro e, se deixei um cargo (já foi diretor de Futebol), não preciso ficar fazendo sombra a quem está lá dentro. Quando eu estava no futebol, não me metia no preço dos ingressos e acho que é isso o que tem de ser feito: cada um deve abrir a boca somente na hora certa. Até por isso o senhor Ebem está proibido de falar agora", emendou o ex-diretor de futebol do Palmeiras.

Além disso, os preços - mesmo sem a majoração - foram informados erroneamente pelo senhor Eben 'trapalhão' Gualtieri. Sobre os preços Palaia disse: "Saiu em alguns veículos que as cadeiras cobertas custariam R$ 60, mas não faz sentido cobrar uma diferença de R$ 10 em relação à descoberta. Os preços certos são os seguintes: a arquibancada custará R$ 30, o setor Visa e a numerada descoberta será R$ 50 e a cadeira coberta sairá por R$ 80.”

Pelo visto a diretoria deu um tremendo 'CALA BOCA MAGDA!' no Gualtieri em relação ao episódio. Mas, nós aqui do Forza-Palestra não nos esquecemos do pior. Ele, Gualtieri, justificou o aumento utilizando-se de um expediente fascista de classificação e discriminação, motivado segundo ele, pela tentativa de "qualificar" a torcida que freqüenta o Palestra Itália.

Disso não nos esquecemos e por isso insistimos (mesmo tendendo a sermos taxados de chatos e corneteiros) que alguém da diretoria precisa vir a público explicar qual o plano do Palmeiras para a sua torcida. Caso a segregação e o preconceito não sejam o pensamento da atual diretoria esta deve desmentir o nazi/fascista e desculpar-se (seja ele ou a diretoria) com a imensa torcida alviverde pelo que foi dito.

A reversão dos preços extorsivos e a reprimenda ao fanfarrão foram um primeiro passo, mas – pelo menos aqui no Forza-Palestra – não achamos o suficiente, pois o golpe foi duro e sentido por aqueles que desde sempre – na alegria ou na tristeza, na vitória ou na derrota – estão apoiando a equipe.

Não vamos deixar de cobrar isso!

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Em tempo: Ainda não digerimos por aqui o 'rega-bofes' entre o Beluzzo (remeber 42) e a diretoria Leonor. Seria mais um golpe na tradição e naqueles que não renegam seu passado?

Obs: Quando se usa plural para se tratar do Blog não é por pedantismo. É que por aqui há um editor, mas vários leitores e colaboradores que escrevem e deixam suas cornetadas. Então, entendemos que o Blog é uma construção coletiva e não reflete apenas as opiniões do editor.

Link da matéria: Diretor reduz preço do ingresso e critica 'criador' da confusão.

20 de mai de 2008

Peguei nojo

Quer saber? Agora é por 'birra', não aquela sem sentido, mas aquela que tem um objetivo. Diretoria conversando e selando paz com o inimigo. Diretoria querendo 'qualificar' a torcida. Tudo muito estranho. Selar paz com aqueles que se dizem superiores, qualificar a torcida - coisa de quem se sente superior. Cansei!

Impõe-se um pronunciamento da diretoria quanto a posição do senhor Gualtieri. Todo dia, pela manhã ou pela tarde; seja talvez pela noite, mas exigirei uma posição da ATUAL DIRETORIA sobre o posicionamento nazi/fascista do senhor Gualtieri.

Começo hoje.

E aí Della Mônica? E aí Beluzzo? Vai ficar assim?

Ontem foi um dia triste. Não fui ao estádio e poderia ter ido. Sou estudante e pago meia entrada (R$ 20,00). Mas, por convicção e posicionamento não fui. Repito, foi um dos dias mais tristes da minha vida.

No próximo domingo não irei novamente. O preço pode baixar, mas falta um posicionamento.

Cadê vocês bisnetos, netos e filhos de italianos? Gente que foi discriminada, segregada...

Vamos ficar sem resposta?!

Eu jamais vou aceitar posições e comportamentos nazistas, e você?



FORA GUALTIERI.





Aqui a primeira pessoa (eu) quer dizer a quarta (nós). Ou seja, eu não exijo, mas nós EXIGIMOS um posicionamento...

Não cansaremos. Todos os dias cobraremos uma resposta.

19 de mai de 2008

Torcedores do Palmeiras: essas pessoas perigosas, desqualificadas e indesejáveis

Ainda não digeri a justificativa do ‘nosso’ quarto vice-presidente, Senhor Eben Gualtieri, para o aumento dos preços dos ingressos para os jogos do Palmeiras. Nem o fato da diretoria ter prometido a uma das organizadas (TUP) que os preços voltarão ao patamar do campeonato paulista, R$ 30,00 a arquibancada, me faz sossegar, pois não é só esse o problema. Não que uma volta aos preços antigos não seja importante, o é, mas o que ‘está pegando’ é ainda a maldita frase de que isso é uma forma de selecionar o público que freqüenta o estádio. Ainda cobro da diretoria um posicionamento sobre os fatos acontecidos e sobre o que disse o Senhor Gualtieri.

Para além dos fatos aqui já escritos, que dão conta de que o Palmeiras foi fundado por imigrantes, portanto um time de colônia, de gente que foi (e ainda é) discriminada por sua origem, há o fato de ser essa ‘qualificação da torcida’ um instrumento de seleção social, instrumento esse de classificação, estigmatização e separação.

Isso, em última análise, é coisa de nazista e de fascista; coisa de gente que vê a pobreza como problema, mas que para debelá-la sugere como remédio a solução final. Assim, primeiro vem a classificação, depois a estigmatização, para logo após aparecer a necessidade da segregação e, finalmente, o extermínio do diferente, do ser ‘indesejado’. É a diferença sendo levada ao extremo, é a solução final.

O senhor Gualtieri pode dizer agora que não foi bem isso que quis dizer, o mesmo digo de JK. Mas está dito, deveriam ter pensado nas conseqüências de suas palavras, pois elas podem levar a ações que ensejem arrependimentos posteriores (lembrem-se ou conheçam Carl Schmitt).

Tenho um colega de pós-graduação, vindo do longínquo e ensolarado Piauí, que tem como tema de estudo a violência, suas conseqüências, a percepção sobre ela e as soluções que são apresentadas para se resolver o problema. Ele costuma me mandar textos, escritos por ele, sobre a temática. Na última semana, por coincidência, me mandou este texto – o reproduzo a seguir - que veio bastante a calhar. É um texto acadêmico, alguns podem achá-lo chato, enfadonho. Mas vale a pena lê-lo, tem tudo a ver.


Eis o texto:

PESSOAS PERIGOSAS

Por: Arnaldo Eugênio, Sociólogo – Doutorando PUC/SP – Bolsista CNPq

A expressão “pessoas perigosas” – um dos desdobramentos do estigma de lugares violentos -, com freqüência tem sido utilizado para designar os indesejados e inúteis ao processo lógico do moderno capitalismo. Isto é, a penalização da pobreza ou do subproletariado de comportamento “incivilizado” que suja e ameaça a decência e a falsa moral da cidade.

Um estigma com base na doutrina da “tolerância zero” de Charles Murray (Losing Groud: American Social Policy, 1950-1980), “um politólogo ocioso de reputação medíocre e guru da administração Ronald Reagan em matéria de welfare”, com muitos admiradores no Brasil entre os “especialistas em segurança” reacionários e conservadores. Cujo “fiscal-vedete de Nova York, Rudolph Giuliani, extraiu as diretrizes da política policial e judiciária que passou às forças da ordem um cheque em branco para perseguir agressivamente a pequena delinqüência e reprimir os mendigos e os sem-teto nos bairros deserdados” (Wacquant, 2001).

As pessoas estigmatizadas como perigosas são “arbitrariamente excluídas da lista oficial das que são consideradas adequadas e admissíveis” (Bauman, 2005), compondo uma “subclasse” destituída de quaisquer aspectos de reconhecimento de humanidade, principalmente o direito a uma identidade – “a identificação é também um fator poderoso na estratificação, uma de suas dimensões mais divisivas e fortemente diferenciadoras” (Bauman, 2005).

Na atual teatralidade do cotidiano da “sociedade líquido-moderna” (Bauman, 2005), a subclasse das pessoas perigosas constitui um lixo humano de rejeitados pela lógica da economia capitalista por não serem mais portadores de qualquer potencial humano de trabalho para a exploração e expropriação – no dizeres de Karl Marx -, restando-lhes as migalhas da “subcidadania” (Souza, 2003) construída pelo processo de exclusão que a separa “do espaço em que os outros, as pessoas ‘normais’, ‘perfeitas’, vivem e se movimentam” (Bauman, 2005). São as “maiorias que pouco podem influir nas decisões governamentais”, na medida em “o processo (de globalização) tem contribuído para trazer efeitos sociais ainda mais perversos, precarizando a situação dos ‘incluídos’ e aumentando o número dos ‘excluídos’ (Wanderley, 2007) – no caso, a subclasse de inúteis.

O estigma de pessoas perigosas, portanto, está sendo usado em referência a um atributo profundamente depreciativo no intuito de negar e anular qualquer acessibilidade de direito ou reconhecimento a essa massa de consumidores incapazes. È um estigma que corresponde “as culpas de caráter individual, percebidas como vontade fraca, paixões tirânicas ou não naturais, crenças falsas e rígidas, desonestidade, sendo essas inferidas a partir de relatos conhecidos de, p.ex., distúrbio mental, prisão, vício, alcoolismo, homossexualismo, desemprego, tentativas de suicídio e comportamento político radical” (Golffman, 1988).

Sob tal condição, “qualquer outra identidade que (...) possa ambicionar ou lutar para obter lhe é negada a priori. O significado da ‘identidade da subclasse’ é a ausência de identidade, a abolição ou negação da individualidade, do ‘rosto’ – esse objeto do dever ético e da preocupação moral. (...) é excluído do espaço social em que as identidades são buscadas, escolhidas, construídas, avaliadas, confirmadas ou refutadas” (Bauman, 2005). O estigma de pessoas perigosas tem por objetivo confortar o medo dos estratos médio e alto.

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Ao Arnaldo meus agradecimentos por me permitir publicá-lo, pois este texto fará parte de seu trabalho de doutorado, portanto, ainda é inédito.

18 de mai de 2008

Bolão - 2a rodada

Já temos o resultado da segunda rodada do bolão, bem como a totalização da pontuação somando-se as duas primeiras rodadas.

Caso alguém encontre algum erro entre em contato que corrijo imediatamente.

Lembrando que creditei os pontos do anônimo da semana passada para o Raphael Leonessa (a pedidos).

Tivemos quatro (04) apostadores que acertaram o placar exato do jogo do Palmeiras (Forza-Palestra, Ricardo Barneschi, Guto Cavazza e Pinho Palmeirense). Estes ganharam 04 pontos extras, por isso, os três primeiros - que já apostaram e tinham pontos da primeira rodada - lideram o bolão. O apostador Pinho Palmeirense, apesar de ter pontuado bem, também por causa dos pontos extras, não está tão bem colocado por ser a primeira rodada que aposta.

Agora, considerando só esta rodada eu (Forza-Palestra) abri 1,5 pontos a frente de todos. Mas, não desanimem, pois para efeito de premiação meus pontos não valem. Em minha época de criança isso se chamava 'café com leite'.

Os resultados:



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Em tempo: Não estive no Palestra. Somente volto quando houver a redução do preço dos ingressos. Mesmo assim, não deixarei de cobrar uma posição da diretoria sobre a declaração do quarto vice-presidente, senhor Ebem Gualtieri. Quero saber o que pensam os outros membros da atual diretoria sobre a proposta do senhor Gualtieri de 'qualificar' a torcida que freqüênta o Palestra.

O jogo: Pro gasto. O time não jogou bem, mas a expulsão do Edinho facilitou as coisas; se bem que conseguimos tomar outro gol de cabeça, em um lance onde um zagueiro do Inter (Índio, aquele mesmo) subiu de cabeça sendo marcado pelo Leandro. No mais, foi tocar a bola, esperar o melhor momento e sacramentar a vitória, que veio de pênalti, sofrido pelo Valdívia e cobrado pelo Alex Mineiro. Boa atuação do Denilson, que apesar de ter feito o gol e ter jogado bem, perde gols incríveis. Bom retorno do Léo Lima e atuação apagada do Martinez. O restante do time na média.

É isso.

16 de mai de 2008

16

Foi em um longínquo 16 de maio, há exatos 16 anos. Em um amistoso com a Esportiva de Guaratinguetá, onde o Verdão venceu o jogo por 4 x 0 (zero, não levamos gols naquele jogo), que estreava com a camisa 1 do Palmeiras o maior goleiro que atuou no Palmeiras em todos os tempos, e olha que já tivemos Oberdan Catani, Leão, Valdir Joaquim de Moraes...

Há época, com apenas 19 anos de idade, o Santo sonhava, mas nem imaginava em que viria a se transformar. São Marcos foi o guarda metas na vitoriosa campanha da seleção brasileira na Alemanha, campeão da taça libertadores da América pelo Palmeiras em 1999 e em outros inúmeros títulos da equipe Palestrina.

Líder e símbolo de uma geração, e de uma torcida, Marcos é – acima de tudo – o maior ídolo da torcida que canta e vibra.

Do jogo de estréia o Santo não lembra muita coisa e diz “... Faz muito tempo. Eu ainda tinha cabelo naquela época (risos) (...) Foi uma experiência muito positiva naquela época, fiquei muito feliz. Quando voltei pra casa após aquela partida, estava emocionado."

Hoje, 16 anos mais experiente, São Marcos do Palestra Itália conta com 374 partidas defendendo e honrando as cores Palestrina (21 delas só neste ano) e uma lista de títulos de fazer inveja a qualquer atleta profissional.

Neste dia de festa o Santo manda uma mensagem de agradecimento à torcida e ao clube:

"A gente sabe que é raro existir alguém que fique tanto tempo num clube atualmente. Mas desde que cheguei aqui era palmeirense, e minha paixão pelo clube só aumentou quando comecei a treinar aqui. Agradeço muito ao clube, que sempre esteve do meu lado nos momentos de dificuldade, e à torcida, que teve paciência para tolerar o tempo em que fiquei parado. Já disse e repito que pretendo encerrar a carreira no Palmeiras."

Somos nós, os Palmeirenses, que temos que lhe agradecer Marcos. Você é o símbolo e o ídolo maior dessa torcida. O termômetro deste time. Quando você está defendendo nossas cores temos a confiança que iniciaremos aquela partida já em vantagem, pois lá estará você suando sangue, se quebrando e honrando as cores e a paixão de mais de 15 milhões de apaixonados pelo Palmeiras e pela sua raça e dedicação à causa Palestrina.

Parabéns Marcão.

Parabéns São Marcos do Palestra Itália!

Fonte: Site Oficial do Palmeiras.

15 de mai de 2008

Bolão - 2a. rodada

Está no ar a segunda rodada de nosso Bolão. Lembrando que os palpites têm que ser enviados até uma hora (1) antes do início da rodada, ou seja, até sábado às 17h10, que devem ser postados neste espaço, se possível colocando o mesmo nome ou login da semana passada. Não se esqueçam que a escolha de um duplo poderá ser feita, mas em apenas um jogo e o acerto neste jogo (o do duplo) vale apenas meio (0,5) ponto. Não se esqueçam também que no jogo do Palmeiras tem que apostar no resultado e nos artilheiros, e que este jogo vale pontuação extra.

Divirtam-se com o bolão, pois com R$ 40,00 o preço do ingresso é o que nos resta.

Meus palpites:

14 de mai de 2008

Vergonha

Estive o dia todo fora e sem acesso a computador algum. Entretanto, lendo o Estadão tomei conhecimento da reportagem sobre o aumento dos preços dos ingressos para os jogos do Palmeiras. Fiquei o dia todo, mesmo durante a aula na faculdade, contando as horas para poder escrever este texto. Tinha um texto já pronto sobre mais uma barbaridade do jornal O Lance, mas hoje – permitam-me – temos problemas em nossa própria casa, e é nele que devemos centrar nossas atenções.

Vamos então, tentar entender a lógica que move o Sr. Eben Gualtieri. A lógica, segundo a qual, o aumento dos preços dos ingressos fará com que haja um público diferenciado nos jogos do Palmeiras. Vamos primeiro à frase, dita pelo quarto vice-presidente do Palmeiras, e que ilustra bem sua forma de compreender o mundo:

“A fase do time é boa... Além disso, é uma forma de selecionar mais o público...”

Desprezem a primeira parte, ela está aí somente para a segunda parte – aquela que interessa – não ser usada fora do contexto. Selecionar o público é o que diz o Sr. Gualtieri com todas as letras, é aquilo que – segundo ele – se busca com a majoração nos preços dos ingressos. Selecionar, por seu turno, quer dizer dentre outras coisas: “... escolher de um número ou grupo, pela aptidão, qualidade ou qualquer outro característico: Selecionar reprodutores para melhorar uma raça de bovinos...”. Centre sua atenção leitor no termo qualidade. O que quer o Senhor em questão é mudar a qualidade do torcedor que freqüenta o estádio Palestra Itália. Para ele, ao que parece, aqueles que lá freqüentam não têm qualidade para fazê-lo, por isso há a necessidade de mudar o perfil público, seja lá o que isso queira dizer, mas que nos será dito com todas as letras nos próximos parágrafos pelo repórter, seguindo a lógica do Senhor Gualtieri. Deixei a última parte, aquela que cita a raça de bovinos, para lembrá-los que, tal qual esse tipo de animal, assim fomos tratados quando procuramos ingressos para a final do Paulistão. E quem era (e ainda é) o responsável pela comercialização dos ingressos no Palmeiras? Esse mesmo cidadão.

Será já foi no intuito de ‘selecionar’ o público que na final do Paulistão, ‘estranhamente’, boa parte dos ingressos foi distribuída para apadrinhados do Senhor Gualtieri?

De todo modo, deixando de lado a indagação que paira no ar, o fato é que a frase do vice-presidente, escolhida a dedo pelo jornalista, dá ênfase à seqüência da matéria, onde o mesmo jornalista completa com a seguinte informação, talvez conseguida com o mesmo Senhor: “A intenção da diretoria é levar ao Palestra um público diferente daquele que entrou em conflito com a Polícia Militar, na luta por um ingresso para a final do Paulistão contra a Ponte Preta. O princípio é o mesmo dos clubes ingleses, que modernizaram seus estádios com ingressos mais caros, barrando os torcedores de classe baixa e elitizando o esporte...”

Mas, espera lá! Não foi a confusão com a PM fruto de uma desastrosa tática utilizada na venda dos ingressos? Não foi a escassez desse produto (no caso o ingresso) que provocou o primeiro confronto entre torcedores e policiais (no dia da venda)? Quem era o responsável pela comercialização?

Daí porque, aquela indagação de novo volta à cabeça...

Mas houve outro confronto. No dia da decisão. Mas, não foi a PM – aquela que impiedosamente massacrou os torcedores Palmeirenses na saída do estádio, na Rua Turiassu - agraciada com entradas gratuitas, distribuídas pelo Senhor Gualtieri? Ou seja, enquanto vários policiais assistiam ao jogo gratuitamente, pela benevolência do Senhor Gualtieri, outros tantos ‘baixavam o porrete’ na torcida, tudo sob as bênçãos do Senhor Gualtieri e – infelizmente tenho que dizer isso, pois até agora nada foi dito em contrário – pela diretoria do Palmeiras.

Ah! Entendi aonde o senhor Gualtieri quer chegar. O raciocínio dele, talvez comparado a de um símio, é o seguinte: “precisamos acabar com as confusões nos jogos do Palmeiras”. “As confusões são provocadas por gente sem qualidade (desqualificada)”. “Gente desqualificada é gente pobre, sem recursos” (estão acompanhando o raciocínio?). “Logo, se aumentarmos o preço dos ingressos estaremos livres dessa gente e livres das confusões”. Entenderam? Pobre, sem qualificação: esse o perfil daqueles que provocam confusão nos estádios, segundo o Senhor Gualtieri.

Lembro-me, há alguns anos, quando escrevia meu trabalho de conclusão do curso de sociologia, que me deparei com uma declaração do jornalista Juca Kfouri, onde ele dizia:

“Profundamente antipático o que eu vou dizer, sei que não vou ter a simpatia de ninguém, sei que é politicamente e absolutamente incorreto o que eu vou dizer, mas uma das soluções que eu vejo imediata é proibir, terminantemente, o futebol com portões abertos; futebol de massa nem pensar, porque é a senha para bandidos tomarem conta do estádio. Cobrar o ingresso e cobrar caro, cada vez mais caro, com cadeiras em todos os setores do estádio. Tornar o futebol um esporte para a elite, vão lá 40 mil abençoados por Deus, da alta classe média desse País...”. [Programa Cartão Verde, da rede Cultura, no dia 20.08.1985].

Em uma troca de correspondência com o jornalista ele me disse que mudou de opinião e que havia até escrito sobre essa mudança, o que nunca vi. Mas o que importa é o que já havia sido dito, e que na opinião corrente entre aqueles que se consideram elite, o problema da violência se resolve com segregação, afastando, ‘guetizando’, separando a elite da ‘arraia miúda’, afinal é essa gente que provoca e é responsável pela violência.

Esse tipo de pensamento torpe, preconceituoso, filho e herdeiro das mais rasteiras formas de fascismo, não é e não deve ser tolerado por ninguém, principalmente por gente que foi (nossos antepassados foram e nós ainda somos) segregada, humilhada, desprezada. Esse tipo de pensamento não pode ser tolerado por ninguém, muito menos por netos, bisnetos e tataranetos de italianos. Esse tipo de pensamento não pode florescer em um clube de colônia. Esse tipo de pensamento não pode florescer no Palmeiras. Esse tipo de visão de mundo não se coaduna com a maneira de pensar de homens e mulheres do século XXI.

Por isso, estou envergonhado e exijo um posicionamento da diretoria do Palmeiras. De seu presidente, dos diretores que prometeram Mudar o Palmeiras. De diretores como Beluzzo que tenho certeza não pensa dessa forma. Mas, não basta se indignar, tem que se manifestar. Afinal, qualquer silêncio neste momento pode e certamente será interpretado como anuência ao que disse e pensa o Senhor Gualtieri.

E você torcedor do Palmeiras, o que pensa disso? O que fará contra isso?

Não se omita, não deixe que o Senhor Gualtieri se utilize do caos, do qual ele é um dos responsáveis, para impor seu pensamento torpe, mesquinho, fascista....

Em tempo:

1. Selecionar significa – como já escrevi – escolher os mais qualificados. Neste caso, o Senhor Gualtieri não tem a mínima condição e qualidade para continuar a comandar o processo de venda de ingressos. Quiçá tenha qualquer outra qualificação. E aí presidente Della Monica, o que o Senhor fará?

2. Time de torcida elitizada, Senhor Gualtieri, é outro. Será que é lá que o Senhor está se mirando. Se for, é mais sério ainda do que imaginamos.

3. Outros veículos da mídia Palestrina que já se indignaram com isso:

Parmerista [Um descalabro];

3VV [Sobre os ingressos: lá vem o gestor];

OV [Vergonha];

Forza Palestra do Barneschi [Vergonha];

Cruz de Savóia [Boicote sim senhor!!!];

Blog do RÔ! [Ingressos superfaturados? R$40, R$80 e R$100 é MUITO!]; e,

Blog Palmeiras Let`s Gol!
[Elitização dos estádios: o preconceito].

13 de mai de 2008

My preciouss - Ingressos o retorno

Já escrevi por aqui o acontecido na venda dos ingressos para a final do Paulistão. Também dei minha opinião sobre como eu resolveria o problema. Chamei a atenção da diretoria e apontei o que deveria ser feito depois da vergonha dos ingressos e da truculência da polícia com os torcedores Palmeirenses na final do Paulistão, pois tudo isso era reflexo da busca desenfreada pelo “my preciouss” (parafraseando o 3VV).

Parece-me que os torcedores Palmeirenses começam a se informar através da mídia Palestrina, é só verificar que o OV tem em média 2.000 visitas diárias, mas a diretoria se nega a enxergar o óbvio (faz ouvidos moucos aos ecos vindos da torcida), pois ao que parece acharam uma saída surreal para diminuir a procura por ingressos nos jogos do Palmeiras no Palestra e resolver os problemas com a comercialiação dos mesmos. Foi o Barneschi do Forzapalestra quem alertou [Ganância sem limites], eu confesso que não havia lido em lugar algum sobre o aumento no valor dos preços de arquibancadas, mas verificando a caixa de entradas de meu e-mail verifico que a informação estava lá, direto da fonte, a assessoria de imprensa do Palmeiras.

Então ficamos assim: para diminuir a demanda nada como um bom aumento nos preços.

Estão de brincadeira!

Mídia Palestrina na mídia

Quando o trabalho é bem feito, além do mais por gente abnegada, mas que entende daquilo que faz e sabe bem o porquê faz, os resultados vão aparecendo.

Na semana passada, dia 5, o Rafael Evangelista, do OV foi entrevistado para o Jornal dos Trabalhadores, programa produzido pela Rádio CUT e distribuído para dezenas de rádios comunitárias.

Parabéns ao Rafael e ao Tiago do OV, parabéns à mídia Palestrina que aos poucos e com seriedade vai 'botando as suas manguinhas de fora'.

Espero que este seja um dos muitos espaços em que os amigos Palmeirenses vão mostrando o seu valor. Espero que com isso a mídia tradicional enxergue que não há mais espaço para coberturas parciais (para dizer o mínimo). E tem gente que não enxerga isso!

Clique aqui e ouça a entrevista na íntegra.

Tradição, palavra que alguns nem sabem o que significa

Reproduzido do Treceira Via Verdão (3VV).

Tinha bambu no alambrado do Palestra

Por Jota Christianini*

O Palestra alugou o Parque da Antárctica em 1917 e logo depois comprou e já na escritura mudou o nome.

Stadium Palestra Itália é o nome de nosso estádio desde 1920 quando a compra foi efetuada.

Por causa dos jogos que lá aconteceram, da importância do estádio na vida esportiva brasileira e pelas sucessivas melhorias que os palestrinos fizeram - contando somente com seus próprios recursos - tornou-se o mais importante estádio do estado, e o mais tradicional.

Foi lá que seleção brasileira jogou a primeira vez em Sampa, foi lá que o Palestra, depois Palmeiras, conquistou tudo quanto é campeonato que disputou.

Naquele sagrado terreno, que um dia tentaram nos roubar - obviamente não conseguiram, corridos com solenes chutes na bunda - além dos jogos importantes de futebol aconteceram eventos de vanguarda.

Foi lá que Roland Garros, aviador francês, fez pousar o primeiro avião a descer em terras paulistas; no Palestra terminou a primeira corrida de automóvel do Brasil, vencida pelo Comendador Silvio Penteado , pilotando um FIAT - epa! - de 50 cc.

Enfim tradição não falta ao "Stadium Palestra Itália".

Se não falta tradição o inusitado também, às vezes, marcou presença.

Nos anos 50 o campeonato brasileiro de seleções era o que havia em termos de competição nacional. Após o advento do Maracanã a rivalidade paulistas e cariocas acentuou-se, mormente que depois da inauguração do estádio municipal do Rio, os paulistas jamais perderam um único campeonato.

Aquele era especial; pela primeira vez as finais seriam em dois turnos com os quatro finalistas. Além de paulistas e cariocas, os mineiros e os pernambucanos. Estes, com a famosa seleção cacareco do Gentil Cardoso (só essa seleção dá um causo) participaram desse torneio final.

Não adiantou aumentar o número de concorrentes; na última rodada sobraram paulistas e cariocas para decidir e como os cariocas tinham empatado em Minas - jogo em que o Zagalo terminou a partida jogando como goleiro - os paulistas jogavam pelo empate.

As rádios transmitiram a reunião em que de diriam o local e o árbitro.

Quanto ao juiz, deveria ser dos visitantes. Nenhum problema! Gama Malcher foi escolhido.

E o local: Mendonça Falcão, folclórico presidente da FPF, travou o diálogo edificante com o Antonio Passo, presidente da Federação Carioca:

-- O jogo vai ser no Palestra Itália (confesso que falando errado como era praxe o Falcão deve ter chamado o campo do Palmeiras de Parque Antarctica).

-- Não aceito , rebateu o Passo.

-- Você conhece o estádio, já esteve lá?

-- Não! Confessou o atônito guanabarino

-- Pois então não pode vetar, se não conhece, vai ter que conhecer primeiro para reclamar depois. O jogo vai ser lá; finalizou o Mendonça Falcão que não costumava ter paciência com quem não concordasse com suas idéias.

Não era última encrenca que o presidente da federação ia meter-se naqueles dias.

Dia do jogo, a TV Tupi vai transmitir.

-- Não vai ter TV, disse Falcão.

Naqueles tempos nem se sonhava com direitos, essas miudezas; era autorizar ou não e a cada véspera de jogo a polêmica estabelecia-se.

Proibiram a emissora de entrar com seus equipamentos no estádio. Não se fizeram de rogados, foram naquele prédio que fica perto da piscina, ainda em construção e instalaram as câmeras na laje do sexto andar.

Meus amigos! O que aconteceu nem dá para contar... melhor ver a foto...

FOI DO BAMBU

O Mendonça mandou colocar bambus no alambrado tentando tirar a visão das câmeras que ficariam impedidas de mostrar o jogo.

Não deu tempo nem do jogo começar; torcedores revoltados, afinal também tinham sua visão prejudicada, arrancaram os bambus e a TV mostrou o jogo.

Só para constar , naquela noite o Palestra Itália foi palco de mais uma decisão do campeonato brasileiro de seleções. Os paulistas venceram por 2x0, tornando-se tri campeões.

O presidente da Carioca conheceu o Palestra Itália e as tradições do Palestra Itália.

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*Jota Christianini escreve seus causos às terças-feiras aqui no 3VV.

12 de mai de 2008

Bolão – Resultado da primeira Rodada



Primeiro alguns comentários

Aceitei um palpite com meia hora de atraso, considerei válido por ser a primeira rodada. Além disso, houve um apostador que aplicou dois duplos e para azar (sorte do participante) ele acertou os dois. Neste caso – por ser a primeira rodada - também aceitei.

Recebi um palpite postado como anônimo e sem identificação. Constará do resultado, mas não valerá, pois como saberei quem é o anônimo.

Da próxima rodada para frente não aceitarei mais palpites fora das regras estabelecidas, pois os outros participantes terão prejuízos. As regras devem ser respeitadas na íntegra a partir da próxima rodada.

O número de acertos foi muito abaixo de uma média aceitável (50% de acertos), com raras exceções. Isso se deve – talvez – porque foi apenas a primeira rodada, mas não desanimem, pois o MONTO SAGRADO RETRÔ aguarda pelo vencedor.

Aos resultados



Erros acontecem, inclusive os meus, então se alguém perceber alguma ‘comida de bola’ de minha parte por favor poste a reclamação que refaço a conferência.

Não desanimem. Nem com o Bolão, nem com o Palestra (que rendeu ZERO (0) pontos aos participantes).

Sobre o campeonato brasileiro publico algo assim que o Palmeiras fizer sua estréia no certame (adoro essa palavra).

É isso, por enquanto!

9 de mai de 2008

Bolão

Amigos, o brasileirão começa amanhã às 16h00, as apostas podem ser feitas até uma hora antes do início da rodada, então até às 15h00. Pouca gente apostou até o momento, e qualquer pontinho pode faltar e ser fatal na busca pelo manto sagrado retrô (prêmio). Então, não percam tempo, cliquem aqui e façam suas apostas. Não se esqueçam de darem uma olhada nas regras. Boa sorte!

Alô diretoria!

Já faz quase uma semana que conquistamos o título e houve confusão com os ingressos falsos, já faz quase duas semanas da confusão na venda dos ingressos para a final (fatos inter-relacionados que culminaram com a truculência da PM) e nada até agora de manifestações sobre o acontecido.

Nós, da mídia Palestrina e da torcida do Palmeiras, além dos associados do clube (me incluo também neste quesito) esperamos por explicações e medidas e punições aos culpados.

Como não houve nenhum comunicado da diretoria sobre medidas que estejam sendo, ou serão tomadas, vamos facilitar o trabalho e propor algumas medidas de imediata aplicação:

1. Eis o nome que deve ser, no mínimo, cobrado pelo ocorrido: Sr. Ebem Gualtieri – Vice-Presidente, aquele que controla os ingressos no Palmeiras. E todos os seus asseclas. Demissão de Vice-Presidente é – estatutariamente – impossível, pois a pessoa foi eleita, mas esvaziar-lhe as funções é uma medida cabível e recomendável.

2. Romper, imediatamente, o contrato com a empresa responsável pelos ingressos nos jogos do Palmeiras, chame-se ela BWA, Ingresso fácil, Ingresso difícil ou Ingresso Falso. O que não pode continuar é esse desrespeito com o torcedor Palmeirense e com os associados do Palmeiras. Aliás, a confusão e o caos na venda dos ingressos, é – sem dúvida – um fator que contribui para a corrupção, com os cambistas... Com a bandidagem.

3. Exigimos que o Sr. JOSÉ EDUARDO RIBEIRO CHAVES, Conselheiro do Palmeiras (Veja quem é ele e o que fez clicando aqui e aqui), seja chamado às falas pelo Conselho Deliberativo e, principalmente, pelos seus pares do MUDA PALMEIRAS, e venha a público desculpar-se com os ASSOCIADOS (todos, não só aqueles a quem ameaçou). O tempo das listas negras e das ameaças deveria estar sepultado no Palmeiras com o fim da era do nefasto.

4. A diretoria deve ainda se manifestar publicamente contra a truculência da PM no caso da repressão (brutalidade) que impediu que a torcida comemorasse o tão esperado título. Deixar isso como está é passar atestado de que o Palestra não tem condições de abrigar jogos importantes, aliás, isso é tudo o que não queremos e é tudo que há tempos estamos combatendo aqui, mas é tudo que eles (Elas) querem.

5. A diretoria deve manifestar publicamente, e oficialmente (a quem de direito), sua insatisfação com o trabalho do Promotor do Ministério Público de São Paulo, Sr. (São) Paulo Castilho, que vem – sistematicamente – tentando prejudicar o Palmeiras.

6. A diretoria e o Conselho deliberativo devem começar a pensar em alternativas para a comercialização dos ingressos nos jogos do Palmeiras e implementá-las o mais rápido possível. Sobre isso já dei minha opinião (os leitores também) aqui.

Por enquanto é isso, mas, não deixarei de cobrar. Em breve, farei isso oficialmente (como associado e torcedor do Palmeiras) através de ofício, carta, e-mail etc. se for o caso.

É isso!

Jardim Leonor: a medida de todas as coisas

Que a imprensa esportiva paulista tem um amor quase que incontrolável pelo Jardim Leonor Futebol Clube todos já sabemos. Somente nos resta saber se esse amor é amor romântico, ou se – como antigamente – é assentado sobre outras bases, do tipo monetário quem sabe.

Digo isso, para lhes mostrar que agora tudo gira em torno do SPFW. O time leonordinense, a Madameme - como diz o Raphael do Cruz de Savóia, passou agora a ser a medida de todas as coisas. Tudo, até as contratações, tem que ser pensado levando-se em conta o time cor-de-rosa.

Vejam isso que saiu no Blog do Birner:

“Palmeiras e Inter também querem Rodrigo.”


Até aqui tudo bem, mas atentem para a explicação do por quê:

“O Palmeiras entrou na briga. Para a diretoria Alviverde, é importante que o São Paulo não ganhe a Libertadores e eles têm razão...”.


O fato de Rodrigo poder ser titular e caber no elenco Palmeirense (no meu caso não compactuo nem com a primeira nem com a segunda hipótese) é citado pelo autor da pérola jornalística somente ao final do parágrafo, somente depois de passar o recibo de que o Palmeiras ‘teme’ os títulos e se preocupa, sobremaneira, com o time leonordinenese. O fato de Nem e Dininho poderem estar de saída, nem é citado.

É coisa de assessor de imprensa ou não? Ou será que somente eu, do alto de minhas teorias da conspiração, enxergo assim? Coisa de jornalista não é!

Vai lamber sabão, vai...

Sobre custo-benefício

Há alguns dias, sobre o pretexto da eliminação do Palmeiras da Copa do Brasil pelo Sport, ‘o ínfimo’ sugeriu – por conta da derrota – uma comparação entre o treinador do Palmeiras (Luxemburgo) e o do Sport (Nelsinho Batista) invocando um conceito que talvez ele nem saiba na realidade o que significa. Confesso que também não domino em profundidade o conceito, mas também não me utilizo dele para atacar meus inimigos ou coisa do tipo. Mas, para ajudá-lo em sua escalada em busca do Olimpo intelectual tomemos a definição do termo no Wikipédia [relação custo-benefício].

Terminado o campeonato Paulista eis que o 3VV nos faz uma importante revelação em “Quanto vale o campeonato Paulista?”, dando mostras de que ‘está por fora’ (não entende nada do assunto), no mínimo, aquele que se propôs a falar em custo-benefício, e estão por fora aqueles que dizem ser os campeonatos regionais, como digo?, ultrapassados. Está - e estão - por fora quem diz que VL e comissão são caros. [clique aqui e leia o texto do 3VV na íntegra, mas reproduzirei trechos que considero elucidativos sobre... custo-benefício]:

“Quanto vale o Campeonato Paulista? Muito! Vale muito mesmo! Uma enormidade! O Palmeiras volta ao seu lugar de direito: o lugar dos campeões!!!”


Até aqui nada que faça referência ao primeiro parágrafo da definição conceitual, este trecho se insere no parágrafo sobre desvantagens, pois não se mensura isso monetariamente, entretanto, somente aos campeões (no Brasil é assim, quiçá no mundo também, não?!) estarão reservados, no futuro, os ganhos pelas conquistas do presente. Então... Mas, continuemos com trechos do 3VV.

“... resolvemos levantar o quanto esse campeonato representou de RECEITAS para o Palmeiras: R$ 4,4 milhões de receita adicional de bilheteria (versus 2007, o interessante é que a bilheteria total foi quase o TRIPLO versus 2007...imaginem quando a arena ficar pronta!); R$ 2 milhões de premiação da FPF; R$ 1,5 milhões de premiação da FIAT; Total: 7,9 milhões...”


Aqui neste ponto se revela o conceito em sua plenitude e naquilo em que ele mais serve para mensurar, a saber, o valor monetário, aquele que pesa na balança diretamente e nos mostra financeiramente em quanto o lucro foi maior que o gasto, ou em que medida os ganhos foram maiores que os investimentos. Não preciso me alongar mais, é só uma questão de cálculo matemático e uma dose de, sei lá!! – talvez, bom senso (no mínimo) ou honestidade intelectual. Mas, exigir isso daqueles que não os tem é querer demais.

No texto do 3VV vocês verão que estes valores, em apenas quatro meses, quase que empataram com os valores do contrato anual com a Pirelli, etc. etc. etc. Dêem uma passada por lá, depois riam, riam das viúvas e assessores de imprensa do Jardim Leonor.

Nem mencionei outros fatores, tipo: jogadores que foram recuperados fisicamente, índices de contusões extremamente baixos, recuperação do patrimônio (sala de musculação, sala de recuperação de atletas etc.). Estas outras variáveis somadas dariam um valor (pendendo para os benefícios) muito maiores. Mas, deixa isso pra lá, já disse o que queria dizer. É isso.

7 de mai de 2008

Truculência e incompetência

Havia prometido uma análise sobre os fatos ocorridos no domingo durante o jogo, e depois dele, envolvendo torcida e PM (inclua-se aí o Ministérios Público) que impossibilitaram a comemoração de nosso título, seja dentro do estádio ou fora dele.

Depois do que escreveram o Barneschi lá no FORZAPALESTRA e o Conrado no PARMERISTA, contando com detalhes e usando do depoimento pessoal por estar próximo ao acontecido no caso do Barneschi, e utilizando-se de depoimentos de fontes no caso do Conrado, vou apenas postar os links por aqui. Nada mais precisa ser dito.

Apenas gostaria de acrescentar que grande parte da culpa é da DIRETORIA DO PALMEIRAS, pois o que aconteceu foi a continuação da desastrada venda dos ingressos para o jogo.

Alô diretoria: rescisão do contrato com a empresa INGRESSO DIFÍCIL JÁ! Demissão ou afastamento dos RESPONSÁVEIS INTERNOS IMEDIATAMENTE!

É isso!

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PS. Fosse a imprensinha mais atenta, zelosa e realmente imparcial, teria – no mínimo – se dignado a ouvir as partes. A imprensa esportiva brasileira é de uma piada e de uma superficialidade (para dizer o mínimo) que chega a dar pena.


NÃO DEIXE DE APOSTA EM NOSSO BOLÃO!!! A PRIMEIRA RODADA JÁ VAI COMEÇAR.

6 de mai de 2008

Bolão Brasileirão 2008 - 1a. Rodada

Ainda sob o efeito da acachapante vitória de domingo. Ainda entorpecido pelo título que há muito não vinha, mas que veio de forma inconteste (não precisamos nem de Rui Rey, nem de Governador sentado no banco de reservas ou descendo no intervalo do jogo de helicóptero). Mas, sabedor que o Campeonato Paulista foi só o aperitivo, que o melhor está por vir, o Palmeiras inicia sua caminhada rumo ao NONO título brasileiro neste final de semana.

Isso mesmo, caro leitor, neste final de semana (nem tempo de comemorar tivermos direito) terá início o Campeonato Brasileiro 2008, e como o prometido realizaremos o Bolão do FORZA-PALESTRA.

A seguir, meus palpites para a primeira rodada, logo abaixo as regras e, finalmente, o prêmio do vencedor, que por não haver ainda um patrocinador para o bolão será ofertado pelo editor do site.

Mas, como o que abunda não prejudica, se alguém ainda se interessar em patrocinar o bolão e quiser ter sua marca vinculada a um Blog da mídia Palestrina, pode ofertar um brinde e terá sua marca exposta neste espaço durante todo o Brasileirão.

Então, por partes.

MEUS PALPITES PARA A PRIMEIRA RODADA



Atenção: Para facilitar e agilizar a apuração dos resultados proceda da seguinte maneira: a) acompanhe a ordem dos jogos postados por mim e indique o número do jogo; b) aponte o vencedor de cada jogo; c) no caso do duplo coloque os dois vencedores ou o vencedor e empate, no jogo do Palmeiras coloque o resultado e logo a seguir os artilheiros. Ficaria, mais ou menos, assim: 1. Gremio; 2. Cruzeiro e empate (duplo)... No do Palmeiras: Coritiba 1 x 3 Palmeiras (Alex Mineiro 2, Valdívia). Assim, facilita a vida daquele que irá apurar os resultados, no caso, eu. Não se esqueça do nome (procure manter sempre o mesmo nome durante todo o jogo e tente usar sempre o mesmo e-mail).

AS REGRAS DO BOLÃO (Atenção nelas)

Qualquer leitor do Blog pode participar do Bolão. O Editor do Blog participa, mas não conta para efeito de premiação caso haja algum prêmio;

Todos os leitores de Blog deverão publicar seus palpites até 1 hora antes do início da primeira partida da rodada e enviar um e-mail para adcastellari@gmail.com. No e-mail deverá constar nome, endereço e os palpites, dessa forma fica mais fácil para o editor do Blog computar os resultados e publicá-los semanalmente.;

Os palpites somente poderão ser dados no espaço específico que será publicado pelo editor do Blog;

Caso o leitor não consiga publicar o palpite por inteiro não poderá participar da rodada em curso. Ou seja, só serão aceitos palpites feitos na totalidade, rodada por rodada (vide primeira regra);

Os palpites deverão ser dados no vencedor dos jogos, ou seja, vitória de A, de B ou empate;

Para cada acerto o autor do palpite receberá 1 ponto;

OS JOGOS DO PALMEIRAS terão palpites e peso especial. No jogo do Palmeiras o jogador deverá apostar também NO PLACAR e NOS ARTILHEIROS. Neste caso poderá receber 1 ponto pelo acerto no jogo, mais 4 pontos pelo acerto do placar. Caso acerte também os marcadores receberá 5 pontos extras (mas, tem que acertar todos os marcadores. Caso um jogador marque mais de um gol isso deverá constar do placar). observação: Não precisa acertar o marcador do time adversário. Por exemplo: Palmeiras 2 x 1 Flamengo – Gols: Alex Mineiro (2). Pontuação total : 10 pontos; 1 pelo resultado (vitória do Palmeiras); 4 pelo placar (Palmeiras 2 x 1 Flamengo); e, 5 (extras) pelo(s) artilheiro(s).

Caso especial: Se alguém apostar CONTRA O PALMEIRAS e acertar : PERDE 1 ponto por acertar o palpite, PERDE mais 4 pontos se acertar o placar e PERDE mais 5 pontos se acertar os marcadores. Pontuação: - (MENOS) 10 pontos. Vai ser seca pimenteira em Blog de Bambi!

Então, atenção: Nos palpites dos jogos do Palmeiras DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, constar o placar e os marcadores. Nos demais somente o vencedor.

Palpite especial: Se quiser, o apostador poderá – a seu critério – em cada rodada eleger um jogo onde se utilizará de UM DUPLO, ou seja, se estiver em dúvida, acreditar que o jogo é de risco, pode apostar em dois resultados possíveis, mas EM APENAS UM JOGO POR RODADA e DEVERÁ SER IDENTIFICADO, OU SEJA, ESCREVER: DUPLO, POIS ASSIM FACILITA A VIDA DO EDITOR DO BLOG. Neste jogo ganhará apenas ½ (meio) ponto se acertar. Mas, lembre-se da regra para os jogos do Palmeiras, se apostar um duplo (e ele for aberto – vitória do Palmeiras [e mesmo empate] e vitória do adversário do Palmeiras) e acertar, neste caso, aplica-se a regra do Caso especial.

Nos palpites deverão constar nome e e-mail, pois se o editor do Blog conseguir algum brinde para premiar o(s) vencedor(es) precisará de um contato para poder efetuar a premiação.

PRÊMIOS

O prêmio é ofertado pelo Blog (pois, como já disse, ainda não apareceu nenhuma alma disposta a investir em um Blog que está no último mês teve aproximadamente 8.000 visitas, mas pode ser que ele apareça e a premiação aumente. O prêmio ofertado pelo Blog poderá ser escolhido, de acordo com a disponibilidade de aquisição à época do resultado final, e de acordo com a escolha do vencedor, dentre os seguintes:



1. Camisa Palestra - Campeão Mundial 51; ou,
2. Camisa Oberdan Catani; ou,
3. Camisa Palestra Itália; ou,
4. Camisa Seleção da Itália de 82.

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Participem também do bolão de dois Blogs amigos da mídia Pelestrina: Blog do Meu saco (André) e Cruz de Savóia (Raphael). Os dois editados por membros ilustres da família Falavigna.

5 de mai de 2008

É CAMPEÃO... É CAMPEÃO...

Bom dia Palmeirense. O Estado de São Paulo é verde, o Brasil é verde, o mundo é verde...

Demorou o post, mas depois de uma noite muito bem dormida, apesar das muitas cervejas e alguns copos de vinho, aqui está o post sobre o título. Mas, vamos por partes.

O Jogo

Comentar o que de um time que em um jogo final mete CINCO A ZERO no adversário? Somente dizer que o trabalho está correto, que acertamos na contratação de TODOS os jogadores que vieram (inclusive aqueles que foram motivo de chacota por parte de nossos adversários e de sua assessoria de imprensa: mídia), acertamos na contratação do técnico e sua comissão (isso vai valer um post, pois já que alguns querem 'medir' custo/benefício vamos ensiná-los a fazê-lo da maneira correta) e que a diretoria está no caminho certo (vai valer um outro post, numa análise sobre os erros e os acertos, pois na parte administrativa, ingressos por exemplo, há falhas). Mas agora, não falaremos sobre nada disso, o que vale é comemorar, os posts de análise – acima citados – virão durante essa semana.

O Elenco

Vale ressaltar que todos foram muito bem durnte o campeonao Paulista e o título veio para a melhor equipe e o melhor elenco, mas vamos lá: Marcos, voltou à velha forma e retomou o lugar de MELHOR GOLEIRO DO MUNDO; Laterais o direito (Granja) valendo cada centavo pago por sua contratação e o Leandro (esquerdo) estreando este ano no time; Zaga (Gustavo e Henrique) se firmando como uma das melhores duplas de zaga do Brasil; Pierre, mostrando ser, sem sombra de dúvidas, o maior primeiro volante o Brasil (o Dunga ainda convoca o Ricky!); Léo Lima, calando a boca de seus críticos e já merecendo uma 'chancezinha' na seleção; Martinez, voltando a ser o bom jogador da época do Cruzeiro quando era dirigido por ninguém menos que Luxemburgo; Kleber, abrindo os espaços, trombando com os zagueiro, e batendo neles, quando necessário; Alex Mineiro, artilheiro, nove-nove, daqueles que nos momentos decisivos aparece e deixa o seu; Valdívia, o maestro, o craque, o ídolo, marcando ontem, de forma espetacular o terceiro gol para calar os críticos, aqueles que – como o amargo Kalil – insistem em dizer que não ´um jogador que aparece em decisões, o estranho é que a primeira decisão dele com a camisa do Palestra foi ontem; e Luxemburgo, mostrando quem é - e do que é capaz, oito títulos Paulista, além de vários brasileiros, e ainda tem gente que diz que não vale a pena tê-lo comandando uma equipe.

A Torcida

Nota dez para a festa da torcida que não parou de cantar um minuto sequer, fez uma festa maravilhosa e foi impedida de continuar a comemoração na rua Turiassu. Não sei qual o motivo da confusão, mas tenho informações de que foi um misto de falta de preparo da polícia (truculência), com uma pitada de irresponsabilidade de alguns torcedores, mas – a confusão de ontem – foi a segunda parte daquela iniciada na venda dos ingressos (já disse que isso será tema de discussão por aqui).

Dedicatória


Esse título eu dedico ao meu pai (Palmeirense de primeira hora); ao meu irmão e meu sobrinho, que não puderam vir pela falta de ingressos; a toda mídia Palestrina, que perseverou e em nenhum momento desistiu ou deixou de acreditar que o gigante estava de volta; ao Raphael Falavigna, que na quinta ou sexta me disse que o jogo seria CINCO A ZERO e eu deveria ficar calmo, e que de tanta certeza levou sua filha de seis anos para debutar na final; ao André, sua 'jovem esposa' e Maurício Falavigna(s), que estiveram comigo na final; ao Igor, que em um gesto de bondade, amizade e camaradagem, conseguiu o ingresso que me possibilitou assistir à final nas arquibancadas, que é o meu lugar; a todos os amigos da arquibancada que há alguns anos assistem os jogos juntos, se concentram no Bar Alvi-Verde da Turiassu, e juntos sofreram com a estiagem de títulos (citarei três para representar a todos aqueles que sempre lá estão, por isso aqueles que não estiverem citados aqui se sintam representados): Junião (Alceu, eu te amo), Leandro (até bate-boca para entrarmos no estádio tivemos juntos esse ano) e Serginho (que mesmo onde só cabiam dois conseguiu uma vaga em seu carro para que eu fosse para Barueri); e, finalmente, a todos os Palmeirenses, pois estes merecem, sofreram e agora puderam gritar 'É CAMPEÃO'.


Aguardem para essa semana mais posts sobre o título, sobre o tema custo/benefício, sobre os ingressos, um balanço do trabalho da atual diretoria, e claro, sobre o bolão, que tem início no próximo final de semana com o campeonato Brasileiro.

Enfim, estamos muito felizes. Comemorem Palmeirenses, não deixem aqueles que estão desligados da realidade e dizem ser o campeonato regional um título de menor importância, pois para mim é o mais importante do ano, pois foi vendo confrontos regionais que a rivalidade entre nós e os gambás se constituiu em um dos maiores clássicos do mundo. O resto é papo de gente que se acha vanguarda, ou de maus perdedores.

Palmeirense, se preparem, pois vai faltar voz para gritar 'É CAMPEÃO', pois esse time, com os reforços que estão para ser anunciados, vai dar mais liga ainda. Os próximos anos prometem.

É CAMPEÃO... É CAMPEÃO...

(sem revisão de texto)

4 de mai de 2008

Boa sorte a todos os Palmeirenses


Daqui a uma hora rumarei, já em posse de meu sonhado ingresso, para o Palestra. Encontro com os amigos da arquibancada, sonhos, medos, mas uma única certeza: falta menos de sete horas para o tão sonhado título.

Agora é só torcer, empurra o time e arrancar - nem que seja a fórceps - esse título.

Até o post do título, que pode sair só amanhã, pois a festa será longa.

Boa sorte a todos os Palmeirenses.

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Lembre-se, amanhã, nada de comprar o Lance. Procure ver as notícias do título nos Blogs da mídia Palestrina ou em outros jornais. [clique aqui e relembre os motivos do boicote]

3 de mai de 2008

Palmeiras - meu amor!

Hoje, depois de quase uma semana de procura e angústia o meu ingresso para o jogo de domingo apareceu. Tinha quase que absoluta certeza que ele apareceria. Foi um amigo, que é amigo do amigo... Do amigo, de um amigo... Já estava quase que me resignando em ver o jogo pela TV; seria lá nas imediações do Palestra, mas seria pela TV.

Confesso que no momento em que me foi comunicado o ‘achado’ minha barriga esfriou. Sabe aquela sensação que mistura um bocado de medo com uma pitada de incerteza? Coisa tipo o primeiro beijo. Coisa da primeira transa. Sabe aquele frio na espinha, a perna tremendo, o não saber se está se fazendo o certo ou o errado, o medo do novo? Sabe aquele misto de vontade de fugir e a outra parte de si querendo enfrentar o desconhecido? Pois é, foi isso que senti. Quase disse que não queria, mas não poderia deixar de encontrar o ser amado, encará-lo de frente, afrontá-lo, saber se me ama também.

A certeza da reciprocidade é tanta, mas ‘pintou’ aquele momento de vacilo, aquela dúvida, será que vai dar certo? Pintou a incerteza...

Não é mais uma incerteza do não saber o que fazer, pois não é mais o primeiro beijo, nem a primeira transa. O problema é que pintou a dúvida do não saber o que virá depois. Não saber o que fazer no dia seguinte.

Depois, o que faço? Será que mando flores e convido para mais um beijo e mais uma transa, pois tudo foi maravilhoso, perfeito e sem traumas? Ou será que nada foi como imaginei? Tudo foi traumático, não mando flores, mas – mesmo assim -, aposto na relação, pois afinal, estou – e sempre estive e estarei - apaixonado?

O problema é que não me restam opções, não há outra. Para mim só há uma saída, apostar na relação, pois já – desde sempre – estou (e estive) apaixonado. Caso haja algum problema só me resta discutir a relação, não há outra saída, pois estou extremamente envolvido com esse relacionamento, desde que nasci, como se meu coração (e minha alma) fosse prometido – antes de nascer – a um único amor, o Palmeiras.

No domingo a noite, caso o beijo e o gozo tenham sido da maneira que imaginei, mandarei flores, ouvirei - mais uma vez - aquele barulho do espocar de foguetes no fundo de minha alma e aí, abrirei um sorriso convidativo para outras noites (e dias) de felicidade; caso não tenha sido como o imaginado discutirei a relação, mas de qualquer maneira, como um bom amante que sou, que se entrega de corpo e alma ao ser amado, estarei lá, fiel, entristecido, mas pronto para esperar um outro momento de alegria e de prazer. Como sempre.

Por isso, espero que no domingo venha o gozo, a alegria e a felicidade; frutos de uma relação que perdura há mais de 40 anos (42 anos exatamente). Eu sei que mereço mais uma vez isso. Eu mereço esse reconhecimento, pois essa relação é mais que paixão, é mais que amor, é cumplicidade.

Espero ser retribuído.