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23/11/2009

[OFF]Bicha Burra

Como é que é a história mesmo? Bicha burra nasce morta? Parece que não lá pelos lados do Jardim Leonor.

Veja aqui a prova de que não.

Ódio eterno ao futebol moderno

Chamado a ler esse texto pelo Seo Cruz via twitter, então @SeoCruz, vou fazer mais. Vou reproduzi-lo, na íntegra, pois é disso que se trata. Brilhante.

Via: Histórias Brasileiras

PELO FIM DO FAIR PLAY: QUERO PORRADA NOS GRAMADOS

A primeira pancadaria no estádio a gente nunca esquece. A frase me ocorreu ao assistir as cenas de pugilato entre os times do Fluminense e do Cerro Porteño no jogo da semana passada pela copa sulamericana de futebol. Afirmo que a garotada tricolor que foi ao estádio nunca mais esquecerá do furdunço no gramado.

Assisti ao jogo pela televisão e depois escutei as resenhas das mesas redondas. Ouvi dezenas de comentários sobre o absurdo que foi o arranca-rabo: Um péssimo exemplo, mancha o futebol, é uma mácula no jogo limpo e quejandos.

Não sei não, mas quando eu era moleque, e não havia essa frescura politicamente correta, a torcida adorava quando o pau quebrava entre os jogadores dos dois times. Era só começar o qüiproquó que as arquibancadas gritavam:

- Porrada! Porrada!

E digo mais, no tempo em que os jogadores saiam com mais freqüência na porrada dentro de campo eram raríssimas as brigas nas arquibancadas. Alguém há de concordar comigo: A violência nas arquibancadas cresceu na medida oposta ao afrescalhamento do jogo nas quatro linhas. Quem quiser que explique as razões e faça suas sociologias; eu só constato isso.

Jogo de futebol não é espetáculo de ópera ou coisa parecida. É drama, epopéia, catarse coletiva e o escambau. Arquibancada é o melhor divã do mundo. Eu, se fosse dar um conselho a algum psicanalista, diria com absoluta convicção:

- Queres conhecer o inconsciente do fulano de tal ? Observe o comportamento dele numa arquibancada. A arquibancada é o único espaço do mundo que não comporta mentiras - o sujeito mostra efetivamente o que é. E o psicanalista, que no campo de futebol provavelmente deve se sentir tão confortável quanto um judeu ortodoxo na Faixa de Gaza, há de zombar da irrefutável verdade.

Sou, por isso, a favor de uma campanha contra o fair play da dona FIFA. Acho que precisamos incentivar a volta do conflito generalizado em campo - melhor estratégia para acalmar as coisas na arquibancada. Um gol escandalosamente ilegal como o da França contra a Irlanda na última quarta feira é muito mais nocivo ao jogo e incitador de violência que o telecatch Montilla que Flu e Cerro protagonizaram no fim da peleja - que aos olhos da garotada, podem crer, pareceu mais um espetáculo de circo.

Fiz essas observações todas para, na verdade, confessar algo que só pretendia depois de morto, a uma médium de mesa branca durante sessão de psicografia: Nunca esqueci a sensação de euforia - e alegria genuína - que experimentei ao assistir a uma pancadaria entre os jogadores de Brasil e Uruguai em um jogo pela Taça do Atlântico, disputado no Maracanã em 1976.

Estava no maraca, eu e meus oito anos, com o avô e o pai. Ganhamos dos grigos de 2 X1 , mas não me lembro dos gols. Jamais me esqueci, porém, das cenas de pugilato envolvendo jogadores, comissões técnicas, imprensa, gândulas, funcionários da SUDERJ e o diabo.

No auge da confusão, o lateral uruguaio Ramirez - que já tinha caçado Zico em campo - saiu correndo feito touro bravo em direção a Rivelino, que em desabalada carreira deu um elástico sem a bola no gringo e acabou descendo de bunda a escadaria de acesso ao vestiário, num dos maiores tombos da história do futebol. Eu aplaudi com o mesmo vigor com que aplaudia as fanfarronices do palhaço Carequinha. Meu pai e meu avô imediatamente entraram no coro de porrada que a massa, afinadíssima, começou a entoar. E eu, delirante, também comecei a gritar porrada - feliz como pinto no lixo [apud Jamelão] .

A nossa dupla Jairo [goleiro] e Orlando Lelé [lateral direito] estava possuída - os dois devem ter batido mais em uruguaios do que todo o exército brasileiro na malfadada Guerra da Cisplatina. Jairo, aos meus olhos de menino, parecia o King Kong em fúria dando sopapos em aviões no alto do Empire State; virou meu herói imediato.

Um ano depois dessa quizumba, o Ramirez foi contratado pelo Flamengo. Muitíssimo bem recebido na Gávea, jogou ao lado do Zico, brincou com o Rivelino e deu a lição: A briga foi só dentro de campo - depois fica tudo em paz, como deve ser.

Ouso afirmar categoricamente o seguinte: Naquele noite, ao assistir a confusão generalizada que o escrete canarinho e a celeste olímpica protagonizaram no Mário Filho, me tornei uma criança absolutamente pacífica - naqueles gritos de porrada descarreguei oito anos de agressividade e meus avós e pais economizaram fortunas em psicólogos. Sou hoje um professor de história que não vê graça nenhuma em estudar ou falar de guerras e nunca saí no tapa com ninguém.

Descobri em um estádio de futebol, e nisso acredito até hoje, que só há dignidade e honra nas pancadarias travadas dentro das quatro linhas. Fora dali, vira coisa de otário ou bandido.

Assistam abaixo a um compacto do jogo, nas imagens inesquecíveis do Canal 100, e reparem o furdunço nos segundos finais. O mais bonito: O texto do Canal 100, ao contrário do discurso desses carolas de hoje que ficam achando que gramado é sacristia, diz apenas o seguinte: Brasil dois, Uruguai um; com mais uma briguinha, para manter a tradição!

19/11/2009

Para bom entendedor...

Ontem, durante todo o dia, via twitter, cobrei o arauto da moralidade que se posicionasse em seu blogue sobre a suspensão dada ao presidente do Palmeiras. Nada, apenas textos engraçadinhos fazendo previsões que tornariam o atual campeonato de pontos corridos, que ele defende com unhas e dentes, mais atrativo. Dessa forma, acredito, estaria ele comprovando sua tese de que há justiça aliada a emoção nessa forma de disputa.

Entretanto, em seu comentário sobre o desastre do Olímpico - feito de frases curtas, naquela forma que já o consagrou, e também consagra um jornalismo e um texto de péssima qualidade - veio o posicionamento. Sorrateiro, o padrinho do escriba vaticinou: "Reflexo óbvio da intranquilidade de um grupo cujo comandante máximo também se deu ao luxo de perder a cabeça a ponto de pegar nove meses de suspensão". Perceberam a sutileza?

A lógica não é o forte dessa gente. Buscam adaptar a realidade às suas teses; assim, detectaram o preciso momento e mostraram como são diferenciados. Mas, Beluzzo que não é ingênuo ao ponto de se entregar às falsas premissas, e a precipitadas conclusões, respondeu assim: "Imagino, acompanhando a lógica que informa seu raciocínio, que também tenha sido responsável pelos sopapos que os jogadores do São Paulo trocaram entre si no jogo de sábado ou talvez pela pancadaria no jogo Fluminense e Cerro Porteño". Como se diz no interior, nas mesas de carteado: truco!

Pois bem, pela lógica Kfouriana (por isso o plural, ele não é único, tem seus seguidores) nosso presidente foi o responsável pelo destempero de dois desequilibrados.

Nosso presidente então, logicamente é um desequilibrado, afinal sua atitude ao criticar um impoluto árbitro, que não deve favores a ninguém, nem o de ter chegado a três copas do mundo mesmo errando sistematicamente, nem por 'arranjar' nada que lhe é pedido, foi injustiçado. Nunca lhe foi pedido nada; a ele só deixaram o conhecimento sobre as regras do futebol e o livre arbítrio conduzir sua 'vitoriosa carreira'. Beluzzo, continuando na lógica do avestruz, foi destemperado e se igualou ao que de pior existe na 'cartolagem' tupiniquim. Afinal, nada comprova que exista no futebol brasileiro uma rede de favores, pressões, pedidos escamoteados, acertos subterrâneos, corrupção...

The end!

Ops, cenas dos próximos capítulos: hoje, em seu espaço, o 'king of the holes' (Valdívia no SPFW) me sai com essa mensagem 'cifrada': 'Quer saber como funciona? É simples assim. O chefe telefona para o árbitro e diz: "Olhe, você vai apitar o jogo X, o mais quente da rodada. Muita atenção, hein? Você sabe que se o time A perder é o fim pra ele. Já o B ainda tem lenha para queimar. Boa sorte!". Como para bom entendedor, pingo é letra... '. .

Eu sou bom entendedor. Para mim pingo é letra. Para o presidente Beluzzo foi um livro esse pingo. Então, por que o poeta da cifra, o último ‘bastião’ da moralidade, criticou Beluzzo por seu comportamento?

Quer saber como funciona? É simples assim. Um dia um jornalista fura todo mundo e mostra que o futebol brasileiro é corrupto. Ganha credibilidade com isso. Daí não precisa muito mais esforço para se manter como o defensor do ‘fair play’ (em todos os níveis). A partir daí, tudo que faz ou faça pode ser desprovido de coerência, até de conteúdo (de forma, então...); pois, o nome e a audiência que é o que importa já estarão garantidos. Como para bom entendedor, pingo é letra...

Silêncio pela vergonha...

Ou, ´Gota d'água.

Passei o dia todo trabalhando. Reunião de manhã, reunião com minha orientadora à tarde (confesso que tive vontade de mudar meu tema de estudo, que desafortunadamente é o futebol), fui buscar as filhas no colégio. Somente agora, quase vinte horas depois do final daquela ópera bufa, tive tempo de parar para ler os blogues Palmeirenses, as notícias da imprensa oficialesca e refletir sobre o rumo que as coisas tomaram no Palmeiras.

Ainda não sei o que houve. Muito menos sei se algum dia nós - que tomamos chuva, passamos frio e gastamos boa parte de nosso dinheiro, ganho com o suor de nossos rostos - saberemos o que realmente aconteceu.

Ontem a noite foi um final trágico de um desastre que vinha se anunciando há quase dois meses.

Bem, confesso que ainda não tenho uma opinião formada. Quando é assim o melhor é se calar, pois das últimas vezes que falei tudo o que pensava fui injusto com alguns e posso ter sido mais realista que o rei em relação a outros.

Então, peço desculpas aos leitores, mas nesse momento prefiro o silêncio. O silêncio da vergonha, se assim acharem que seja, pois vergonha é o único substantivo que encontro para me expressar nesse momento. Vergonha; também dor, sofrimento, abatimento... Mágoa.

Alívio. Sim, alívio, pois esse foi um ano em que nos enchemos de esperanças (outro substantivo), mas que teimou em não acabar da forma que queríamos. Sendo assim, que venha 2010. Com ou sem a vaga na Libertadores, que agora está ameaçada também, mas que pouco me importa, pois o que eu queria mesmo era o título, que teima em não vir, que insiste em nos escapar, aliás, que insistimos em não ganhar.

Nesse momento o melhor é o silêncio, pois como diz o poeta "Deixe em paz meu coração".



Gota d'água
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque (1975)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....

17/11/2009

270 dias ou nove meses!

270 dias é a punição recebida pelo professor Beluzzo. 270 dias – a partir de agora – é a punição por se falar a verdade.

Sua filha, de agora em diante, ao dizer que não concorda com a maneira com que você decidiu o imbróglio com a irmã mais nova – ou a mais velha - deve ser alijada por 270 dias do uso do computador, da TV, quiçá, do cinema no domingo à tarde. A pena é de 270 dias, mesmo que ela tenha razão. Você errou, foi injusto, mas a pena é de 270 dias. Não são 365 nem 30, são 270 dias. Pelas contas são nove (09) meses.

Nove meses é o tempo de um parto. Nove meses é o tempo que – segundo a conta popular – leva uma criança para nascer. Esperemos que esse tempo seja o necessário para que nasça um novo futebol no Brasil. Um futebol sem hipócritas, sem covardes e sem corruptos.

Os hipócritas são aqueles que por aqui vivem e abundam na imprensa esportiva. Esses que saudaram Beluzzo como presidente, mas que quando foram apresentados à realidade só tiveram voz para dizer que a reação do presidente do Palmeiras foi intempestiva. Queriam o quê? Virgens na zona. Kfouris e afins, bando de hipócritas. Querem mudança, mas não encaram uma batalha de verdade. Preferem acreditar na ingenuidade que não existe.

Covardes são aqueles que se omitiram durante esses últimos dias. Aqueles que nos momentos da bonança bajulam, mas na tempestade se calam, se escondem, não se pronunciam.

Corruptos, os de sempre, são aqueles que se perpetuam, se locupletam, esperam uma brecha para levar vantagem. Os daqui e os de lá.

Hoje, perdeu o futebol brasileiro, esse que poderia – fosse verdade a tal indignação dos Kfouris, e não apenas retórica – ter renascido para uma nova era. Bastava um mínimo de coragem, de vontade, de verdade; um mínimo de uma verdadeira indignação.

Na realidade, nessa sociedade ‘pós-sei-lá-o-quê’ ninguém se importa com nada que não seja ganho pessoal, lucro. Os hipócritas querem furos, leitores, reconhecimento, dinheiro. Os covardes a chance para na calada da noite dar um golpe. Os corruptos contam com isso tudo, pois se alimentam dessa gente e dessas situações.

Beluzzo, um Palmeirense de verdade, se viu sozinho em sua luta e pregou no deserto – feito esse blogueiro que é arcaico e ainda sonha com um futebol das antigas, onde torcedor externa suas opiniões, sofre, teima, ama, reclama; é torcedor, não consumidor – e pagou por isso. 270 dias.

Nesse momento, só há uma coisa a ser dita: perdeu o futebol brasileiro. Uma pena.

270 dias, nove (09) meses. Não é nada. É um parto. Enquanto isso, Simon vai a mais uma copa do mundo (assim, com letra minúscula). Mas, todos sabemos quem é Simon e quem são aqueles que julgaram o Presidente do Palmeiras. Sabemos também como funciona o futebol brasileiro.

Amanhã, acordaremos todos pensando em um novo jogo, um novo campeonato e uma nova matéria bombástica sobre os bastidores do futebol nacional. Mas, se alguém ousar dizer que a estrutura é corrupta, arcaica, carcomida e ousar denunciar isso, será condenado... Por 270 dias!

Por fim, Beluzzo, para quem enfrentou a ditadura militar o que é enfrentar pequenos ditadores? Essa tiraremos juntos; queiram eles ou não.

Estamos com você; para o que der e vier!

Forza Beluzzo!

Forza Palestra!

Porque Belluzzo Não Pode Ser Julgado

Via: Expatriad.

Quando das denúncias feitas pelo presidente Belluzzo contra o STJD e, posteriormente comprovadas com imagens, ficou clara a forma de atuar do tal tribunal. Contudo, neste post, não vou emitir opinião própria nesse caso.

O que quero afirmar é que existe suspeição do juízo, nas formas previstas no artigo 102, inciso I, letra 'n', da segunda parte, da Constituição da República.

A Carta Magna diz que, quando ocorrer interesse de todos os membros da Magistratura ou quando existir impossibilidade de julgamento por qualquer tribunal em decorrência de a maioria de seus membros estar impedida ou suspeita, por direta ou indiretamente interessada no desfecho da demanda, a competência originária da ação é do Supremo Tribunal Federal.

Resta claro que, toda a corte esportiva, objeto de denúncia do réu Belluzzo, não pode ser considerada isenta para julgar seu acusador. Isso é princípio básico do direito e precisa ser respeitado. Cria-se então um impasse. A Constituição ordena que esses casos sejam julgados no STF, porém, a FIFA proíbe associações futebolísticas de buscarem seus direitos na Justiça Convencional, vista que, a entidade maior mantém um tribunal.

Em outras palavras, o STJD e seus membros ao terem seu modus operandi escancarados nas denúncias do Professor, passaram a ser objeto de suspeição e, portanto, têm a obrigação moral de remeter a denúncia à sua instância superior, no caso a corte da FIFA. Qualquer procedimento em contrário comprovorá que a tal justiça desportiva atua em desrespeito à Constituição Federal e isso tem um nome.

Beluzzo, vamos deixá-lo só?

Hoje a noite o STJD julga o professor Beluzzo, presidente do Palmeiras, por ter dito aquilo tudo que todos (inclusive adversários) gostariam de dizer sobre o futebol brasileiro, mas que não tem oportunidade.

Pois bem, eu digo que se Beluzzo for condenado quem perde é o futebol brasileiro.

Aqui no Forza criei um tópico para que cada torcedor pudesse deixar sua mensagem de apoio ao nosso presidente. Ainda dá tempo, é só clicar aqui.

Não sei se todos sabem, mas a Justiça Desportiva tem twitter, facebook, orkut. No orkut deixei uma mensagem inclusive com o link das mensagens de apoio do Presidente Beluzzo. Está aqui. Atualização: apagaram a mensagem no Orkut, mas postei outra (essa), e o farei quantas vezes forem necessárias.

No site da Justiça Desportiva há uma enquete. Lá perguntam: Você acha que Belluzzo, presidente do Palmeiras, extrapolou nas críticas a Simon? Pois bem, dêem uma olhada no resultado de hoje, 10h00 da manhã: sim - 11%, não - 89%. O link do resultado está aqui.

Ou seja, a maioria absoluta daqueles que acessam aquele espaço está de acordo com o que disse nosso presidente. Então, não podemos - como já disse - deixá-lo sozinho nesssa luta.

Peço a todos os amigos dos blogues Palmeirenses que hoje publiquem em seus espaços mensagens de apoio ao presidente Beluzzo. Temos que mostrar que ele não está só.

Forza Beluzzo!

Forza Palestra!

16/11/2009

Bolão do Brasileirão 2009 - Rodada 36

Às apostas senhoras e senhores.



Forza Palestra!

Vai Palmeiras!

14/11/2009

Do que são feitos os Homens I

Já dissertei sobre isso aqui. Teimo em afirmar que sou contra. O Sport quer outro resultado, mas não o quer por inteiro, quer somente pela metade. Isso mesmo. Bambi que é, e a serviço de quem está – ano que vem vários juniores bambis estarão jogando por lá, tenho certeza, quer que aquele jogo tenha o resultado de 2x1 para eles. Isso mesmo.

Não querem outra partida, isso beneficiaria o Palmeiras, coisa que o patrão sulista, o São Paulo, não quer. Querem apenas que aquele jogo seja encerrado aos 39 minutos do segundo tempo. Assim 2x1 Sport.

Já disse aqui que não quero a volta do jogo. Terminou 2x2 e é o resultado de campo que vale. Mas, se os patéticos retirantes do pernambuco insistirem em pedir que o jogo valeu até x minutos, o que lhes interessa e ao seu patrão do sul, reivindicando algo surreal, deixo de lado minhas convicções e entro na briga.

Sou capaz de acionar quem quer que seja e paralisar essa excrescência. Afinal, tivemos mais um gol na gaveta nessa rodada; os bambis, o chefe do time dos retirantes, venceu com mais um gol duvidoso. Não é Madame e Subalterna?

Ano que vem os torcedores do Sport – se é que eles existem – que se preparem para a terceira. Serão abandonados pelos seus patrões. Eles mandarão alguns juvenis, nada que os salve da bancarrota. E não terão piedade.

Quem viver verá. Tenho pena de vocês!

13/11/2009

O mal da liberdade de expressão

Eu poderia ficar aqui procurando as palavras para poder dizer tudo que necessita ser dito sobre esse pederasta sem o menor caráter que é o Paulinho (1nh0). Poderia passar horas a fio tercendo loas ao meu amigo, companheiro, Palmeirense de quatro costados, profissional competente, pai exemplar, Raphael. Não o farei. Não o farei porque tudo que haveria de ser dito já o foi no brilhante texto do também amigo e companheiro de luta Claudio. O reproduzo logo abaixo:

O mal da liberdade de expressão

Acalmem-se. Apesar o impacto do título, este espaço não vem propor a volta da censura. Muito pelo contrário, a democratização até certo ponto exagerada que a internet proporciona é bacana, obviamente quando seguida de responsabilidade. Há, no entanto, gente muito ruim e mal-intencionada que, não se sabe o motivo, virou referência de moralidade e justiça - sobre isso, falamos aqui. Esses tipos exageram tanto nas bobagens que nos fazem chegar ao ponto de lamentar a liberdade de expressão.

No meio desse bolo de arautos da retidão, há um talzinho que todos conhecemos. Aquele com dois CPFs e cara-de-pau suficiente para, simultaneamente, ficar devendo R$13 numa locadora de vídeo e cagar regras diariamente em seu blogue. O sucesso de audiência que o alavancou para a calçada da fama, vale lembrar, se deve justamente ao fato dele ter sido outrora linkado no maior portal brasileiro, às custas do padrinho famoso.

E aí, diante de tanta insignificância, você pode se perguntar: para que gastar vela para defunto tão ínfimo? Porque, meus caros, quando insultam um amigo teu, você precisa se manifestar. O talzinho tem todo o direito de galhofar dirigentes de clubes e federações, técnicos e jogadores milionários, políticos e o escambal, mas não o de interferir na vida pessoal de um desconhecido usando a mentira como ferramenta. Os peixes grandes têm por onde se defender mais facilmente, as pessoas comuns só tem os seus para contar - e nesse contexto mora a crítica à "liberdade de expressão".

Voltemos ao escopo. Todos que se dignam a sair de casa para enxergar o mundo e descrevê-lo a partir da experiência vivida sabem que o Seo Cruz, a voz feroz do blogue Cruz de Savóia, é o Raphael, com quem tive o prazer de dividir inúmeras geladas na mesa do bar. Quem não sabe disso, não quer, não precisa ou não merece. No entanto, uma coisa é apontar o dedo na rua a quem adora um holofote e busca fama a todo custo; outra é expor, indevidamente, alguém cujo anonimato é garantido pelo cotidiano e que não deve nada a ninguém. Mas como diz minha mãe, e ela nunca erra, nem todo mundo tem caráter.

Pessoalmente, também há um sentimento de participação indireta pelos insultos desta sexta-feira 13 por conta de um comentário postado e censurado (praxe naquele espaço inóspito) nesse outro texto. Confiram:

"Claudio Disse: O seu comentário está aguardando moderação.
Novembro 13, 2009 às 10:51 am | Responder

Blogueiro Inho é beijador de mãos de Citadini e do ex-poder corrompido do Corinthians.

Nas horas vagas, brinca de ser jornalista e de inventar denúncias sem provas.

'Estranhamente', faz isso no mesmo site que teve como endereço de registro um apartamento na Cincinato Braga.

Apartamento que é freqüentado por empresários e jogadores.

Tudo isso avalizado pelo chefe da máfia, o Juquinha.

Deve ser coincidência."



Quero acreditar que o senhor Paulo Cezar Andrade Prado será ignorado solenemente pelo Terra, portal referenciado e onde trabalha (reitero que TRABALHA e faz um serviço genial, ao invés de ser bancado por um velho de gosto duvidoso) o Raphael. Fora isso, me surpreende um boçal continuar escrevendo o que escreve sem sofrer as conseqüências legais - e por que não físicas? - de suas palavras.

Termino comparando a postura dessa gentinha da máfia juquiniana da moralidade esportiva - e cito os nomes de Vitor Birner, PVC, Paulo Calçade etc. - com a daquele moleque que passa a vida a testar os limites de tolerância dos pais e, ao completar 18 anos, sai pelas ruas matando gente com seu carrão esportivo ou batendo indiscriminadamente nos outros para treinar o seu jiu-jitsu. São todos atos legitimados pela tal liberdade democrática que nos fazem engolir goela abaixo. E convenhamos: nada mais previsível essas atitude, já que na riqueza de linguagem e no debate argumentativo, essas múmias não têm nem chance.


Recado do editor do blogue: a hora desse pederasta, pedófilo, mitômano, mau-caráter, vai chegar. Em breve. Quem viver verá!

Liberdade de imprensa?

Dois links, um mesmo tema: liberdade.

Fique com eles:

A imprensa brasileira, esse câncer que nos consome.

Levante sua voz.

12/11/2009

Do que são feitos os homens...

Eu sou contra

Tenho 43 anos de idade. Boa parte deles acompanhando futebol. Sou do tempo em que o futebol era decidido – pelo menos eu acreditava nisso – dentro das quatro linhas. Gol marcado e validado pelo árbitro era gol. Impedimento marcado e que anulava um gol era impedimento. Jogador expulso era suspenso, cartão amarelo era amarelo e vermelho era vermelho. Não havia o ‘malfadado’ tribunal e os vídeos-tapes para condenar, absolver ou mudar resultado de campeonatos.

Veio então a era dos tribunais. Agora é um tal de condenar por falta que o juiz não viu ou que viu e achou normal; tribunal refaz jogos já com resultados sacramentados diuturnamente.

Para mim isso tudo soa muito estranho. Volto a repetir o que disse aqui por diversas vezes: para mim o que acontece no campo de jogo, nos noventa minutos, seja vitória, empate ou derrota de meu time, é o que vale. Se o Simon anulou o gol do Palmeiras contra o Fluminense de forma equivocada – ou mesmo se ele estava na ‘gaveta’, como eu acredito – o resultado tem que ser mantido. Podemos espernear, xingar, processá-lo, até lhe dar uns ‘sopapos pedagógicos’, mas o resultado do campo de jogo é sagrado. Como no bicho: vale o que está escrito.

Por isso, digo – mesmo sob pena de alguns Palmeirenses me criticarem: sou contra anularem o jogo Palmeiras x Sport e marcarem um outro jogo.

Entretanto, há um fato objetivo a ser analisado. Existe a possibilidade da anulação da partida; basta para isso – segundo um dos ‘vagabundos’ do tribunal – que o Sport peça, pois houve um erro de direito, aquele que acontece quando o árbitro por infringir (ou desconhecer) uma das 17 regras do jogo traz prejuízo a uma das equipes. Foi o que supostamente ocorreu ontem. Segundo as informações, e especulações, o juiz da partida entre Palmeiras x Sport ‘apitou’ parando um lance, pois via impedimento na jogada. Quando a defesa parou e Danilo continuou marcando o gol o bandeirinha correu em direção ao centro do gramado o confirmando, pois o impedimento não havia acontecido. Então, o árbitro voltou atrás e confirmou o gol, prejudicando o time do Sport, que havia parado no lance ao ouvir o apito do ‘assoprador’.

Então, vamos entender – segundo a humilde opinião desse blogueiro – o porquê do ocorrido e o que pode acontecer.

Beluzzo e os vigaristas


Quando o presidente Beluzzo lançou sua ira contra o Simon chamando-o de vigarista, ladrão e ‘juiz de esquema’, o que poucos atentaram é que o presidente do Palmeiras estava fazendo mais do que ‘acusar’ um árbitro. Ele mostrou com sua atitude o ‘descontentamento pela maneira com que comporta a maioria nesse meio que teimamos em acompanhar e irracionaliza, talvez por uma paixão cega, surda e muda, e que não cansa de nos escancarar suas entranhas. O que o professor Beluzzo fez, mostrando inclusive como se comportam os ‘doutos’ julgadores do STJD, é que o meio é composto de gente com o rabo preso, gente corrupta, comprometida com esquemas de favores, com paixões clubísticas, com esquemas de corrupção. Por isso, se calaram. Por isso, ontem, o árbitro entrou pressionado no Palestra. O pobre diabo conseguiu – em um único lance – não beneficiar ninguém e prejudicar todo mundo; inclusive ele.

Creio eu que isso é um reflexo de como é o caráter da gente que dirige o futebol brasileiro, mas, principalmente, como as coisa funcionam por aqui. O pobre diabo deve ter recebido a orientação – não tenho como provar isso, mas desconfio que foi dessa maneira – de que o Palmeiras não deveria ser prejudicado de forma alguma na contenda no Palestra Itália, afinal o ‘serviço’ já havia sido feito no domingo, lá no Maracanã, e a repercussão não foi das melhores. Inclusive um renomado economista, por coincidência presidente do Palmeiras, Homem que não é do esquema, resolveu soltar o verbo e mostrar como as coisas funcionam. O(s) esquema(s) estaria(m), estava(m) e está(ão), ameaçado(s).

Além disso, um novo erro, com o clima que se criou, poderia causar uma catástrofe. Então, tome medo de errar; e todos sabemos que a pressão faz com que as decisões sejam tomadas no atropelo. Dessa forma, quando viu Danilo adiantado o pobre (Diabo) se precipitou e apitou o impedimento, mas ao olhar para o lado viu o assistente correndo para o meio campo e, incontinente – lembrando que não poderia prejudicar o Palmeiras, que o Palmeiras já havia sido ‘operado’ no domingo, que por isso a sua integridade poderia estaria ameaçada, que havia sido orientado para ‘abafar o caso’ do jogo da rodada anterior - voltou atrás e confirmou o gol. O restante da história todos sabemos como foi.

É ou não um bando de vigaristas essa gente? CBF, STJD, Comissão de arbitragem, times que se propõe a entrar em esquemas e frustram a paixão de milhares de pessoas que como eu – inclusive disserto sobre futebol na academia – acompanham o ‘esporte das multidões’.

Os sem caráter

Chegamos ao último elo dessa corrente. Se temos os vigarista, se temos o intelectual/presidente que resolveu peitar essa gente, há também aqueles que nada – nesse momento – teriam a ver com isso, mas que foram prejudicados. Por exemplo, o time do Sport.

Ouso a dizer que o Sport, seguindo o pensamento do ressentido Guilherme Beltrão (vice-presidente afastado), não pedirá a anulação do jogo. Se conformará em ser prejudicado (mais uma vez), alegará que com os ‘pobres coitados’ do nordeste sempre funciona assim e não buscará, mesmo que eu ache que isso não devesse funcionar dessa maneira, seus direitos (lembrem-se que há a possibilidade de um tribunal anular uma partida se o erro for de direito, mesmo eu achando isso um absurdo).

O Raphael, do Cruz de Savóia, escreveu em seu blogue que um amigo ouviu os ‘atletas’ do Sport entrando aos gritos de “são-paulo, são-paulo, são-paulo...” nos vestiários após o final do jogo de ontem. Não sei se por uma rivalidade que não existe, não existiu e nunca existirá, entre Sport e Palmeiras (o tamanho dos dois clubes não permite isso), não sei se por uma rivalidade criada pelo imbecil do Beltrão, pela raiva de momento ou por saber que a derrocada da equipe foi exatamente por terem sido eliminados pelo Palmeiras na Libertadores, mas, o que houve foi isso. Quem ouviu e relatou isso a ele fui eu. Eu estava no Palestra, depois do empate sai rapidamente e pude ouvir e presenciar isso.

Aí entra o caráter das pessoas. Se de um lado temos um presidente (Beluzzo) que por amor a sua equipe, por defender uma nação de 15 milhões de torcedores que depositaram esperanças em sua administração e que por acreditar na honestidade pôs em jogo sua reputação, seu cargo e sua história na berlinda (ele pode ser punido por falar a verdade); de outro lado, temos uma gente ressentida, que criou uma ilha da fantasia, que imaginou ser grande o suficiente para nos confrontar, mas que ao caírem na realidade viram que o castelo de cartas (ou de caras) desmoronou. Esses, tenho certeza, não buscarão o direito, não defenderão e não se esforçarão para defender sua torcida, pelo simples fato de que isso pode representar um alento para o Palmeiras, pois um novo jogo pode recolocar o ‘inimigo’ na briga pelo título.

Além disso, os gritos de são-paulo, são-paulo, são-paulo... ontem, nos vestiários do Sport, pode ser sinal que a tal mala-branca pode ter funcionado; ou – quem sabe - que aqueles pobres Diabos (torcedores do Sport) que discriminam seus conterrâneos nordestinos – com tratamentos pejorativos, chamando-os, por exemplo, de ‘Paraibas’ (como se isso fosse demérito) - para mostrar que o Pernambuco é a capital cultural e econômica do nordeste (mesmo que Salvador a seja), tenham que acordar. Pernambuco é lindo, São Paulo não os discriminam. Palmeiras, o gigante, torce para que um dia voltem, afinal, um final de semana em Boa Viagem, antes de um jogo, é impagável.

Não creio, aliás, duvido – repito, duvido – que o tribunal faça algo. A não ser que o recado – direto e não velado – do presidente Beluzzo tenha sido entendido, e que o medo tenha tomado conta dessa gente venal. Se for isso espero que o presidente continue em sua cruzada. Quero para as minhas filhas, e quiçá para meus netos e netas, um futebol e um mundo melhor.

No mais, espero que o resultado do jogo – como eu já disse – seja mantido. Além do mais, com esse ‘futebolzinho mixo’ que estamos jogando, a coisa pode piorar. Ou não é verdade?

Essa é a hora. Nesses momentos é que sabemos de que são feitos os Homens!

Aqui no Palmeiras temos Homens, Beluzzo que o diga. Nos demais...

Forza Palestra!

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