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"Em 40 anos de jornalismo, nunca vi liberdade de imprensa. Ela só é possível para os donos do jornal". (Cláudio Abramo, que dirigiu Folha e Estadão)

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9 de mar. de 2008

Recordar é viver

Vocês se lembram do drops que eu publiquei por aqui? Não, então dêem uma olhada clicando aqui. Atentem para a parte grifada, a última da postagem. Querem relembrar, vou publicar de novo então:

O Juquinha em seu Blog, devidamente copiado por Paulo (o pequeno) no seu, volta à carga contra Luxemburgo. O Alvo agora é o IWL (Instituto Wanderley Luxemburgo).

Escreve sobre a falta de alguns ‘çabios’ (escrito assim mesmo, para ironizar) no Instituto, sugere nome de alguns e diz que há um árbitro que ainda apita e ao mesmo tempo presta serviço a VL, pois é o encarregado pelo curso de arbitragem no IWL. Segundo ele isso não pode. Deve ser, para o Juquinha, mais uma tremenda demonstração de falta de?... Ética!

Mas, já que o assunto aqui é o que pode e o que não pode, o que é ético ou não, quero saber como fica agora a situação dele, do Juquinha? Me explico: o Instituto Wanderley Luxemburgo (IWL) agora é anunciante da ESPN-Brasil, canal onde ele destila toda segunda-feira (Linha de passe) sua abjeção, e restrições éticas e morais contra o dono do Instituto. Será que em nome da ÉTICA ele pedirá demissão, tomará alguma atitude, se pronunciará em seu Blog? Ou neste caso a ética não se aplica?

Em episódio recente, sobre uma possível censura ao Blog de seu afilhado (Paulo, o diminuto), que gerou até a saída do referido Blog do Portal UOL, devido à interferência do site Futebol no interior, o nosso arauto tomou uma posição, digamos assim de maneira leve, dúbia; deu razão às ambas as partes.

E, Paulo (o mínimo), falará sobre isso? Dará uma reprimenda em seu padrinho, cobrará uma posição, ou se calará?

Respostas, atitudes, coerência entre discurso e prática, isto, quem sabe, teremos em alguns dias. Esperemos.

Mas, o leitor perguntará: O que o editor do Blog quer com isso de novo? Estará ele aprendendo com a imprensinha e requentando uma postagem? Perdeu o juízo? Se rendeu ao apelo fácil das denúncias que vão e vem ao gosto do acusador, feito alguns 'jornalistas/blogueiros' que têm por aí?

Calma, não é nada disso. É que esta madrugada, assistindo a ESPN-Brasil, vi o comercial do IWL de novo por lá. Durante a semana não havia visto mais, pensei que o Juca e seus seguidores (por lá são muitos) haviam tomado uma atitude, ‘batido na mesa’ (se é que me entendem) e botado os ‘pingos nos is’, do tipo: ou o IWL ou eu! Nada disso, o WL está lá, de novo, pimpão, fazendo propaganda de seu instituto no local de trabalho do Juquinha. Ou seja, em última análise uma das fontes de renda do dito cujo é o WL, aquele que não presta, o que não sabe falar, o inominável...

E nada de manifestações sobre isso por parte de Juquinha e sua turma. Como já havia escrito - e vocês podem ler novamente acima: "Respostas, atitudes, coerência entre discurso e prática, isto, quem sabe, teremos em alguns dias. Esperemos".

O problema é que acho que o 'em alguns dias' terá que ser substituído por quem sabe algum dia.

7 de mar. de 2008

Mais uma 'bambiada' da imprensa PIG

Há tempos não coloco e nem indico um link ou um artigo nestas paragens. Não é por falta de textos interessantes, mas sim por falta de tempo de postar com mais freqüência. Para ajudar desde ontem me acometeu uma gripe daquelas que só - como diz a propaganda - 'vitamina C e cama'. A primeira parte eu acatei, já a segunda está difícil, então, mesmo acometido pelos vírus do mal, dei uma navegada, li e reli artigos da mídia Palestrina e da Imprensinha PIG.

Na imprensinha PIG nada de novo no reino do Jardim Leonor e seu Imperador, o Imperador Leonordinense. Por aqueles lados até em dia de jogo sofrível eles enxergam o lado positivo das coisas, claro que sempre fazendo isso para engrandecer o SPFW. Entretanto, o Observatório Verde está aqui para não deixar pedra-sobre-pedra. Leiam, é digno de pena o artigo da FSP e brilhante a análise feita pelo Rafael no OV. [link aqui]

6 de mar. de 2008

Ídolo em destaque

Já postei sobre o Ademir aqui neste espaço, então falta o seu fiel companheiro de meio campo. Lá vai:

DUDU

Nome Completo: Olegário Tolói de Oliveira (* 07/11/1939)

Local de Nascimento: Araraquara-SP

Estréia no Palmeiras: 24/05/1964 – São Bento 0 x 0 Palmeiras (amistoso)

Despedida do Clube: 21/01/1976 – Palmeiras 1 x 1 Corinthians (Taça Governador do Estado)

Jogos: 609

Gols: 25

Desempenho: 340 vitórias – 160 empates – 109 derrotas

Títulos pelo Palmeiras: Campeonato Paulista de 1966, 1972 e 1974, Torneio Início de 1969, Torneio Rio-São Paulo de 1965, Taça Brasil de 1967, Roberto Gomes Pedrosa de 1967 e 1969, Campeonato Brasileiro de 1972 e1973, Torneio Laudo Natel de 1972 e Torneio de Mar Del Plata de 1972.

Histórico: é natural de Araraquara-SP e durante 13 anos formou a maior dupla de meio-campo da história alviverde junto com Ademir da Guia.

Chegou ao Palmeiras em 1963, vindo da Ferroviária, e só saiu em 1976, quando se tornou técnico e, neste cargo, levou a equipe ao título do Paulistão de 1976.

Dentro de campo, era um marcador implacável, porém com muita honestidade em não machucar os adversários.

Ganhou o apelido de Dudu, do seu avô, quando ainda era criança, e se tornou um símbolo de garra para toda a torcida do Palmeiras.

Outros Clubes: Ferroviária-SP.

Fonte: Site Oficial do Palmeiras.

Blog e jornalismo

“Está cada vez mais difícil fazer jornalismo. Está cada vez mais difícil ser Jornalista. O blog vai entrar em recesso. (...) Talvez eu volte. Talvez não.” Desabafo de Carlos Cereto em seu Blog.

Ele tem razão, está cada vez mais difícil fazer jornalismo e ser jornalista, principalmente para àqueles que ainda não entenderam os novos tempos, tempos de livres idéias e opiniões, tempos onde os leitores se manifestam e cobram imparcialidade, factualidade e coerência.

A acusação de que estão cansados (os jornalistas/blogueiros) do debate de baixo nível é de fácil resolução, basta moderar os comentários.

O difícil são os contrapontos de alto nível e coerentes, os ‘blogues’ alternativos (como da imprensa Palestrina) e as opiniões divergentes. Estes não podem ser moderados e a cada dia dão voz àqueles que sempre foram jogados para notinhas de páginas de leitores dos jornalões.

As vozes discordantes estão causando estragos.

As faculdades de jornalismo têm que – urgentemente – se reinventar. Os tempos são outros (de livre produção e circulação de informações e opiniões), aqueles que não percebem isso não farão falta.

2 de mar. de 2008

Chore, pois vencemos o Derby

Eu poderia escrever um texto piegas.

Poderia também sacar de números e mostrar como fomos superiores no Clássico e merecemos a vitória

Tudo isso seria inútil. Vencemos! Foi Derby. Foi Clássico. Isso já basta. 1, 2, 3, 50. Não importa. Vencemos!

Notas:

Dez para todo mundo.


Hoje é domingo.



Hoje vencemos o Derby.

Amanhã pensaremos em como nos classificar.

O resto é resto.

O semestre está ganho.

Ganhamos. Nem sei como deve estar meu velho pai. Talvez estático, certeza que radiante. De forma alguma indiferente!

Que m.... de texto! Estou feliz demais para pensar. Quero comemorar.

Chora. Vencemos o Derby. O resto é resto.

_______________
* Estilo de escrever Kfuriano, Birniano e Minusculiano. Uma idéia um parágrafo. Assim é fácil.

29 de fev. de 2008

Ídolo em destaque

Como amanhã é dia de Derby, e esse é mais um exterminador de gambás, lá vai o ídolo em Destaque...

MARCOS

Nome Completo: Marcos Roberto Silveira Reis

Local de Nascimento: Oriente-SP

Estréia no Palmeiras: 17/03/1999 – Corinthians 2 x 1 Palmeiras (Libertadores da América)

Títulos pelo Palmeiras: Campeão Paulista de 1996 (reserva), Copa do Brasil de 1998 (reserva), Libertadores da América 1999, Torneio Rio-São Paulo de 2000 e Brasileiro da Série B de 2003.

Histórico: Marcos chegou ao Palmeiras em 1992 e “apareceu” em 1996, quando, substituindo Velloso, foi titular em alguns jogos e acabou convocado para a Seleção Brasileira do técnico Zagallo.

Marcos entrou no time titular na Libertadores de 1999, após a contusão do titular Velloso, e ficou com a titularidade da equipe.

Marcos possui inúmeras qualidades que o fazem ser o melhor goleiro brasileiro da atualidade; segurança na meta, boa estatura, agilidade, é pegador de pênaltis, ótimo nas saídas de gol e sabe orientar o posicionamento da defesa.

Só deixa a equipe quando está contundido ou defendendo a Seleção Brasileira.
Na Libertadores da América, após a conquista do título, com defesas históricas contra Corinthians, River Plate e Deportivo Cali, Marcos ganhou o apelido de “São Marcos”. O pênalti que ele defendeu de Marcelinho Carioca, do Corinthians, pela semifinal da Libertadores de 2000, entrou para a história do futebol brasileiro.

Na categoria de “Santo”, foi o titular da Seleção Brasileira no título de pentacampeão mundial em 2002 na Copa da Coréia e do Japão.

Outros Clubes: Nenhum

Recordar é viver




Derby

No filme “Boleiros, Era uma Vez o Futebol” (1998, direção de Ugo Giorgetti), o treinador do time do Palmeiras, interpretado por Lima Duarte, ao ver o craque do time, Fabinho Guerra (Paulo Coronato), ser insistentemente assediado em pleno hotel da concentração por uma “Maria Chuteira” (Marisa Orth), profere a seguinte frase: “... Ela não sabe o que é um Palmeiras x Corinthians...”.

Pois bem, neste final de semana teremos o Derby (como ficou conhecido o jogo). Impossível dizer o que é um Palmeiras x Corinthians. Impossível dizer o que significa esse jogo, entretanto não preciso nem dizer o que significa ganhar ou perder esse que é o maior clássico de São Paulo, quiçá o maior do Brasil e um dos maiores do mundo.

Um Derby é mais que um jogo. Um Derby é uma celebração. Um Derby é a afirmação do vencedor ou a derrocada do perdedor. Um título que você ganha sem ter vencido o rival estará maculado. De que adianta ganhar o título se no jogo mais importante do campeonato você fracassou? Um Derby é uma batalha.

Essa batalha é – para nós Palmeirenses – a mãe de todas as batalhas, o Clássico dos Clássicos (isso mesmo, com letra maiúscula), o jogo dos jogos, a derrota das derrotas, a vitória das vitórias...

Muitos ‘pernas-de-pau’ se consagraram no Derby (de ambos os lados). Muitos craques caíram em desgraça por fracassarem neste Clássico.

Apesar de não carregar em sua história traços e conflitos religiosos como Celtics x Rangers, de nacionalismo como Barcelona x Real Madrid, de afirmação de lideranças oligarcas como Milan x Juventus, o Derby trás em sua história – segundo o livro “Imigração e Futebol: O Caso Palestra Itália”, de José Renato de Campos Araújo – uma rivalidade que remonta à origem das duas equipes, e que tem como pano de fundo uma questão econômica e social. Quem quiser saber a história toda, baixe o livro clicando aqui.

Não é a toa que no último jogo no Palestra Itália quando de um empate com o último colocado do campeonato, nem bem o jogo havia acabado, entre vaiais e apupos, a torcida em uníssono, bradou: “... É obrigação, ganhar do time da segunda divisão...”.

Esse jogo é o mais importante para a torcida do Palmeiras pela tradição, por uma rivalidade histórica. Isso, marketing nenhum pode suplantar e nem inflar artificialmente. O Derby é o momento mais importante e o mais esperado por nossa torcida. Os outros jogos são apenas mais alguns jogos para cumprir tabela por algum campeonato qualquer.

Enfim, domingo é o dia. Domingo não é apenas um jogo, domingo é o dia de vencer (se possível humilhar e atropelar) nosso maior rival.

Por isso, FORZA-PALESTRA!

_________________________

PALMEIRAS X CORINTHIANS – CORINTHIANS X PALMEIRAS!
Histórico e curiosidades

Da Assessoria de Imprensa do Palmeiras – Por: Fábio Finelli

Geral: 328 jogos
118 vitórias do Palmeiras [481 gols]
98 empates
112 vitórias do Corinthians [441 gols]

No Campeonato Paulista: 192 jogos
67 vitórias do Palmeiras [285 gols]
56 empates
69 vitórias do Corinthians [263 gols]

Primeiro jogo da história entre os dois clubes e também do Campeonato Paulista: 06/05/1917, no estádio Palestra Itália, Palestra Itália 3 x 0 Corinthians - Gols: Caetano (3).

Primeiro jogo da história entre os dois clubes no estádio do Morumbi: 12/09/1965 [Campeonato Paulista]: Palmeiras 0 x 0 Corinthians.

Palmeiras e Corinthians se enfrentaram 3 vezes em 2007, e o Verdão venceu todos os jogos: 3x0 no Paulistão [gols de Edmundo (2) e Osmar], e duas vitórias no Brasileirão: 1x0 no primeiro turno, gol de Dininho, e 1x0 no segundo turno, gol do zagueiro Nen.

Últimas partidas entre as duas equipes:
23/09/07 - Palmeiras 1 x 0 Corinthians - C. Brasileiro,
30/06/07 - Corinthians 0 x 1 Palmeiras - C. Brasileiro,
04/03/07 - Corinthians 0 x 3 Palmeiras – Paulistão,
26/10/06 – Corinthians 1 x 0 Palmeiras - C. Brasileiro,
16/07/06 – Palmeiras 1 x 0 Corinthians - C. Brasileiro,
26/03/06 - Palmeiras 1 x 1 Corinthians – Paulistão,
16/10/05 – Palmeiras 1 x 1 Corinthians - C. Brasileiro.

Palmeiras no estádio do Morumbi

Números: O retrospecto do Palmeiras é favorável atuando no estádio do Morumbi. Em 408 jogos, foram 202 vitórias, 100 empates e 106 derrotas. A equipe marcou 430 gols e sofreu 394.

Primeiro jogo: do Verdão no Morumbi aconteceu em 20 de agosto de 1961, pelo Paulistão, no empate em 0x0 com o São Paulo.

Primeira vitória: já a primeira vitória aconteceu logo no segundo jogo disputado pelo time no estádio, na goleada de 5x0 sobre o Botafogo-RP, em 26 de julho de 1964, pelo Paulistão. Os gols foram de Tupãzinho (2), Zequinha (2) e Vavá.

Contra o Corinthians: contra o rival deste domingo, o primeiro jogo no Morumbi aconteceu em 12 de setembro de 1965, pelo Paulistão, e o placar ficou no 0x0. Já a primeira vitória do Verdão aconteceu no segundo confronto entre os dois times no estádio: foi em 4 de junho de 1967, por 1x0, gol do atacante César.

Curiosidades do Clássico

Palmeiras e Corinthians completam no mês de maio 91 anos de um dos maiores clássicos do Brasil. A primeira vez que os dois times se enfrentaram aconteceu em 6 de maio de 1917, numa tarde de domingo, quando o então "novato" Palestra Itália venceu aquele que seria um dos seus principais rivais, por 3 a 0, três gols do ponta Caetano.

A equipe Palestrina ficou dois anos invicta contra o rival, e só foi perder para o Corinthians no sétimo confronto, em maio de 1919, por 3 a 2.

Outra seqüência marcante aconteceu entre 1930 e 1934, período de 12 jogos que o Palestra Itália ficou sem ser derrotado para o time do Parque São Jorge. Nesse período, em novembro de 1933, o Palestra conquistou o placar mais elástico da história do clássico: ganhou de impiedosos 8 a 0, gols de Romeu Pelliciari (4), Imparato II (3) e Gabardo.

Já como Palmeiras, o primeiro duelo aconteceu em outubro de 1942, e o Corinthians venceu por 3 a 1. O gol palmeirense foi marcado por Lima. A primeira vitória com o novo nome veio no confronto seguinte, em maio de 1943: 2 a 0, também com gols de Lima.

Ao longo dos anos, Palmeiras e Corinthians proporcionaram duelos históricos. Em decisões, o Verdão leva vantagem de ter vencido o rival diretamente no Torneio Rio - São Paulo de 1951 e 1993; no Campeonato Paulista de 1936, 38, 74 e 93; no Campeonato Brasileiro de 1994 e, claro, nas duas eliminações seguidas da Copa Libertadores da América de 1999 e 2000.

A maior goleada sofrida pelo Palmeiras para o Corinthians aconteceu na Taça Cidade de São Paulo de 1952 e no Campeonato Paulista de 1982, quando foi derrotado por 5 a 1.

No Campeonato Paulista de 1953, o Corinthians venceu o Palmeiras por 6 a 4, naquele que foi o placar de maior número de gols da história dos confrontos. Os gols Palmeirenses foram marcados por Odair (2), Liminha e Rodrigues.

O placar de 2 a 1 é o mais comum entre os dois times. Aconteceu 55 vezes das 328 partidas da história. A seguir, aparece o placar de 1 a 0, que ocorreu em 54 oportunidades. Ocorreram apenas 31 empates por 0 a 0.

As goleadas também são marcantes na história dos confrontos. O resultado por três ou mais gols de diferença aconteceu em 43 ocasiões.



AMANHÃ A FICHA TÉCNICA DO DERBY DE DOMINGO.

MEU PALPITE?
PALESTRA 3
x 1 Corinthians

28 de fev. de 2008

Drops

1. O Palmeiras jogou mal novamente ontem. Apesar disso se classificou, dispensando o jogo da volta, para a próxima fase da Copa do Brasil. Espero que a falta de empenho de alguns jogadores (achei isso nítido ontem) seja por conta de que estavam se poupando para o clássico de domingo. “É obrigação, ganhar do time da segunda divisão...”.

2. O que foi aquele gol perdido pelo Denílson? Será que ele pensa que é o Pelé? Verdade que a finalização nunca foi o seu forte, mas bastava um corte e o gol estaria escancarado.

3. O Valdívia jogou muito bem, mas ainda está sozinho na armação. Pensei que com Léo Lima e Diego Souza ele teria companhia na armação das jogadas e apanharia menos. Engano meu. Luxemburgo tem que corrigir isso.

4. O Élder Granja, que foi um dos principais jogadores no início do Paulistão, teve uma queda de rendimento acentuada nos últimos jogos. Até os cruzamentos, que foram o seu forte no início, ele está errando ‘aos baldes’. Será que está cansado? Lembremos que ele ficou muito tempo parado, somente esse ano ele engatou uma seqüência de jogos. A ver.

5. Três volantes contra o CENE é demais!

6. Dezesseis finalizações e apenas quatro em direção ao gol. Treino neles Luxa, faz chutar a gol e cruzar até o ‘uc’ fazer bico.

Bem, por hoje é só isso. Muitas tarefas. Algumas acadêmicas, outras profissionais, outras ainda familiares.


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Em tempo

O Juquinha em seu Blog, devidamente copiado por Paulo (o pequeno) no seu, volta à carga contra Luxemburgo. O Alvo agora é o IWL (Instituto Wanderley Luxemburgo).

Escreve sobre a falta de alguns ‘çabios’ (escrito assim mesmo, para ironizar) no Instituto, sugere nome de alguns e diz que há um árbitro que ainda apita e ao mesmo tempo presta serviço a VL, pois é o encarregado pelo curso de arbitragem no IWL. Segundo ele isso não pode. Deve ser, para o Juquinha, mais uma tremenda demonstração de falta de?... Ética!

Mas, já que o assunto aqui é o que pode e o que não pode, o que é ético ou não, quero saber como fica agora a situação dele, do Juquinha? Me explico: o Instituto Wanderley Luxemburgo (IWL) agora é anunciante da ESPN-Brasil, canal onde ele destila toda segunda-feira (Linha de passe) sua abjeção, e restrições éticas e morais contra o dono do Instituto. Será que em nome da ÉTICA ele pedirá demissão, tomará alguma atitude, se pronunciará em seu Blog? Ou neste caso a ética não se aplica?

Em episódio recente, sobre uma possível censura ao Blog de seu afilhado (Paulo, o diminuto), que gerou até a saída do referido Blog do Portal UOL, devido à interferência do site Futebol no interior, o nosso arauto tomou uma posição, digamos assim de maneira leve, dúbia; deu razão às ambas as partes.

E, Paulo (o mínimo), falará sobre isso? Dará uma reprimenda em seu padrinho, cobrará uma posição, ou se calará?

Respostas, atitudes, coerência entre discurso e prática, isto, quem sabe, teremos em alguns dias. Esperemos.

26 de fev. de 2008

Bolão BRASILEIRÃO 2008

Como já anunciei por aqui entraremos na onda dos bolões.

Não será um bolão comum. Nos outros as apostas podem ser, pasmem, até contra o Palmeiras. Aqui também, mas se o 'seca pimenteira' fizer isso corre o risco de perder pontos. Além disso, as regras permitem que o apostador entre a qualquer momento no jogo, e dependendo de suas habilidades de mãe Dinath e algumas habilidades matemáticas, não será prejudicado por entrar no jogo atrasado.

Mas, como isso aqui é um espaço democrático (pelo menos para àqueles que são Palestrinos 'desde criancinha') vou submeter as regras para apreciação dos leitores, para que ela seja melhorada.

Segue abaixo as regras que eu pensei. Estou aceitando sugestões, adendos (desde que não tornem a tarefa de administrar a pontuação uma tarefa inglória) e críticas.

Teremos - pelo menos - um mês para azeitar essas regras e publicá-las definitivamente. Peço aos amigos que freqüentam este espaço para que me ajudem a tornar o jogo mais divertido.

Não se esqueçam que o editor está a procura de patrocinadores, assim poderemos premiar o(s) vencedor(es).

Eis as regras do Bolão BRASILEIRÃO 2008, sujeitas a mudanças:

BOLÃO BRASILEIRÃO 2008

REGRAS

Todos os leitores de Blog poderão publicar seus palpites até 1 hora antes do início da primeira partida da rodada;

Os palpites somente poderão ser dados no espaço específico que será publicado pelo editor do Blog;

Os palpites deverão ser dados no vencedor dos jogos, ou seja, vitória de A, de B ou empate;

Para cada acerto o autor do palpite receberá 1 ponto;

OS JOGOS DO PALMEIRAS terão palpites e peso especial. No jogo do Palmeiras o apostador deverá apostar também NO PLACAR e NOS ARTILHEIROS. Neste caso poderá receber 1 ponto pelo acerto no jogo, mais 4 pontos pelo acerto do placar. Caso acerte também os marcadores receberá 5 pontos extras (mas, tem que acertar todos os marcadores. Caso um jogador marque mais de um gol isso deverá constar do placar). Observação: Não precisa acertar o marcador do time adversário. Por exemplo: Palmeiras 2 x 1 Flamengo – Gols: Alex Mineiro (2). Pontuação total : 10 pontos; 1 pelo resultado (vitória do Palmeiras); 4 pelo placar; e, 5 (extras) pelo(s) artilheiro(s).

Caso especial: Se alguém apostar CONTRA O PALMEIRAS e acertar: PERDE 1 ponto por acertar o palpite, PERDE mais 4 pontos se acertar o placar e PERDE mais 5 pontos se acertar os marcadores. Pontuação: - (MENOS) 10 pontos...

...Vai ser seca pimenteira em Blog de Bambi!


Então, atenção: Nos palpites dos jogos do Palmeiras DEVERÁ, OBRIGATORIAMENTE, constar o placar e os marcadores. Nos demais somente o vencedor.

Palpite especial: O apostador poderá – a seu critério – em cada rodada eleger um jogo onde se utilizará de um duplo, ou seja, se estiver em dúvida, acreditar que o jogo é de risco poderá apostar em dois resultados possíveis, mas EM APENAS UM JOGO POR RODADA. Neste jogo ganhará apenas ½ (meio) ponto. Mas, lembre-se da regra para os jogos do Palmeiras: se apostar um duplo (e ele for aberto – vitória do Palmeiras e vitória do adversário [ou mesmo empate]) e acertar, neste caso, aplica-se a regra do Caso especial.

Nos palpites deverão constar nome e e-mail, pois se o editor do Blog conseguir algum brinde para premiar o(s) vencedor(es) precisará de um contato para poder efetuar a premiação.


E aí amigos, o que acharam? Complicado? Divertido? Sugerem alguma mundança?

Escrevam, pois temos algum tempo para aprimorar as regras.

Prazo para aprimorarmos as regras: 10 de abril. Um mês antes do início do Campeonato Brasileiro de 2008.

Não, não vai ter bolão da segunda divisão... Talvez possamos incluir - a critério dos amigos - um palpite 'seca pimenteira', do tipo: acertou que o timinho da marginal sem número vai perder ganha-se 1, 2 ou 3 pontinhos extras. Se quiserem a gente acrescenta.

CENE x PALMEIRAS

O Palmeiras estréia nesta quarta-feira na 20a. edição da Copa do Brasil, contra o Cene-MS, às 21h45 [horário de Brasília], no estádio Morenão, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Todos devem estar lembrados que ano passado fomos roubados em pleno Palestra Itália, quando o Diego defendeu um pênalti, o juiz mandou voltar e ele – diferentes de alguns outros goleiros que se adiantam até a marca da pequena área - estava com os dois pés sobre as linha no momento da cobrança. O sonho de ganhar, mais uma vez, a Copa do Brasil acabava ali.

Mas, não podemos nos esquecer que em 1998 fomos campeões desse torneio, ou seja, no dia 30 de maio deste ano, comemoramos o aniversário de dez anos da conquista da Copa do Brasil, aquela que nos levou para a libertadores em que fomos também campeões.

Nosso primeiro adversário este ano é o CENE - CENTRO ESPORTIVO NOVA ESPERANÇA, time do Mato Grosso do Sul, que tem uma história muito peculiar. O CENE tem entre seus patronos o reverendo Moon [clique aqui e leia – fonte: site do CENE].

Quanto à nossa equipe, esperemos que cumpra seu papel, atropele o CENE e avance a passos largos para o segundo título da temporada, pois à data da final da Copa do Brasil e da comemoração deste importante título, já teremos erguido a taça do Paulista.


CENE

Fundação: 13 de Dezembro de 1999.
Endereço: Rua Miranda 652 - CEP 79240-000 - Jardim/MS - Tel. (67) 2511134.
Estádio: Utiliza por hora o estádio do EC Jardinense, o Major Costa (2500), existem planos para a construção de um estádio para 35.000 pessoas.
Uniforme: Camisa azul com mangas amarelas, calção azul e meias pretas.
Títulos: Campeão Estadual 2002 e 2004 e Campeão do Seletivo para a Copa Centro-Oeste 2003 (realizado em 2002).
Internet: www.cenems.com

PALMEIRAS

Fundação: 26 de Agosto de 1914.
Endereço: Rua Turiassu, 1840, Água Branca, São Paulo-SP - CEP: 05005-000 - Telefone: PABX: (11) 3874-6500 Fax: (11) 3864-9267.
Estádio: Palestra Itália – 32.000 pessoas.
Uniforme: precisa?
Títulos: [clique aqui e veja a galeria].
Internet: www.palmeiras.com.br.
Mascote: Periquito.

PALMEIRAS NA COPA DO BRASIL

A Copa do Brasil teve início em 1989, mas o Palmeiras só estreou na competição em 1992, quando chegou até a semifinal e foi eliminado pelo Inter-RS. O Palmeiras também não disputou as edições de 2005 e 2006 pelo fato de estar na Copa Libertadores.

Foram 77 jogos nas 12 edições em que o Palmeiras disputou a Copa do Brasil: são 40 vitórias, 22 empates e 15 derrotas. A equipe marcou 169 gols e sofreu 84.

Como mandante, são 37 jogos: 23 vitórias, 9 empates e 5 derrotas. O time marcou 103 gols e sofreu 43. Já como visitante, são 40 jogos: 17 vitórias, 13 empates e 10
derrotas. A equipe marcou 66 gols e sofreu 41.

Evair e Paulo Nunes são os maiores artilheiros do Palmeiras na história da Copa do Brasil: 10 gols cada um. Evair, por sinal, marcou gol em todas as edições que disputou: 4 gols em 1992, 2 em 1993, 1 em 1994 e 3 em 1999. Em seguida, aparece o atacante Luizão, com 9 gols. Ele, por sinal, é o único atleta a ser artilheiro isolado pelo time na competição, na edição de 1996. Compõem a lista de maiores goleadores Oséas e Vágner Love, com 8 gols cada, e Viola, com 7.

A maior goleada alviverde na disputa ocorreu na 1a. Fase da edição de 1998, na vitória de 8 a 0 sobre o Sergipe, em Sergipe. Os gols foram de Luizão (4), Djalminha (2), Rivaldo e Cafu.

Grêmio e Ceará são os principais adversários da equipe na Copa do Brasil: foram 6 jogos contra cada um deles. Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Vitória e IV de Julho-PI aparecem na seqüência, com 4 jogos.
O Palmeiras chegou duas vezes à final da Copa do Brasil, em ambas contra o Cruzeiro. Foi vice-campeão em 1996 e campeão em 1998. No título de 1998, a equipe perdeu de 1x0 no Mineirão, e venceu de 2x0 no Morumbi, gols de Paulo Nunes e Oséas, o decisivo gol sendo marcado aos 44 minutos do 2o. tempo. Do time atual, o único remanescente é o goleiro Marcos, reserva de Velloso naquela ocasião.

Além das duas finais, o Verdão foi eliminado 3 vezes na semifinal da competição: em 1992 para o Inter-RS, em 1997 para o Flamengo, e em 1999 para o Botafogo.

O gol 100 do Palmeiras na Copa do Brasil foi marcado pelo atacante Oséas, aos 37 minutos do segundo tempo, na vitória de 2 a 0 sobre o Sport-PE, na Ilha do Retiro, em 1998.

Em 2007, o Verdão foi eliminado nas Oitavas de Final para o Ipatinga: perdeu de 2 a 0 fora de casa, e venceu de 2 a 0 no Palestra. Nos pênaltis, acabou derrotado após erro da arbitragem, que pediu para uma das penalidades do Ipatinga voltar após defesa de Diego Cavalieri.

Fonte: Assessoria de imprensa do Palmeiras.

BOM RETROSPECTO

O Palmeiras está há 12 anos sem passar pelo estado do Mato Grasso do Sul. A última vez que a equipe pisou no Morenão (local do jogo de amanhã) foi pelo Campeonato Brasileiro de 1996, no empate por 0 a 0 contra o Botafogo. Coincidentemente, o time era treinado por Wanderley Luxemburgo e tinha Marcos como titular da meta.

A equipe Alviverde defende um bom retrospecto contra times do Mato Grosso do Sul. Apesar de ainda não ter jogado contra o Cene, o Verdão já enfrentou equipes da região em 13 oportunidades, conquistando cinco vitórias, seis empates e somente duas derrotas. Desses 13 jogos, foram seis contra o Comercial-MS (quatro vitórias e dois empates), seis contra o Operário-MS (quatro empates e duas derrotas), e um amistoso contra o Combinado de Corumbá, que terminou em vitória palmeirense por 5 a 1.

Fonte: Gazeta Esportiva.

JOGADORES RELACIONADOS PARA A ESTRÉIA

Goleiros- Marcos e Diego Cavalieri
Laterais- Élder Granja, Leandro e Valmir
Zagueiros- David, Gustavo, Henrique e Maurício
Volantes- Pierre, Martinez, Léo Lima, Wendel e Makelele
Meias- Valdivia, Diego Souza,
Atacantes- Alex Mineiro, Denílson, Lenny, Jorge Preá e Klébe

Fonte: Lance


Se eliminar o CENE o Palmeiras enfrenta na próxima fase o vencedor do jogo entre Central e Remo. Como acredito que não teremos problemas contra o CENE, e também acredito que o Remo passe à próxima fase, o Palmeiras deverá fazer uma ‘pequena viagem’ até Belém, no belo e quente estado do Pará.

Mas, essa será uma outra história. Por enquanto, Forza Palestra!

_________________
Essa veio do Blog Parmerista. Uma história de arquivo X sobre o estádio onde o Palmeiras enfrentará o CENE:

O estádio se chama Morenão há muitos anos, desde os anos 70, pelo menos. Acho que foi construído pelo governo militar, ainda na época da ditadura. Já estive lá, pois boa parte da minha família é de Campo Grande e visitei aquela cidade inúmeras vezes. Meu pai mesmo nasceu em Ponta Porã, na divisa com o Paraguai. Enfim. É um estádio de tamanho médio, de posse da Universidade Federal do MS. Não sei em que condições está hoje, mas lembro que nos anos 80 o gramado era muito ruim.

Chama-se Morenão porque o sol sempre foi muito forte em MS, e tudo em Campo Grande, até uns 20 anos atrás, tinha nome de "Moreno". O próprio bairro onde fica o estádio, na entrada da cidade para quem vem de SP, chama-se "Moreninha".

O fato mais insólito que ocorreu neste estádio foi a aparição, vista por toda a torcida, de luzes muito fortes e estranhas, de deslocamento rápido, durante alguns minutos, numa partida noturna de campeonato brasileiro em que o Vasco da Gama estava visitando o time da casa (que não lembro se era o Operário ou o Comercial naquela oportunidade). O que sei é que na mesma noite houve inúmeros relatos de visões daquelas luzes por toda aquela região do país, do oeste do Paraná até Rondônia, passando obviamente sobre o referido estádio onde vocês irão dar o pontapé inicial em sua trajetória na Copa do Brasil 2008.

Orkut

O Forza-Palestra também tem comunidade no Orkut.

Dê uma passada por lá e nos adicione.


O endereço é: FORZA-PALESTRA.

24 de fev. de 2008

Palmeiras x R. Preto

Bem, vamos por partes.

Sobre o jogo não tenho muito a acrescentar. Foi ruim, o Palmeiras não jogou nada e tudo indica que não conseguiremos nossa classificação. Nem até a fase final chegaremos. Para um time que contratou muito e paga um dos melhores salários para um técnico no Brasil precisamos de mais, muito mais. Neste caso mais é mais.

Mas, o que quero relatar hoje é o fato que vivi na entrada do Palestra, nas catracas da Turiassu. Para àqueles que pensaram que a ditadura e os desmandos acabaram no Palmeiras; pasmem, eles continuam.

Vamos aos fatos:

Compra de ingresso por um sócio do Palmeiras. Feita na bilheteria interna do clube. Reservada aos sócios. Trinta reais desembolsados. Ingresso na mão.

Ao verificar o ingresso, o sócio percebe que está marcado no ingresso que a entrada é pela Rua Francisco Matarazzo. A funcionária do clube, ao ser questionada, diz que qualquer ingresso servirá em qualquer catraca. Ou seja, ingresso da Turiassu serve nas catracas da Matarazzo; ingressos da Matarazzo servirão nas entradas da Turiassu.

Estes primeiro ‘ato’ acontecendo por volta das 17h30min. Eu acompanhando tudo isso.

Algumas cervejas depois, hora de adentrar ao estádio. Lá estou eu com o detentor do ingresso comprado às bilheterias internas do clube e rumo às catracas da Turiassu, apesar do ingresso marcar Matarazzo, e de vários avisos de que isso não daria certo.

Fila para entrar, policiais revistando e, finalmente, a catraca (última barreira entre o torcedor e o espetáculo). Lá estou eu, novamente, a vivenciar a cena.

Ingresso inserido no devido lugar e... Recusado! Uma, duas, três vezes. Funcionário, não sei se da federação ou do Palmeiras, com um tom quase de escárnio, diz: ‘tem que entrar pela Matarazzo!’. O dono do ingresso, sócio do Palmeiras, sabendo que foi ludibriado soca a catraca, diz que vai entrar por lá e afirma que quer a presença da polícia, pois foi enganado.

Eis, que do além, surge um diretor (ou seria apenas conselheiro?) do Palmeiras, que do alto de seus 1,50 m, diz: “o ingresso é da Matarazzo, é por lá que tem que entrar”. Escrito assim, lido por aqueles que não presenciaram a cena como eu, parece coisa tola. Mas, não, não foi. Foi em tom arrogante, de quem se acha superior aos outros associados. Coisa de gente que achávamos que estivesse banida da vida do Palmeiras.

Bem, aí entra a polícia, membros da tropa de choque (que estavam lá para outras ocorrências) e seguranças do Palmeiras. Bate boca, ameaças de suspensão e pedidos para que a polícia retivesse a carteirinha do associado.

Um policial sugere que o associado vá até a secretaria e peça a troca do ingresso. Eu acompanho o fato. Ingresso trocado, não antes de o associado ser humilhado, mais uma vez, por um funcionário do clube. Mais um bate boca, desta vez na secretaria do clube, defronte à funcionária que três horas antes havia informado que o ingresso valeria para todas as catracas. Ela, calada, como se nada tivesse com o ocorrido.

De volta à entrada, mais uma confusão, pois o diretor (ou seria pequeno conselheiro?) foi confrontado com o novo ingresso. O associado não agüentando tanta humilhação quis mostrar-lhe que não era, como ele havia insinuado, um qualquer, uma pessoa que estava lá para burlar as regras estabelecidas. Eu lá, acompanhando tudo.

Nova confusão, ameaças. Pedidos de boletim de ocorrência. Pedidos de apreensão de carteirinha de sócio. Muita ponderação da polícia militar (choque). O associado adentra ao estádio (o jogo já estava no minuto 25 do primeiro tempo).

Uma vergonha. Eu vi e acompanhei tudo isso. Um conselheiro, eleito pelo voto de torcedores como eu (eu votei nele), também viu e nada fez.

Alguém pode dizer que houve excesso, que as coisas poderiam ter sido resolvidas com uma conversa. Eu digo que não dá para querer organizar copa do mundo dessa maneira. Que mesmo as mais pacatas e tranqüilas pessoas perdem a cabeça numa situação dessas. Eu digo que o clube que eu me associei, que pago mensalmente – sem nunca ter atrasado uma mensalidade – não pode tratar assim um de seus membros. Mesmo que não fosse associado do clube o torcedor mereceria respeito. Aliás, mais ainda.

Podem dizer que eu por ter acompanhado o fato e ser torcedor, como o indivíduo envolvido na história, tomei partido.

Digo que não, o que relatei abreviadamente, foi exatamente o que ocorreu.

O associado, partícipe da infeliz história, sou eu. Associado número 609.100. Isso para que aquele diretor/conselheiro possa, se souber ler, anotar o número de minha inscrição como associado e cumprir aquilo que prometeu: me punir. Eu de minha parte, prometo que farei aquilo que disse a ele, ao encontrá-lo no clube, depois da humilhação que ele me fez passar... Deixem para lá. Estou de cabeça quente. Amanhã é outro dia.

Enfim, o retorno ao Palestra não foi dos mais agradáveis.

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Um abraço para amigo Magrão, que também foi ameaçado, humilhado e, mesmo assim, não arredou o pé de meu lado.

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Acho que o texto ficou meio confuso. É que estou, ainda, muito nervoso com o ocorrido. Não sei nem o que farei. Talvez não faça nada, deixe para lá. Mas, que nesse momento entendo aqueles que perdem a cabeça e partem para a ignorância... Ah! Entendo.

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Em tempo: brevemente publicarei aqui o nome do conselheiro/diretor e da funcionária do clube que me enganou e com isso colaborou para toda essa confusão.

22 de fev. de 2008

Ídolo em Destaque

Mais um exterminador de gambás:

EVAIR

Nome Completo: Evair Aparecido Paulino (* 21/02/1965)

Local de Nascimento: Crisólia - MG

Estréia no Palmeiras: 07/06/1991 - Palmeiras 2 x 4 Mogi Mirim (amistoso)

Despedida do Clube: 30/11/1999 - Palmeiras 0 x 1 Machester United (Mundial de Clubes)

Jogos: 245

Gols: 127

Desempenho: 137 vitórias - 53 empates - 55 derrotas

Títulos pelo Palmeiras: Campeonato Paulista em 1993 e 1994, Campeonato Brasileiro de 1993 e 1994, Torneio Rio-São Paulo de 1993 e Copa Libertadores da América de 1999.

Histórico: Evair chegou ao Palmeiras em 1991, vindo do Atalanta da Itália, após ser envolvido em uma troca com Careca Bianchesi. Grande artilheiro e com habilidade também para armar as jogadas de ataque, ganhou o apelido de "Matador". Símbolo de um Palmeiras feliz em sua história recente, Evair marcou gols fundamentais para títulos importantes que o clube conquistou em sua época. Saiu do clube no final de 1994, voltou em janeiro de 1999 e deixou o clube em dezembro do mesmo ano.

Dois títulos merecem ser citados em especial: o primeiro, o título paulista de 1993, que quebrou um jejum de 16 anos sem títulos do Verdão. Na finalíssima contra o Corinthians, Evair vinha de um mês e meio parado, porém ele entrou e com muita categoria e raça, fez dois gols e comandou a equipe na conquista do título.

O segundo título a ser destacado foi a Libertadores da América de 1999, quando, com sua experiência, ajudou muito a equipe nesta conquista inédita. Marcou o primeiro gol na final contra o Deportivo Cali, gol que ajudou a levar partida para a disputa de pênaltis, na qual marcou novamente, sendo fundamental para garantir a taça.

Outros Clubes: Guarani, Atlético-MG, Vasco da Gama, Portuguesa, São Paulo, Goiás, Coritiba, Figueirense, Atalanta (Itália) e Yokohama Flugels (Japão).

_____________
Clique aqui e ouça a narração dos gols da final de 1993 (12 de junho). Eu estava lá. O Evair estava lá, e deixou o dele.

Enquete - Resultado

Fiz a seguinte pergunta, há alguns dias atrás, aos leitores do Blog: A diretoria ainda precisa contratar? Para quais posições?

Pois bem, eis os resultados. Lembrando que a resposta poderia ser ‘AS RESPOSTAS’, pois era de múltipla escolha:

Goleiro: 4 votos – 3%
Lateral direita: 9 votos – 7%
Lateral esquerda: 77 votos – 66 %
Zaga – 5 votos – 4 %
Volante – 34 votos – 29 %
Armador – 18 votos – 15 %
Meia atacante – 13 votos – 11 %
Centroavante – 38 votos – 32 %
Não, o elenco é bom e com esse time ganharemos títulos – 19 votos – 16 %

Pois bem, alguns comentários:

Leandro e Valmir não andam com muita moral junto à torcida, se bem que o primeiro vem subindo de produção e jogando muito bem. Acho que o resultado é mais pelo que jogou ano passado. Quanto ao Valmir acho que deveríamos abrir um departamento de atletismo, quem sabe lá, nas provar de velocidade, ele consegue dar alguma alegria à nossa exigente torcida (eu incluído).

Desconfio que a torcida ainda anda desconfiada de nosso ataque, apesar do Alex Mineiro vir cumprindo seu papel de ‘fazedor’ de gols. Talvez por isso a soma de meia atacante e centroavante chegar à casa dos 43%, ou 51 votos.

Fiquei surpreso com a votação de volante: 29%. Acho o Pierre muito bom, o Léo Lima vem correspondendo. Quem sabe a torcida queira ver o Martinez pelas costas (eu estou nesse time).

A lateral direita teve apenas nove votos, pois o Granja vem atuando bem. Credito o mesmo motivo (estar jogando bem) para os apenas 5% de votos para a zaga. O Henrique e o Gustavo parecem se entender mais a cada dia, o David quando entrou não comprometeu e ainda temos o Dininho, que mesmo não sendo nem a sombra do excelente zagueiro que foi, ainda quebra um galho quando precisarmos dele.

Agora, que ‘catzo’ de 4 votos foram esses para goleiro? Quem votou em goleiro poderia comentar aqui e expor suas razões. Gostaria de entender. Aliás, todos que votaram, e mesmo os que não votaram, poderiam comentar sobre a necessidade ou não de novos reforços.

Valeu pela participação.

Em tempo: 19 votos (pessoas) acreditam que não precisamos de mais nenhum reforço, pois com esse time ganharemos títulos. Amém!

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Amanhã estarei no Palestra para mais um jogo do Verdão (5 x 1 para lavar a alma). Além disso, poderei conferir como ficaram as mudanças e as reformas. Agora, essa imprensa é mesmo FDP. Apesar da intensidade das chuvas, do pouco tempo para a reforma, da necessidade de jogarmos em casa, eles não perdoaram. Pau no gramado. Se fosse no Panettone!

Estou com alguma dificuldade para escrever e postar. Trabalho de faculdade, problemas de saúde com uma das filhas. Mas, como não existem males eternos, em breve volto à rotina.

Um abraço

É isso!

17 de fev. de 2008

Alberto Helena

Dos poucos que ainda merecem o título de cronista. Ao estilo de Nelson Rodrigues, com charme e emoção, aí vai a crônica do Alberto Helena Junior sobre o jogo do Palmeiras contra o Juventus. Há vida inteligente na mídia, e ela trata do futebol, de suas emoções e tragédias, tudo dentro das quatro linhas.

Precisa mais?

Parabéns Helena!

Agora só falta se converter ao Palestrinismo, apesar de que aquele livro sobre o Palestra é fantástico!

Houve dois momentos emblemáticos no jogo em Ribeirão. O primeiro, quando Marcos fez duas ou três defesas incríveis, daquelas que lhe valeram a auréola verde flutuando sobre a calva; o segundo, quando a torcida palestrina pediu em coro por Denílson.

No primeiro, a expressão da paixão que a torcida devota a São Marcos, justamente por sua reciprocidade – Marcos é tão Palmeiras como Palmeiras é Marcos.

No segundo, o extravasamento do anseio pela excelência, pela distinção, por aquele algo mais, o sorriso se abrindo escrachado no rosto ultimamente tão anuviado desse torcedor.

Marcos cumpriu seu milagroso ritual de sempre, e Denílson entrou no final, jogo já ganho, para despertar os companheiros e a galera. E a goleada de 4 a 0 sobre o Juventus veio assim, ó, na esteira desse clima de festa.

Não que Denílson tivesse dado um daqueles seus proverbiais shows de prestidigitação com a bola, nada disso. Foi comedidíssimo, como a situação exigia. Mas, logo no primeiro lance deu origem ao terceiro gol, de Valdívia, em exato centro de Leandro, e participou das trocas de bola que resultaram no quarto gol, de David, e, em mais três chances claras conjuradas pelo goleiro juventino

Claro, o Juventus já levava de 2 a 0 e estava com um a menos, por causa da expulsão de Luisão. E até então Diego era o nome do jogo. Aliás, todos jogaram bem, inclusive Léo Lima, cuja contratação foi tão contestada.

Mas, com Denílson, sempre fica mais divertido. No mínimo, paira no ar a expectativa de que, a qualquer momento, o lugar-comum vai levar um drible de chaleira.

Errei

No texto anterior publiquei que Nelo Rodolfo, funcionário da Jovem Pan, é conselheiro do Palmeiras. Não é verdade.

Fui induzido ao erro por uma matéria da UOL, de 2006 (Clique aqui e leia), onde o nome de Nelo é citado, e diz que é conselheiro do Palmeiras. Mas, a matéria é de 2006, desatento editor!

Chamado à atenção pelo Sylvio, leitor do blog, fui até a página onde aparecem os nomes de todos os conselheiros. O dele não está lá. Talvez tenha sido derrotado nas últimas eleições.

Entretanto, o fato dele não ser conselheiro do Palmeiras não invalida as outras informações. Ele é funcionário da Jovem Pan e é mustafento de primeira linha. Aliás, isso só agrava o fato, pois agora há a certeza de que a ata vazou e foi parar na Jovem Pan, e se foi uma ata do conselho um conselheiro deve tê-la fornecida à rádio, por coincidência, rádio onde Rodolfo trabalha. Resta saber quem passou a ata para a rádio. Mas, isso todos sabemos.

Valeu Sylsio. Feita a retificação.

O 18 brumário

"Hegel disse em algum lugar que todos os grandes feitos e personagens da história universal acontecem , como diríamos, duas vezes. Mas esqueceu-se de acrescentar: uma vez como tragédia e a outra como farsa…". (Karl Marx; "O 18 brumário de Luís Bonaparte").

Ontem de manhã, durante uma caminhada, estava pensando sobre o caso do editorial da Jovem Pan. Aí me veio à cabeça outro fato, o caso da ata da discórdia. Percebam como sempre os mesmos personagens estão envolvidos na trama.

Quem foi o primeiro a mostrar a ata da discórdia? Fredy Junior, da RÁDIO JOVEM PAN.

Quem foi apontado como o repórter que ouviu o 'off' do Diretor de Marketing do Palmeiras, Rogério Dezembro, sobre os valores do contrato? Fredy Junior, da RÁDIO JOVEM PAN.

Quem acusou o diretor de Planejamento do Palmeiras, em editorial, de estar fazendo campanha contra a Rádio Jovem Pan? A própria RÁDIO JOVEM PAN.

Aí, depois, aparecem outros personagens:

a) Nelo Rodolfo, político fisiológico, conselheiro do Palmeiras, mustafento de primeira linha e funcionário da RÁDIO JOVEM PAN. Não ficaria surpreso em saber que a ata tenha chegado à rádio pelas mãos dos contatos do Sr. Nelo Rodolfo no conselho. Quem são estes contatos? Todos sabemos.

b) Juca Kfuri, Paulinho, Birner, mais a RÁDIO JOVEM PAN e o Jornal O Lance, que chegaram a rebatizar Rogério Dezembro. O chamam agora de Rogério D'Abril, em alusão à data do dia da mentira, que é 'celebrado' naquele mês. Questionado de que era a palavra do jornalista Fredy Junior contra a palavra do Diretor de Marketing Paulinho disse simplesmente que entre a palavra dos dois ficava com a do jornalista. Sim, simples dessa forma.

O trágico dessa história é que nenhum dos que cobram moralidade teve a hombridade de narrar os últimos fatos (editorial da Jovem Pan) em seus Blogs. Nada, nenhuma linha. E assim vamos ficando, entre fatos, personagens, farsas e tragédias.

O fato do jornalista e do veículo em que ele trabalha estarem sob suspeitas de orquestrar uma campanha, que tem um cunho nitidamente partidário, da política interna do clube, colocam a rádio, suas opiniões, o jornalista e seu off, sob suspeita.

Quero ver como se viram agora todos os envolvidos e todos que acreditaram cegamente no repórter. Se retratarão? Votarão atrás em suas opiniões?

A história da ata e do editorial se convertem em tremenda farsa. A história de perseguição ao Palmeiras, toma contornos de tragédia, pois servem a um único intuito, servem à política interna do clube e à oposição capitaneada pelo nefasto Mustafá Contursi

E assim caminha a mídia esportiva brazuca: de farsas a tragédias; onde os personagens vão desfilando seus ódios, suas perseguições, suas ideologias e suas preferências internas no clube.

Alguns, como já escrevi aqui, ou não se dão conta que estão sendo usados, e fazem papel de inocente útil, ou se dão conta disso, não se importando em serem usados e aí mudam de status, passam a ser somente úteis. A inocência neste caso, cessa. Uma grande farsa.

Quanto aos outros, o caso do Nelo Rodolfo é exemplo disso, estão fazendo o jogo da política interna, da oposição a atual diretoria do Palmeiras. Esse não é nem inocente, tampouco útil, principalmente ao Palmeiras. Uma tragédia.

16 de fev. de 2008

Palmeiras 4 x 0 Juventus

Dizer o que? Apenas comemorar. Mas, alguns comentários devem ser feitos:

1. Ele voltou! São Marcos está de volta.
2. Henrique ficará pouco tempo no Verdão. Infelizmente a Europa é o destino, craque, mesmo sendo zagueiro.
3. Os laterais jogaram bem. O Granja como vem fazendo com regularidade. O Leandro parece que está acordando.
4. Pierre é monstro. E o Dunga convoca um tal de Rick!
5. Léo Lima não é, nem de longe, o ‘café com leite’ que muitos previam. Jogou muito. Já havia feito o mesmo no jogo anterior.
6. Diego Souza parece que está engrenando. Para desespero de muitos.
7. Valdívia está voltando a ser o que foi no ano anterior, e com melhorias.
8. Alex Mineiro. É gol. Nove-Nove. Centroavante-centroavante.
9. Denílson estreou, driblou, deu passe... Gol. Quem sabe não queima minha língua. Tomara.
10. Falta o Lenny engrenar. Mas, pelo que vejo isso é questão de tempo. Vai lá Luxa!
11. Luxemburgo, aquele que não é mais (segundo muitos) mostra que é de mais.

Confesso que me emocionei mesmo ouvindo pelo rádio. Me pareceu um time que não vejo há muito. Posso estar enganado, mas esse time vai dar alegrias.

Não vejo a hora de chegar dia 23. Saudades dos amigos. Saudades do Palestra. Saudades de ver meu time jogar.

OS. Ouvi o jogo pela Jovem Pan, queria saber como iriam se comportar. Pianinho! Chegaram até a puxar o saco da torcida do Verdão.

‘Quem tem uc tem medo!’

Parabéns torcida que canta e vibra!

15 de fev. de 2008

A ética dos amigos

Existe uma parte da imprensa esportiva brasileira que trabalha na linha da verdade absoluta. Para esse grupo existem dois tipos de pessoas: aqueles que são éticos e aqueles que não o são.

Para essas pessoas o mundo é dividido, bem a moda fascista, entre duas correntes, aqueles que estão de um lado (o deles) são do bem, e os que estão do outro lado (todos os outros) são do mal. E são eles próprios, que dividem e que definem em que lado do campo cada um tem que ficar.

Fora eles (e os seus) todos os outros são do mal e tudo que estes fazem merece represália, achincalhamento, lições de moral. Os deles, por outro lado, mesmo que escrevam mal e não digam nada com nada, pelo simples fato de serem do lado do bem, são ‘cool’. Merecem respeito.

Aqui abrimos um parêntese para, segundo o dicionário de filosofia (de maneira reduzida, é claro), mostrarmos o que se entende por moral e ética, pois será necessário para o bom andamento do texto: “... trata-se de dois sinônimos, derivados um do grego e o outro do latim, evocando a arte de escolher um comportamento, distinguir o bem do mal.” [grifo meu](JACQUARD, A. Filosofia para não Filósofos, p. 37.). fecha-se o parêntese.

Entretanto, essa definição não nos diz que são as pessoas que ditam as regras para que essa escolha de comportamento seja definida como certa ou errada. Me fazendo mais claro, quem é que define, no limite, a linha entre o que é ético ou não? Quem define quem é ético ou não? Neste caso, discussões sobre o certo e o errado, o bem e o mal, o justo e o injusto, enfim, sempre de maneira bipolar, definirão o que para o conjunto da sociedade é o certo e o errado, o caminho a ser seguido.

Com esse grupo da imprensa esportiva brasileira é assim que se passa. Eles sempre se arvoram o direito de estabelecer os parâmetros e apontar o dedo, como alcagüetes, como ditadores, como fascistas. E por que agem dessa maneira? Agem assim porque em algum momento de suas vidas, por algum motivo, por algum ato, no caso de jornalistas por alguma matéria, escolheram esse filão com o qual lhes aparecerá a visibilidade, credibilidade, status e reputação (assim acreditam que funciona o mundo, assim agem e assim lhes parece certo).

Mas, já que entram neste campo, jogam esse jogo, por que não podemos fazer o mesmo? Vamos ajudá-los. Vamos cobrar que se manifestem sobre comportamentos que acreditamos não serem éticos (ou morais). Vamos logo pondo o dedo na ferida e questionar sobre os amigos desse grupo.

Juca Kfuri faz parte desse grupo que se arvorou o direito de julgar e condenar o comportamento alheio. Ele é o exemplo mais acabado de como alguns jornalistas não largam o osso. Depois que publicou há anos atrás uma matéria sobre o escândalo da loteria esportiva nunca mais deixou de explorar 'escândalos' e julgar pessoas. Seus novos amigos e afilhados (Paulinho e Birner) seguem na esteira, vão atrás e até requentam 'notícias' de épocas eleitorais.

Mas, vamos ao fato que ensejou tal texto.

Um dos veículos de comunicação sempre citado pelos paladinos como exemplo de ética e retidão é o jornal O Lance.

Esse periódico da mídia esportiva brazuca, em sua batalha pela moralidade e pela ética do futebol brasileiro já fez o que – no Brasil – não é comum, lançou mão de editoriais contra os do mal e de apoio aos do bem. Timemania, R. Teixeira e Lei Pelé – os dois primeiros para serem execrados e a última para ser saudada como o supra-sumo da modernidade (seja lá o que isso queira dizer e representar), são alguns exemplos de algumas motivações editoriais do jornal. Todos eles (os editoriais) repletos e recheados de conceitos éticos/morais.

Neste ‘jogo’ reputações foram atingidas, nomes jogados na lama. Perseguições pessoais foram – e são - engendradas diuturnamente. Tudo em nome da ética (a desse grupo de pessoas, é claro).

Pois bem, a imagem a seguir serve para perguntar: É ético esse tipo de comportamento? Pode um jornal - que vive de noticiar, relatar, comentar e opinar, sobre os mais diversos clubes brasileiros – ser veículo comercial de um deles e faturar comercialmente com isso? Não seria isso, muito parecido (na visão de quem denunciou, é claro) com o caso Traffic/Palmeiras (até um recém formado causídico foi chamado a opinar dia desses em um determinado Blog)?

Será que esse jornal emitirá opiniões isentas sobre clubes de futebol que não são seus parceiros comerciais, sendo que deve receber subsídios pela venda de material de um determinado clube de... FUTEBOL?

Eu sei que o tal jornal comercializa em sua loja virtual produtos de diversos clubes, mas isso não o isenta de estar cometendo um deslize ético.

Peguemos os três grandes clubes da capital paulista como exemplo. Imaginemos que os três tem lá suas relações comerciais com o jornal (e o tem). Quem me garante que na primeira matéria que não agrade a diretoria de um dos clubes o contrato não será rompido? Quem me garante que não há nos contratos (sim, pois para relações comerciais entre duas entidades há a necessidade de se firmar um contrato) uma cláusula impedindo que o referido jornal veicule matéria negativa contra o clube?

Quem me garante que os clubes não estabeleceram essa relação comercial simplesmente para que o número de matérias positivas sobre eles sejam superiores ao das matérias negativas? Ou para que elas simplesmente deixem de existir (as matérias negativas)?

Não vou pedir aqui, como fizeram os amigos do dito jornal com o Palmeiras e a FIAT, que se mostre o contrato (ele é firmado entre duas entidades de direito privado). O que estou questionando aqui é a relação entre um jornal, que tem dentre suas obrigações investigar o que se passa no dia-a-dia de um clube de futebol (e relatar os resultados dessa investigação a seus leitores), seja positivo ou negativo o que se passe por lá, e o objeto dessa – digamos – investigação jornalística.

Dias desse vi uma propaganda – no mesmo jornal – de um relógio do SPFC. Visitando a página da loja virtual do diário vi inúmeros produtos do Palmeiras. Nem por isso - pelo Palmeiras ter lá seus produtos comercializados - acho correto.

Quer dizer que se o Palmeiras tiver alguma notícia que lhe desagrade no jornal romperá o contrato que deve existir para comercialização de seus produtos? Não creio. Acho improvável.

Quer dizer que se o jornal noticiar algo que desagrade o presidente do SCCP ele romperá o contrato para a comercialização (promoção, segundo o Jornal) do Kit...(não vou citar o nome aqui)? Não creio. Acho pouco provável.

Quer dizer que se algum dia o periódico publicar algo contrário ao presidente do SPFC, por exemplo, o contrato da propaganda do relógio será encerrado? Até não acredito, mas esse time é bem capaz disso. Leia aqui matéria sobre o empresário Wagner Ribeiro e uma 'pequena' pressão tricolor. Isso não é retaliação, não é – digamos – rompimento de uma relação?

Pois bem, vejam agora a imagem abaixo (copiada da edição eletrônica do diário) e tirem as suas própria conclusões. A imagem é de uma promoção entre O Lance e o SCCP.



Eu de minha parte pergunto: Cadê o CADE? Cadê a opinião do advogado? Cadê a ética?

Com a palavra os arautos da ética, da moral e dos bons costumes. Com a palavra Kfuri, Paulinho, Birner, O Lance... E muitos outros.

___________
PS. Não vou me alongar nesta discussão sobre ética, nem citar outros deslizes de veículos de comunicação. O fato de um deles, por coincidência onde o Kfuri é comentarista e tem um programa de entrevistas, ser patrocinado por um site de apostas será deixado - por hora - de lado.

Em tempo: Será coincidência que na capa do jornal, logo abaixo da chamada da promoção, haja uma chamada de matéria de toma quase a totalidade do espaço justamente sobre o time que é parceiro na promoção? Será que fatores comerciais (outros que não o da venda do jornal) não interferiram na escolha da capa?

Vejam a imagem:



A propósito de como os elefantes continuam a habitar a parte traseira de nossas orelhas, talvez por motivações que tenham a ver com o texto acima, dê uma passada lá no Blog xará (Forza Palestra, do Barneschi) e veja a diferença de tratamento dada a dois jogadores muito parecidos fora das quatro linhas.

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