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19 de nov de 2009

Silêncio pela vergonha...

Ou, ´Gota d'água.

Passei o dia todo trabalhando. Reunião de manhã, reunião com minha orientadora à tarde (confesso que tive vontade de mudar meu tema de estudo, que desafortunadamente é o futebol), fui buscar as filhas no colégio. Somente agora, quase vinte horas depois do final daquela ópera bufa, tive tempo de parar para ler os blogues Palmeirenses, as notícias da imprensa oficialesca e refletir sobre o rumo que as coisas tomaram no Palmeiras.

Ainda não sei o que houve. Muito menos sei se algum dia nós - que tomamos chuva, passamos frio e gastamos boa parte de nosso dinheiro, ganho com o suor de nossos rostos - saberemos o que realmente aconteceu.

Ontem a noite foi um final trágico de um desastre que vinha se anunciando há quase dois meses.

Bem, confesso que ainda não tenho uma opinião formada. Quando é assim o melhor é se calar, pois das últimas vezes que falei tudo o que pensava fui injusto com alguns e posso ter sido mais realista que o rei em relação a outros.

Então, peço desculpas aos leitores, mas nesse momento prefiro o silêncio. O silêncio da vergonha, se assim acharem que seja, pois vergonha é o único substantivo que encontro para me expressar nesse momento. Vergonha; também dor, sofrimento, abatimento... Mágoa.

Alívio. Sim, alívio, pois esse foi um ano em que nos enchemos de esperanças (outro substantivo), mas que teimou em não acabar da forma que queríamos. Sendo assim, que venha 2010. Com ou sem a vaga na Libertadores, que agora está ameaçada também, mas que pouco me importa, pois o que eu queria mesmo era o título, que teima em não vir, que insiste em nos escapar, aliás, que insistimos em não ganhar.

Nesse momento o melhor é o silêncio, pois como diz o poeta "Deixe em paz meu coração".



Gota d'água
Chico Buarque
Composição: Chico Buarque (1975)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água...(2x)

Já lhe dei meu corpo
Minha alegria
Já estanquei meu sangue
Quando fervia
Olha a voz que me resta
Olha a veia que salta
Olha a gota que falta
Pro desfecho da festa
Por favor...

Deixe em paz meu coração
Que ele é um pote até aqui de mágoa
E qualquer desatenção, faça não
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água
Pode ser a gota d'água....

2 comentários:

Caro Palmeirense, aqui você pode fazer seu comentário. Como bom Palmeirense CORNETE!!!