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19 de abr de 2008

Tranqüilidade


"Em um domingo qualquer, você vai vencer ou vai perder. Mas o importante é: você pode vencer ou perder como um homem?" - Frase de Tony D'Almato (Al Pacino, técnico Miami Sharks), no filme 'Um domingo Qualquer'.










(19:58) É sábado e para desespero – não sei de quem – chove. Acontece que o gramado do Palestra, por conta da reforma e de alguns shows de rock, não está lá grande coisa; mas, grande coisa, pois ganhamos delas em Ribeirão em um verdadeiro lamaçal, o leitor se lembra, e como se lembra, foi 4 x 1; elas se lembram bem. Talvez por isso comecei escrevendo justamente pela chuva. Quando o texto for ao ar, somente o postarei amanhã, talvez não esteja mais chovendo. Para falar a verdade gostaria que estivesse seco, não agüento mais tomar chuva em jogo do Palestra. Parece que São Pedro fez um pacto com o outro santo, aquele que empresta o nome para o time leonordinenese, e castiga – sem pena – o torcedor Palmeirense. Mas, deixa estar, pode chover, pode molhar, que é no molhado que o Palmeiras vai ganhar...

Estou escrevendo já no sábado porque amanhã não terei tempo. Prometi às minhas filhas que bem cedo iremos ao Palmeiras. Mesmo que não haja sol elas gostam de lá, brincam no parque, tomam sorvete e correm, se sentem – como não poderia deixar de ser – em casa. Depois almoçaremos todos juntos, programa de família, pois como eu já devo ter comentado dia 20 de abril é meu aniversário. Por volta das treze horas ‘despacho’ as três, coloco-as em um táxi e elas rumam de volta para a Bela Vista. A partir daí estou por minha conta e do Palmeiras. Ficarei no circuito bar Alvi-Verde (onde se concentram meus amigos da arquibancada), Losteria Palestra (do Izidoro) onde alguns amigos da rotina da arquibancada me encontrarão para uma cerveja por conta do jogo (a maioria) e outros que não são da arquibancada, por conta de meu aniversário, me encontrarão. Depois, é estádio.

Por isso, caro leitor e torcedor do Palestra, se quiser tomar umas ‘brejas’ antes do jogo é só me procurar, estarei com a camisa do ano passado, número dez e com o meu nome, “ADEMIR”, escrito atrás. Deixo claro que as cervejas não são na faixa, pois como dizem os desencanados “cada um cada um”. Finalmente, recomendo que dêem uma passada lá na Losteria Palestra, pois o ambiente é legal, bar feito para Palmeirenses pelo amigo Izidoro, e com uma comida de primeira, sugiro os pimentões recheados, mas chegue cedo, pois eu traço uns dois ou três, e com a presença do Maurício então vai faltar. (seção jabá)

O que vocês têm a ver com isso? Nada. Somente estou escrevendo para mostrar – pelo texto – que estou tranqüilo, que – ao contrário da semana passada – não estou nem um pouco preocupado com esse jogo. Não que não haja em minha alma um clima de guerra, de tensão, de raiva. Estes ingredientes estão todos lá depositados, no fundo dela; com todos os requintes de um jogo que vale mais que um jogo. Estão lá, todos, como que esperando o momento para aflorar e para despertar – como diria o outro – os meus instintos mais primitivos, afinal enfrentaremos nosso maior inimigo.

Amanhã todos esperam uma guerra entre as torcidas. Os jornais noticiaram que haverá um policial para cada torcedor leonor que estiver no Palestra. Não precisava tudo isso, pois o mais insano torcedor (ele existe) sabe que estarão todos de olho neste jogo para conseguirem provar a tese de que o Palestra não comporta um clássico. Todos sabemos disso, por isso, todos os torcedores do Palmeiras que lá estarão estão com o intuito de mostrar que em nossa casa recebemos – até o inimigo – de forma civilizada. Farei minha parte. Todos faremos.

Estarei no setor Visa. Não tive outra forma de conseguir outro tipo de ingresso, é minha estréia por lá. Gostaria mesmo é de estar nas arquibancadas, onde estarão todos os meus amigos de Palestra. Mas, por um lado isso é bom, pois não ficarei sentado um minuto sequer, levarei para lá o espírito de arquibancada, daqueles que perseveram até o último minuto, os incomodados reclamarão, mas tenho certeza que ao final todos estarão cantando e vibrando EM PÉ, como deve ser em um estádio e como deve ser com um torcedor do Palmeiras. Além disso, estarei muito próximo da torcida leonor e será impagável vê-los (ou será vê-las?) saindo com o rabo entre as penas ou enfiado onde mais lhes aprouver. Na segunda-feira deixo minhas impressões sobre o setor Visa.

Bem, caro leitor Palestrino, escrevi tudo isso – que parece mais um daqueles textos que escrevemos em prova de redação para ‘encher lingüiça’ quando não sabemos sobre o que escrever – para dizer que estamos juntos. Não importa o que acontecer, apesar de – como já disse – estar tranqüilo e ter a certeza da vitória, estamos juntos, pois o mais importante destes últimos dias é ver – e saber – que voltamos a ser grandes e voltamos a incomodar. Temos time (bons jogadores e alguns craques) sem medo e com garra, temos comissão técnica, mas principalmente, temos diretoria. Não somos mais aquele ex-time grande que ao primeiro sinal de conflito baixa a guarda e não confronta, não deixamos nada sem resposta, não nos colocamos na posição dos ‘italianinhos’ submissos, muito pelo contrário, confrontamos os barões do café, revertemos a atitude ditatorial de não podermos usar nossa casa em clássicos, mostramos a todos (e apara a) que a imprensa – por detrás daquela dita imparcialidade – nutre um amor quase visceral pelo time leonor, enfim, botamos todos os pingos nos ‘is’, pois voltamos a ser grandes. Muito disso se deve à mídia Palestrina (acesse os outros blogs e sites palestrinos nos favoritos. Aí ao lado direito em DEFESA QUE NINGUÉM PASSA).

Caros Palestrinos, independente da vitória ou não amanhã, o que importa é que retomamos o curso natural da história, voltamos a ser o Palestra, voltamos a ser o Palmeiras, voltamos a botar medo nos adversários; no caso do adversário de amanhã, voltamos a deixá-los apavorados, desesperados, com medo... É a volta do grande Palmeiras, é o nosso ressurgimento, é o despertar do gigante, haja o que houver.

(21:01) Parou de chover...

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Em tempo: Mais uma boa tirada do Coisa Verde sobre a imparcial imprensa esportiva.

Um comentário:

  1. Ainda bem que alguém tá tão tranqüilo assim... pelo menos compensa pro meu lado! hehehe

    Boa sorte pra nós! E parabéns pelo aniversário!!!

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Caro Palmeirense, aqui você pode fazer seu comentário. Como bom Palmeirense CORNETE!!!