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24 de jan de 2008

Marília 0 x 1 Palmeiras

Analisar um jogo a quilômetros de distância, vendo pela TV, é uma tarefa inglória. Você não tem uma visão geral da partida, as jogadas são todas enquadradas, o VT tira as dúvidas. Aí fica parecendo comentário de arbitragem. Fica mais fácil do ponto de vista da precisão factual, mas menos precisa do ponto de vista técnico/tático, mas como aqui o que vale é a informação, a opinião e as impressões de um PALMEIRENSE sobre o jogo, vamos à análise:

Jogo truncado, onde o time da casa já no início mostrou seu cartão de visitas. Pressão, faltas seguidas, picando o jogo, e um sufoco danado. Tudo isso até aproximadamente 20 minutos. O Palmeiras parecia perdido em campo, a bola viajava sobre o meio campo (a velha e boa ligação direta), os zagueiros (sempre de frente) do Marília roubavam a bola e dá-lhe contra-ataque, o meio deles pressionava nossa saída de bola e dá-lhe contra-ataque...

Mas, como é início de temporada e nenhum time, mesmo no meio ou no fim dela, consegue esse tipo de marcação durante todo o jogo os ânimos do Marília foram se acalmando, a prudência foi se instalando e o jogo tomou se ritmo normal. A saída de bola começou a funcionar, o Palmeiras passou a tocar a bola, Élder Granja (Habemus lateral direito), Gustavo, Dininho, Martinez e Cia. Bela começaram a bota a bola no chão, o meio campo passou a receber as bolas e tentar armar o time. Aí o jogo começou a mudar.

Numa dessas jogadas (troca de bola) o Martinez recebeu a bola na entrada da área sofreu a falta e Élder Granja em cobrança perfeita: CAIXA (Eu aqui a quilômetros cantei o gol já na formação da Barreira).

O Marília não se fez de rogado, batia, batia e batia. Tudo com o olhar complacente de sua majestade: o Árbitro. O Valdívia (vilão da mídia esportiva brasileira em geral e paulista em específico) apanhou feito gato no saco (homenagem ao André - quem quiser ler sobre expressões populares, texto escrito por ele, clique aqui), ainda foi premiado com mais um cartão amarelo. Segundo o árbitro, fazia cera; segundo eu vi, reclamou - com razão, do posicionamento dos adversários na cobrança de um escanteio. Ah! Saiu de campo com suspeita de uma fratura no nariz, fruto de um golpe de Muay Thai (ou qualquer outra arte marcial), que nem falta o juizão marcou. Não nos esqueçamos do Dayvid. Esse saiu de campo - e deverá ficar longe dele por uns bons meses, 8 segundo as primeiras informações - com entorse no joelho (suspeita de rompimento dos ligamentos) devido a uma entrada - no mínimo - mais dura que o necessário (fosse alguém do Palmeiras fazendo isso seria tratado como criminoso). Fim do primeiro tempo.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro. Faltas e mais faltas por parte do Marília, picando o jogo. O Palmeiras com a posse de bola e tentando, agora na condição de franco-atirador, os contra-ataques. Foi aí que o maldito medo de ganhar entra em campo. Defesa bem armada. Roubadas de bola. Contra-ataque. Mas, o recuo foi perigoso. O Marília, no final, pressionou e quase chega ao empate.

Mas, o que vale são os três pontos (outra expressão André!). Somos vice-líderes e rumo à classificação para as semifinais.

Antes das notas vou explicar que não darei nota para o Pierre. Não que ele não mereça, pelo contrário, mas é que não tenho nota para dar para um cara que eu nunca (exceto em seus dois primeiros jogos com a camisa do Palmeiras) vi jogar abaixo de nenhum volante que atua no país. Para a imprensa ele é carniceiro. Para mim o melhor volante em atividade no país. Ontem foi, mais uma vez, um monstro em campo. Deixem convocarem os Rycks e Hernanes da vida.

Notas:

Diego
: Quando foi exigido, e foi por algumas vezes, estava lá - 7
Élder Granja: Marca, dribla, arma, desafoga a defesa e ainda fez o gol de falta - 8,5
Gustavo: Firme como sempre, não deu espaços - 7,5
Dininho: Alguns não gostam de seu futebol. Não sou desses. Ontem sua atuação esteve próxima ao do companheiro de zaga - 7
Leandro: Voltou a ser o velho Leandro. Não o do Cruzeiro, mas o do ano passado - 5
Pierre - Já me expliquei no último parágrafo
Martinez: Apesar de considerá-lo lento, ontem deu combate e sofreu a falta que originou o gol - 7
Valdívia: Quando tentam marcá-lo com lealdade não conseguem - 7,5
Willian: Me parece que padece do mal de não conseguir pensar quando corre. Como corre muito... - 6,5
L. Henrique: Boa movimentação e só - 6,5
A. Mineiro: A bola não estava chegando foi buscar o jogo, precisava pressionar os zagueiros na saída de bola do Marília o fez, mas centroavante vive de gols, ontem não fez, pelo esforço - 6,5
Wendell: Entrou para marcar, mas fez aquela falta boba na lateral da área que já nos custou até vaga em final de Copa do Brasil - 6
Deyvid: Correu, chutou uma bola a gol e saiu machucado - 6
Osmar: Ele entrou? - 5
Luxemburgo: Mexeu bem no time (não sou daqueles que dizem que técnico só mexe bem quando a substituição dá certo, tem que ver o que se pretendia com a substituição), mas esperar que com Osmar, Deyvid e Wendell o time melhore! Sábado já teremos duas novas estréias, aí as coisa podem começar a melhorar na hora de mudar jogadores e esquemas - 6

Ficha técnica:

MARÍLIA 0 X 1 PALMEIRAS

Local: Estádio Bento de Abreu, em Marília (SP)
Data: 23 de janeiro de 2007, quarta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: José Roberto Marques (SP)
Assistentes: Marcelino Tomaz de Brito Neto (SP) e Danilo Ricardo Simon Manis (SP)
Cartões amarelos: Cleiton Cearense, Júlio César (Marília), Luiz Henrique, Martinez, Dininho, Valdívia ( Palmeiras)
Cartão vermelho: João Vitor (Marília)

GOLS: Élder Granja, aos 32 minutos do primeiro tempo

MARÍLIA: Mauro; Gum, Vinícius e João Marcos; Júlio César (Bruno Farias), Rafael Fefo (Carlos André), João Victor, Romeu e Cleiton Cearense (Alison); Camilo e Wellington Silva
Técnico: Jorge Rauli

PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Élder Granja, Gustavo, Dininho e Leandro; Pierre, William (Deyvid Sacconi), Martinez e Valdívia; Luiz Henrique (Wendel) e Alex Mineiro (Osmar)
Técnico: Wanderley Luxemburgo


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