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9 de mar de 2008

Análise de técnicos - by Paulinho

Paulo, o mínimo, agora ataca de comentarista de técnico em um texto escrito sobre os treinadores dos quatro grandes de São Paulo. O pequeno Paulo talvez pretenda com isso mostrar que entende também de futebol, não só de denúncias. O texto é escrito “à moda” já conhecida, com parágrafos curtos, sem nexo entre um e outro, e cheio de erros.

É lógico que o senso comum está sempre presente nas análises. Além disso, como não poderia deixar de ser, Luxemburgo é disparado o pior devido aos seus próprios erros ou pecados. Leão é ruim, mas tem o benefício de ter o seu trabalho atrapalhado justamente por aquele que o mantém no cargo: Marcelo Teixeira, e – é claro – pelo “tsunami” deixado por seu antecessor, que é nada mais nada menos que Vanderlei Luxemburgo. Ou seja, VL é duplamente culpado: é culpado pelo Palmeiras não estar bem e pelo Santos estar ruim. Mano Meneses vem fazendo omeletes sem ovos e Murici é um trabalhador.

O bom é que em textos assim alguns mitos estabelecidos vão sendo botados abaixo. No afã de criticar alguns e elogiar outros o autor joga por terra muitas verdades defendidas por ele e pela imprensa. Atentem para a parte sobre Muricy. O técnico é bom, trabalhador, mas o clube contratou errado, conselheiros interferem... Mas, não era justamente isso que diferenciava o SPFW?

Então, vamos sem maiores delongas, fazer uma análise mais detalhada, tentando parágrafo por parágrafo ver aonde chegou o infante, em negrito meus comentários:

Mano Meneses

O trabalho do treinador corinthiano é sem duvida muito difícil.

Existiria algum trabalho de treinador que seja fácil? Fácil mesmo é sentar na frente de um computador, destilar veneno por todos os dedos, falar besteira, disparar senso comum, obviedades e achar que isso é jornalismo.


Ele vem realizando com muita competência.

Ele quem cara pálida? Se você se refere a Mano Meneses, o treinador do parágrafo anterior, deveria ter construído este parágrafo na continuidade daquele, assim eles teriam nexo. Como não o fez deveria se referir ao treinador novamente e citá-lo.


Acertou o setor defensivo do time, hoje um dos melhores do país, e faz o que pode com as contratações de nível médio realizadas pelo clube.

Olha as generalizações baseadas em números. PVC os solta, feito metralhadora, e os outros vão o seguindo, como se o que ele somou fosse verdade absoluta. Como pode o setor defensivo do Corinthians ser um dos melhores do Brasil se não há como compará-lo tecnicamente com os outros times do Brasil? Ouvi tamanha besteira ano passado quando se repetia ‘aos cântaros’ que a defesa do São Paulo era uma das melhores do mundo, somente baseado em números, não em confrontos ou em campeonatos com nível técnico igual.


Mano sabia que o sistema a ser implantado era baseado primeiro em evitar gols para depois tentar fazê-los.

Mais um senso comum. Em time em formação o sistema defensivo tem que ser montado primeiro que os outros setores. Se isso fosse verdade bastava pôr lá atrás os 11 jogadores e tudo estaria resolvido. Depois essa gente vem falar em futebol espetáculo, futebol bonito.


Por isso a enormidade de volantes contratados.

Por isso o quê? Mais um erro de construção. Deve ser assim: Mano sabia que para evitar tomar gols deveria implantar um sistema que primeiro privilegiasse a defesa, por isso a enormidade de volantes contratados. Ainda fica ruim, mas melhora a construção e o entendimento. O problema é a pobreza do vocabulário utilizado.


A pegada que exige da equipe faz com que eles invariavelmente fiquem suspensos, por isso a necessidade de reforçar o elenco nessa posição.

Outro problema. Eles quem? Deve estar se referindo aos volantes. Quanto ao conteúdo aquilo que era um elogio ao Mano Meneses virou uma crítica, pois ele é um técnico que privilegia ‘brucutus’, usando um termo da moda entre os defensores do futebol vistoso, um técnico que no limite deve mandar baixar o sarrafo, pois mandou contratar uma ‘enormidade’ de volantes, pois estes estariam sempre suspensos por cumprirem seu papel de ‘botinudos’.


Tem apenas que tomar cuidado com o garoto Lulinha.
Há a necessidade evidente de preservá-lo.

Preserva-lo do quê? De quem? Por quê? Para quê?


Mano Meneses vem fazendo omelete com ovos ruins, e no geral vem se virando bem.

Meu Deus! Frases feitas sempre servem para encerrar aquilo que não deveria nem ter começado. Senso comum do mais rasteiro.



Vanderlei Luxemburgo

O pior custo benefício do Brasil.

Aqui o início do ataque. O moço deve se morder por não ter alguém disposto a pagar-lhe a vultosa quantia que recebe VL. Sempre bate (ele os seus) nesta tecla, a dos vencimentos do treinador Palmeirense, isso deve incomodá-lo deveras.

Luxemburgo é atualmente um empresário que tem por hobbie ser treinador de futebol.

Não vejo problema algum em alguém exercer duas – ou mais - atividades ao mesmo tempo. O que não enxergam os beócios é que uma atividade está intrinsecamente ligada à outra. Me explico: O IWL e a atividade de empresário são dependentes do sucesso de VL como treinador, afinal, você iria – caso fosse presidente de um clube – deixar seu time ser administrado por uma pessoa que não tivesse sucesso na sua profissão e nas atividades correlatas a ela?

O Palmeiras não tem padrão tático definido e vive de individualidades.

Não vou comentar a segunda parte, pois sou Palmeirense e sempre fui acostumado que em meu time jogassem craques, então individualidades são bem-vindas, chega de ‘bom e barato’. Mas, dizer que o Palmeiras não tem padrão tático é de uma imbecilidade atroz. O time joga com padrão tático definido sim. São dois alas/lateriais que tem a função de chegar ao fundo, dois volantes para dar proteção a essas decidas, sendo que eles – alternadamente – chegam ao ataque. Existe um meia de ligação que joga mais próximo ao gol para finalizar e tentar jogadas individuais (Valdívia) e outro que chega, e tem também a função de finalizar, mas que é um jogador que busca mais o jogo coletivo. Por não termos um homem de área (isso mesmo, o Alex Mineiro, apesar de ser centroavante cai pelas laterais) as jogadas de aproximação são freqüentes, entre laterais, meias e centroavante. Hoje, provavelmente, jogará Kleber para fixar mais o A. Mineiro na área e recuar um dos dois meias para a função de armação mais no meio campo, menos avançado. Deve sair o Wendel, que é um volante que deixava para o Pierre, a vezes, a função de terceiro zagueiro. A zaga, aquela que deve ser treinada para primeiro não tomar gols, já chegou a contar com um zagueiro a mais, justamente para dar a tranqüilidade que o time precisava no começo do campeonato. Pode-se dizer que o Palmeiras não vem jogando bem, que o padrão tático não é bom, mas dizer que ele não existe, é miopia. Coisa de quem não entende nada de futebol.

O ponto positivo do trabalho de Luxa é o evidente crescimento de Valdívia.

Só isso já valeria o salário pago a ele, mas não vou entrar por esse caminho não. O que me chama a atenção é o como na imprensa uma idéia jogada, aqui e acolá, por alguém que é respeitado no meio vira verdade absoluta. Bastou o Valdívia fazer um gol, o PVC mostrar sei lá o que em sua prancheta, o Armando Nogueira escrever um texto (estilo bilhete) todo rebuscado, barroco, rococó, para o Valdívia passar de demônio a santo, de cai-cai a craque, de quem não sabia finalizar para um matador, e seu técnico tem todos os méritos por isso. Não caio nessa. Valdívia – para mim – continua sendo o que sempre foi: um excelente jogador de futebol, que sabe driblar, abrir uma defesa com sua habilidade e deixar algum companheiro na cara do gol, além de quando em vez fazer um gol. O resto é senso comum e vontade de repetir idéias pré-estabelecidas.

O próprio atleta atribui ao treinador sua evolução.

Repórter para o Valdívia: Você melhorou muito seu poder de finalização do ano passado para esse, isso se deve ao trabalho do Vanderlei Luxemburgo?

Resposta do Valdívia: Sim.

Queria o autor do texto o quê? Que ele dissesse não? Imaginem o Valdívia dizendo: Não, eu é que sou craque mesmo, aprendo tudo sozinho; ou, não, foi o professor Caio Junior, aquele gênio do futebol, que em uma conversa de pé-de-ouvido, no dia de sua despedida, me ensinou – como que em um passe de mágica – finalizar desse jeito.

Tenha paciência!


A função de Luxa é fazer a equipe jogar bem, de forma coletiva.

Elementar, meu caro Watson. O grande problema é que a função do treinador é fazer a equipe jogar. Se de forma coletiva, privilegiando as individualidades ou ambas, isso são variáveis a serem escolhidas de acordo com os elementos humanos disponíveis para isso. Entretanto, para o treinador basta fazer a equipe jogar, ganhar um ou dois títulos e, neste caso, VL receberá elogios e ganhará prêmios por ser “o gênio que fez a máquina alviverde triturar” seus adversários. Não, eu não direi isso, quem dirá é a imprensa, dirão os jornalistas.

É exatamente o que ele não vem conseguindo fazer.

Isso tem a ver com o parágrafo sobre padrão tático. Não vou me estender com isso. Apenas divagação e texto para complementar o parágrafo anterior.

Acredito que Caio Junior, se tivesse esse elenco nas mãos, poderia se sair melhor.

Aqui um exercício de futurologia. Lá no interior, em casos como esse, usa-se um dito popular (para desespero do Falavigna): “Se a vaca soubesse cuspir ela não babava”. Mas, posso afirmar de minha parte que com o Caio Junior esse time não se acertaria nunca, o Leandro estaria realizando as partidas medíocres que realizou no ano passado, sairia para a entrada do Valmir e este, sairia para a entrada do Leandro. Algum Edmundo da vida estaria mandando no time, o Dininho ainda seria titular, o Valdívia não saberia finalizar (aqui uma pequena sacanagem, mas não tenho como não usar o argumento dele próprio), o Edmilson estaria no elenco, o Luis Maluco também.

Afinal, é apenas treinador, estaria mais focado no time.

Eis mais um termo repetido a exaustão pela imprensa esportiva: focado. Algum treinador, há época que não era desafeto de ninguém, disse isso por uma, duas ou três vezes, vira mantra e é repetido como se fosse a verdade das verdades. O problema do Caio Junior, ao contrário do Luxemburgo que têm várias funções (segundo alguns), é que ele não tem função alguma. Ele não é empresário, não é Manager, não é dono de instituto, mas também não é técnico de futebol.


Vem ai, Muricy e Leão, by Paulo, o ínfimo. Aguardem.

2 comentários:

  1. Esse Paulo é doente!

    Isso é fácil de notar.. é só ler os textos dele, coisa que só faço através de sites ligados ao Palmeiras, ou ler as respostas que o mesmo dá àqueles que tentam comentar...

    Chega a ser nauseante!

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  2. Sensacional o texto!!

    Parabéns!!

    Realmente essa literatura cuspida alá Lance! do Paulinho é medíocre. Seus argumentos são consistentes como uma torre de areia.

    Sinceramente, eu já não gostava do SR. Paulinho. Depois dessa então...

    Agora, uma sugestão: Mande esse texto para o email do Paulinho (que disse orgulhoso que é o único no Brasil que responde a todos os comentários) e pergunta o que ele tem a dizer.

    Toda a vez que eu falar mal ou criticar alguém agora farei isso.

    Abraços!

    Tenho meu blog também: www.blogdoro.net

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Caro Palmeirense, aqui você pode fazer seu comentário. Como bom Palmeirense CORNETE!!!