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"Em 40 anos de jornalismo, nunca vi liberdade de imprensa. Ela só é possível para os donos do jornal". (Cláudio Abramo, que dirigiu Folha e Estadão)

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18 de jan de 2008

Liberdade de imprensa

Sou daqueles que defendem o direito de todo, repito TODO, jornalista, cronista, blogueiro, etc. dizer e defender seu ponto de vista da maneira que mais lhe convier. Ou seja, sou um defensor da liberdade de opinião, da liberdade de imprensa, irrestrita.

Entretanto, é aqui que mora o perigo, pois a liberdade que defendo somente é possível graças ao estado democrático de direito. Isso quer dizer que vivemos em uma sociedade calcada em leis, onde as instituições, inclusive - e principalmente - a justiça está aí para reparar eventuais abusos cometidos. Graças a isso uma pessoa pode entrar na justiça contra outra caso se sinta violada em sua honra, sua moral. Isso algumas pessoas não entenderam.

Digo isso porque não entendo algumas pessoas que têm espaços na mídia (jornais, blogues, programas de televisão). Para esses somente a primeira parte da democracia vale. Ou seja, viva a liberdade de imprensa e a liberdade de opinião, abaixo o estado democrático de direito e a justiça.

Estes de quem estou falando acham que podem dizer o que querem, que somos obrigados a ouvir e nos calar, ou - no máximo - ir até o local onde eles têm sempre a última palavra e 'debater' o tema da ofensa moral, da ofensa à honra.

Dias atrás vi o Kfuro se lamentando porque é processado pelo Fernando Capes. Apóio o Kfuro quando o ex-promotor antecipa uma ação o proibindo de falar a seu respeito, mas apóio o promotor em seu direito de processar o 'jornalista' sempre que se sentir ofendido.

O mesmo está ocorrendo agora. O Tal do Paulinho, em seu Blog (aquele do slogan jornalismo com credibilidade), me sai com um post de apoio ao Milton Leite, pois diz que o jornalista "...emitiu uma opinião e tem o direito de fazê-lo..." (concordo em gênero, número e grau), mas acrescento: O Luxemburgo tem todo direito de processá-lo, pois a justiça lhe faculta isso e em última análise é quem decide onde acaba a opinião e onde começa a calúnia, injúria ou difamação.

Estranho isso, essa gente acha que pode fazer (dizer, escrever...) aquilo que lhe dá na veneta e não responder a ninguém, nem à justiça.

Esquizofrênico, não é?

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Em tempo: Leiam os comentários no post referido (blog do Paulinho). O cara o tempo todo insinua que o Milton Leite sabe alguma coisa sobre o Luxemburgo. Pouco antes o mesmo diz que não conhece o Milton Leite. Mente onde? Quando diz não conhecer o jornalista ou quando insinua que sabe o que o jornalista sabe?

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