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17 de mar. de 2009

Octa brasileiro

Eu já - desde sempre - considerava que o Palmeiras havia conquistado 8 títulos brasileiros, afinal o futebol no Brasil não nasceu com a CBF, é muito anterior a ela.

Por isso, publico aqui matéria do Notícias Ponto Verde, sobre a entrega do dossiê à CBF.

16/03/09 18:45:00
DOSSIÊ GARANTE: VERDÃO É OCTA BRASILEIRO!

Documento será apresentado em 24/03 e, em seguida, encaminhado à CBF. Se econhecido, tornará Palmeiras líder das conquistas nacionais.

Antes tarde do que nunca!


Na terça-feira da próxima semana, 24 de março, o futebol brasileiro viverá um momento de resgate histórico e de justiça, ainda que tardia: juntos, seis dos mais importantes clubes brasileiros apresentarão à Imprensa um dossiê que comprova que todos eles foram campeões brasileiros antes de 1971.

Palmeiras, Santos/SP, Cruzeiro/MG, Botafogo/RJ, Fluminense/RJ e Bahia/BA assinaram o projeto que tem por objetivo reivindicar à CBF o reconhecimento como título nacional as conquistas da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedroza, mais conhecido como Robertão, competições hoje extintas mas que foram precursoras do atual Campeonato Brasileiro.

Elaborado e redigido pelo jornalista e historiador Odir Cunha, profissional ligado ao time da Vila Belmiro, o dossiê – que será apresentado à mídia no Salão Nobre do nosso clube -, tem como principal argumento um fato irrefutável: os campeões destas duas competições foram os representantes nº. 1 do Brasil na Copa Libertadores da América da temporada seguinte, status idêntico ao que hoje é concedido ao campeão nacional. De acordo com informações, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, se diz simpático à idéia da oficialização.

Ocorre,porém, que nos anos de 1967 e 1968 ambas as competições foram disputadas. Assim, caso o objetivo dos clubes seja atingido, tantos os vencedores do Robertão quanto os da Taça Brasil serão considerados campeões nacionais. Se tal reivindicação for mesmo aceita pela entidade máxima do futebol brasileiro, a lista de ganhadores ficará asism:

1959 – Bahia/BA

1960 – Palmeiras/SP


1961 – Santos/SP

1962 – Santos/SP

1963 – Santos/SP

1964 – Santos/SP

1965 – Santos/SP

1966 – Cruzeiro/MG

1967 – Palmeiras/SP e Palmeiras/SP


1968 – Botafogo/RJ e Santos/SP

1969 – Palmeiras/SP


1970 – Fluminense/RJ


Também estará alterada a liderança de conquistas nacionais, que ficará assim:

8 títulos – Palmeiras/SP e Santos/SP

6 títulos – São Paulo/SP

4 títulos – Vasco/RJ, Flamengo/RJ e Corinthians/SP

3 títulos – Internacional/RS e Botafogo/RJ

2 títulos – Grêmio/RS, Fluminense/RJ, Bahia/BA e Cruzeiro/MG

1 título – Atlético/MG, Guarani/SP, Coritiba/PR, Sport do Recife/PE e Atlético/PR

Ademir Da Guia

Para muitos hoje o Divino amanheceu menos santificado. Ao vestir a camisa do maior inimigo da torcida do Palmeiras ele maculou sua história. Inclusive há no blogue do Raphaello a proposta de se derrubar a estátua que foi erguida no clube em homenagem a um de seus maiores ídolos [leia aqui].

Tenho certeza que se perguntarmos à maioria dos jogadores que envergam – ou envergaram – o manto sagrado qual o nosso maior inimigo a maioria não saberá responder, outros sairão pela tangente e outros dirão que se trata de outra equipe. Com raras exceções – Oberdan Catani é uma delas – os jogadores de futebol não tem a dimensão – por falta de conhecimento histórico, por incapacidade intelectual etc. - que tem a torcida sobre seus rivais, sobre a história de sua equipe, sobre seus inimigos. Isso para mim é um mal de que padecem a maioria dos jogadores, com o Divino não é diferente.

O Divino, o maior jogador de futebol que eu vi jogar - pouco, pois ele estava em final de carreira quando eu ainda era garoto – sempre foi uma figura ingênua, calada, tímida, talvez por isso (não se posicionar) não tenha conquistado espaço na seleção nacional, mesmo sendo quase unanimidade entre torcedores e críticos.

O Político Ademir Da Guia, se elegeu pelo PC do B e trocou de partido inúmeras vezes, tenho informações (fontes) que sua carreira política sempre foi 'tocada' por políticos profissionais, muito por conta das características que já citei: ingenuidade, timidez, falta de posicionamento.

Ou seja, Ademir Da Guia, igual ao Divino, sempre foi uma figura muito útil, mas – ao mesmo tempo – se deixando levar por aqueles mais espertos que ele.

Nesse caso, não tenho dúvidas que ele mais uma vez se deixou levar por figuras mais espertas que ele, não sabia (agora vai saber) o que a atitude dele poderia significar, não teve a dimensão do que sua atitude poderia causar para a sua imagem, mas principalmente, para sua imagem junto à torcida que o idolatra.

Para mim, o Divino continuará a ser o maior jogador de futebol que vi atuando com a camisa do Palmeiras, um dos maiores – talvez o maior – ídolo da história do Palmeiras, e não é uma 'pelada' jogada com vereadores e com o criador de factóides MAC que me fará considerá-lo maior ou menor para a história do Palmeiras; história, aliás, que o time que ele vestiu a camisa não tem, ídolos que a torcida da equipe que ele vestiu a camisa não sabe cultuar, e talvez por isso busquem desconstruir a imagem dos ídolos alheios.

Para mim, deveríamos dar ao fato a dimensão real que ele tem, qual seja, nenhuma.

Compreendo a revolta daqueles que se sentiram ofendidos, como compreendo aqueles – que como eu – não dão importância alguma ao fato.

Quanto ao Ademir Da Guia político jamais vote nele, por conhecer sua maneira de se comportar perante a vida – típicas dele, as quais respeito também – não o considero apto a me representar no parlamento. Quanto ao Divino, o jogador de futebol, continuarei esperando que outros defendam as cores do Palmeiras em campo com tanta maestria.

Que saiba agora que o político Ademir Da Guia pode, muitas vezes, manchar a biografia do mito Divino.

Para encerrar, sem a permissão do autor, copio aqui um trecho de um depoimento escrito no Orkut (comunidade do Palmeiras) pelo Manuel:

Amigos e Amigas

“...hoje vejo uma foto de Marco Aurelio Cunha e Ademir da Guia, ambos com a camisa do Sao Paulo, em um evento. O que dizer ? Simples: mais uma vez vemos o quao oportunistas sao os sao-paulinos, maldosos e sabedores do mal que fazem ao fomentar a rivalidade. Sim, foi de caso pensado. Articuladores de facil manipulacao, projetaram um jogo entre vereadores para fazer notar que tudo podem, ate vestir o Divino como bem querem. Usam e abusam da boa vontade, e indicam que a posicao do vereador Marco Aurelio Cunha na prefeitura nao foi por acaso.

Mas, para infelicidade do Sao Paulo, o tiro mais uma vez saiu pela culatra. Pergunto: e dai ?

Ademir vestiu na sua carreira apenas uma camisa aqui em Sao Paulo: e foi a do Palmeiras. Ademir da Guia sera sempre lembrado como O DIVINO, para despeito da divindade do Sao Paulo. Ademir mostra que sua boa vontade é fruto do verdadeiro, e nao do falso.

Ademir hoje pode vestir sim, qualquer camisa. Mas nada apaga o que ele fez na historia do Palmeiras. Se assim fosse, o que seria de Rivelino usar a camisa do Palmeiras na despedida do Divino ?

Sempre digo que respeito é o minimo que esperamos. E hoje tenho certeza que muitos sao-paulinos ficaram com uma inveja terrivel de ver o Divino com a camisa deles atraves de um ato de ma indole, enquanto sabe que Divino é o senhor no Palmeiras.

Quiseram comprar um Rei, esqueceram que Ademir é Divino

Quiseram surrupiar nosso Divino, e esquecem que ele é Palmeirense.

A todos, quero acabar com algo que me deixou muito feliz. Sim, fora conhecer pessoas como Custodio, Bruno e Kleine, vi mais. Vi Joelmir Beting e entendi porque tanto respeito por ele. Vi Leivinha pela segunda vez na vida, na outra foi num voo para Sao Jose do Rio Preto. Vi Dudu, e imaginei o desrespeito de quem nao o conhece.

E vi Ademir. Nao, nao este da foto. Vi o Ademir em pe, do lado de fora, dando autografos, tirando fotos.

Nao consegui comprar o livro. Algo que farei no futuro. Mas ganhei a noite.

Antes mesmo de ver tal foto, compreendi que nada nesta vida pode apagar ou manchar a Historia Divina do Ademir Da Guia, o Divino.

Nao sei se terei outra oportunidade nesta vida. Mas entendam:

Nao pedi autografo. Olhei nos olhos do Divino, e apertei sua mao. E disse apenas "OBRIGADO".

Manuel Martinez Gomes”

16 de mar. de 2009

17 de Março

Amanhã o Palmeiras joga contra o Noroeste, em jogo que foi adiado da quinta rodada, pois à época o Palmeiras estava envolvido com a fase eliminatória da Libertadores. Mas, vocês sabem o que se comemora no dia 17 de Março?

Dia de St. Patrick, santo padroeiro da Irlanda católica. Há tempos que as conotações religiosas ficaram para trás e a data passou a ser uma celebração da amizade, da bebida e, é claro, da cultura irlandesa.

Não tenho nada com isso, mas um povo que celebra a amizade com muita bebida, cerveja da boa dentre elas, só pode ter minha admiração.

Então depois do jogo - se alguém puder - passe em um Pub e experimente (lá vai um jabá gratuito) uma Guinness. Experiência única, vale muito à pena.

Além de tudo os caras - e as caras - invariavelmente se vestem de verde. Então, mesmo não tendo nada a ver com a Itália e com o Palmeiras não dá para não homenagear.

II Jogo das Barricas - Republicando

Os rivales já estão se preparando. É o que se pode inferir do post do amigo Claudio no Chuta que é Macumba!.

Então, para que os daqui também já se preparem e comecem a se mobilizar, republico o post sobre o II Jogo das Barricas:

Vem aí o II Jogo das Barricas. Esse ano, realizado no bairro do Bixiga, terá o patrocínio - premiação - deste Blog. A equipe vencedora receberá um troféu.

A equipe vencedora do ano passado (rivales) também receberá um troféu por sua conquista.

Então, aguardem as instruções (data, local, horário, contribução financeira para churras e cerveja).

Somente pedimos a todos que - data divulgada - reservem a tarde para o jogo e a confraternização.

Os troféus (o do ano passado e o desse ano) serão muito parecidos com esse da foto abaixo, mudando apenas a coloração, ao invés do brega dourado serão ofertados (vencedor 2008 e vencedor 2009) troféus na cor prata, e terão as seguintes frases gravadas:

"Retração histórica - I Jogo das Barricas/2008 - Vencedor" - apoio: www.forza-palestra.blogspot.com

"Retração histórica - II Jogo das Barricas/2009 - Vencedor" - apoio: www.forza-palestra.blogspot.com


Aos treinos!

Próximos jogos

Paulistão:

17/03 - 20h30 - PALMEIRAS X Noroeste
21/03 - 19h30 - Guaratinguetá X PALMEIRAS
24/03 - 19h30 - PALMEIRAS X Bragantino
28/03 - 16h10 - Spfw X PALMEIRAS
31/03 - 20h30 - Oeste X PALMEIRAS
05/04 - 16H00 - PALMEIRAS X Botafogo

Libertadores:


08/04 - PUTINHAS DO NORDESTE X PALMEIRAS
15/04 - PALMEIRAS X PUTINHAS DO NORDESTE
21/04 - PALMEIRAS X LDU
29/04 - Colo Colo X PALMEIRAS

15 de mar. de 2009

Putinhas do Nordeste I

As meninas lá do Recife, simpatizantes de um time pequeno, insignificante no cenário nacional, tentam criar polêmica para se igualar - através de ardis - a um gigante do futebol mundial.

Pois bem, o Raphaello já havia escrito sobre isso, o que reproduzi aqui. Não contentes, começaram a insinuar que os do sudeste - sim, pois eles sempre opõe nordeste a sudeste - os discriminam por sua origem. Raphaello precisou de um novo post para mostrar que a diferença não é por origem, mas por comportamento, pois existem nordestinos que são diferentes dessa gente que simpatiza por esse time [leia aqui].

O Barneschi não deixou por menos e também botou os pingo nos 'is', botou AS PUTINHAS em seu devido lugar [leia aqui].

Eu, de minha parte, que não tenho medo algum que me acusem de preconceituoso, repito: TIME PEQUENO, INSIGNIFICANTE NO CENÁRIO NACIONAL E DE TORCEDORES MODINHA... Por isso tudo: PUTINHAS DO NORDESTE!

14 de mar. de 2009

Putinhas do Nordeste

Hoje estive no Palestra, mais uma vez, para empurra meu time para mais uma vitória. Não deu outra: Diego "monstruoso" Souza 3 x 0 Barueri. Mas, isso é o de menos, pois vitória no Paulista é obrigação, na semi e na final é o que vale. O importante é que estive junto com o Raphaello, do Cruz de Savóia.

Ele me disse (Raphael, Cruz de Savóia) que o pessoal lá de "Norte América"; os coitadinhos, os prejudicados, os discriminados, os filhotes da seca, entraram no blogue dele e até o ameaçaram de morte, tudo por conta de uma verdade, tudo por conta de ele ter os batizado de PUTINHAS DO NORDESTE. Então, aqui está o post do Cruz, sem tirar nem pôr, re-batizando-os de PUTINHAS DO NORDESTE, repito, PUTINHAS DO NORDESTE... Que meda!!!


PUTINHAS DO NORDESTE


Sim, é o mesmo título polêmico já utilizado aqui - e para definir a mesma escória, ou o mesmo time pequeno, se preferirem. Se alguém não gostou por achar que estou sendo preconceituoso, sinto muito: em primeiro lugar, a eterna macaquinha-de-auditório de Madame se baseia no Recife, PE, cidade nordestina.

E mais: alguém que mostra a bunda e assente para aquele que tem dinheiro, só porque tem dinheiro (assim como time-lixo age em relação ao SPFW e sua ideologia) e sai espalhando leviandades de esquina em esquina, não pode ter melhor definição que essa: puta.

Digo, repito e insisto: O Spor Recife é time de puta.

E seus simpatizantes são as putinhas do Nordeste.


do blogue do Cosme Rímoli:

Sport Recife e Palmeiras já estão em pé de guerra.

E o primeiro golpe foi pernambucano.

Pelo menos na sede da Conmebol.

Chegou na entidade sul-americana o ofício enviado pela equipe nordestina exigindo um árbitro estrangeiro para a partida do dia 8 de março.

Como prometia a diretoria do Sport, a alegação foi forte, uma acusação.

A de que o técnico Vanderlei Luxemburgo contrata importantes juízes brasileiros para palestras bem pagas no seu instituto de futebol.

De acordo com os pernambucanos, o técnico banca de R$ 4 mil a R$ 5 mil por palestras no IWL.

E que isso colocaria sob suspeita toda a arbitragem nacional.

O Palmeiras se defende alegando que as palestras foram dadas apenas por alguns árbitros e que não se pode punir todos.

No clube paulista se acredita que a diretoria do Sport quer um juiz não brasileiro por, teoricamente, permitir uma partida mais pegada, com mais faltas duras.

Essa seria uma vantagem para o time de Nelsinho Baptista, mais experiente e menos técnico que o Palmeiras.

A situação que já estava tensa, ficou pior com a vitória de ontem do Colo Colo diante da LDU.

As chances palmeirenses de classificação diminuíram.

Vencer em Pernambuco virou mais do que obrigação.

Os dirigentes nordestinos estão esperançosos.

Lembram que os dirigentes gremistas brigaram pela mesma coisa em 2007 contra o Santos, na época, dirigido pelo mesmo Luxemburgo.

E que eles conseguiram escalar o paraguaio Carlos Torres.

O time gaúcho passou pelos santistas e chegou à final da Libertadores.

Mesmo que seja designado um juiz brasileiro, o Sport Recife já é considerado vencedor nos bastidores.

A pressão sobre ele seria enorme para provar que o alto cache das palestras no IWL não o interessam.

A desconfiança já está no ar.

(Em tempo. O assessor de imprensa e do treinador Vanderlei Luxemburgo, Luís Lombardi se manifestou. Ao ler o post, ele telefonou e fez o seu depoimento.

“No instituto, os convidados não recebem dinheiro algum. O instituto não serve para fazer lobby. Só levamos ex-árbitros, não árbitros. O que está sendo divulgado em Pernambuco não é verdade. Faz parte dos bastidores da Libertadores.”)


Tô morrendo de medo...

13 de mar. de 2009

Por vontade de postar I

Essa é Milly Lacombe

Ela era comentarista do canal SportV, canal de TV paga da Vênus Platinada. Ousou fugir à regra e mostrar a verdade. Criticou o goleiro de hóquei (RC). Desapareceu.

Assim funciona a 'imprensa' esportiva brasileira. Quando se mostra a verdade se perde o emprego...

Eu pergunto:

RC forjou ou não um documento mostrando interesse do Arsenal por seu futebol? Milly tinha ou não razão naquilo que disse?

Uhhhhh! Essa imprensa esportiva!

Veja isso
.


Diretoria do São Paulo suspende Rogério Ceni por 28 dias.


Para intermediário, Rogério Ceni foi apenas sondado"
.

Por vontade de postar

Eis a musa do brasileirão 2008. Ela é torcedora do Palmeiras.



Alguns não gostam. Cada um cada um!!!

Por falta do que postar IV

TÁ BOMBANDO!

Por falta do que postar III

Essa é para o furão:

- Quando é que o Valdívia vai estrear no SPFW?

Por falta do que postar II

Com a devida permissão do Raphaello e do Carlinhos:

LEIAM AQUI, direto do Cruz de Savóia a tentativa do motoqueiro - dublê de jornalista - gaguejar, mas não conseguir responder às indagações do Carlinhos.

Pudera, o cara se utilizou da velha e manjada jogada de ter dois CPF´s para se dar bem.

Afffff! Depois o cara quer ser o baluarte da moralidade; critica Deus e o mundo - do Lula ao diretor de piscinas do Corinthians (lá tem piscina ou um tanquão?). Pois bem, a pergunta que não quer calar:

- Paulo, você cancelou o cpf indevido imediatamente após o recebimento, não foi? Não usou-o em nenhuma circunstância? Doutor Osmar equivocou-se, não é mesmo? Você não seria ardiloso a tal ponto! Não se aproveitaria dessa vantagem ilícita, certamente não!

Responde Inho!!!

Por falta do que postar I...

Ano da graça de 2009:

NOTA S.E.Palmeiras 2

Resposta ao jornalista Vanderlei Nogueira

Vanderlei Nogueira, jornalista da rádio Jovem Pan, leu e não entendeu o que leu (confira aqui nota oficial do Palmeiras sobre o factóide da emissora). Seu argumento é que o repórter Fred Jr. ouviu quatro fontes (não há como saber) antes de colocar a notícia no ar.

Ora, ou o jornalista é ingênuo ou age de má-fé. O que ficou bem claro na nota é que A JOVEM PAN NÃO OUVIU O PRESIDENTE LUIZ GONZAGA BELLUZZO antes de publicar o factóide sobre a contratação de Paulo Serdan, presidente de honra da Mancha Alviverde, para as categorias de base do clube. Se tivesse feito teria, além de obedecer as boas normas do jornalismo, evitado um novo atrito com a Sociedade Esportiva Palmeiras. Ou será que é isso mesmo que os profissionais da Jovem Pan querem, insistentemente? Para piorar, tenta passar ao ouvinte que o presidente Belluzzo pode ter voltado atrás na nomeação após o fato ter sido divulgado na rádio. Quer dizer, ele insiste no factóide.

A Jovem Pan pode consultar 500 fontes. Se não ouvir aquele ou aquela que nomeiam na matéria, de nada adianta ouvir os tais personagens. Entre essas fontes estariam, segundo o jornalista informou no jornal de Esportes da emissora, na tarde desta quinta-feira (12), dois diretores da atual gestão (citando diretores da atual gestão, o jornalista tenta jogar o presidente contra todos de sua diretoria... É de uma ingenuidade ímpar. Evidente que desconfiamos da informação, até por que sabemos bem -todos no clube sabem- quais são as fontes da rádio Jovem Pan, e nenhum diretor da atual gestão faz parte delas).

O jornalista ainda recorda o tal contrato da Fiat, quando a emissora divulgou em primeira mão números diferentes daqueles que saíram na mídia (e o fato é citado como exemplo de bom jornalismo...).

Cabe esclarecer ao leitor palmeirense -- já que a rádio Jovem Pan só deu a notícia pela metade -- que o contrato era modular. Isso quer dizer o seguinte: se todas as ações previstas fossem cumpridas, o valor passaria do dobro. Todo contrato prevê prêmios por conquistas, e o da Fiat não fugia à regra, além de outras parcerias que poderiam ser fechadas com o clube.

Mas o que causa estranheza é o fato de o jornalista lembrar com pompa do contrato da Fiat, mas ter "esquecido" de citar os dois editoriais feitos em fevereiro de 2008, quando a rádio Jovem Pan acusou o então diretor de planejamento do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, de escrever em um blog que queria a emissora fora do clube. Na verdade, o post, em um blog de torcida, foi colocado por um leitor que tem o mesmo nome do presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga. Ou seja, ocorreu um dos maiores exemplos de “barriga” do jornalismo brasileiro em todos os tempos, fato este que, vergonhosamente, a rádio teima em não corrigir.

Ansiosa por dar notícias ruins do Palmeiras, imediatamente colocou os editoriais no ar. E claro, não checou de novo o que leu. Acreditou no que seu repórter informou à redação da rádio. Tivesse feito o básico do bom manual de jornalismo, CHECAR SEMPRE ANTES DE DIVULGAR UM FATO, não teria passado por mais essa vergonha.

O ouvinte já sabe que o Palmeiras é o clube eleito pela emissora para fazer fofocas e intrigas. Nenhum outro clube (enfatizamos: nenhum) tem tantas notícias negativas e maldosas publicadas com tamanha frequência. O ouvinte palmeirense também já se deu conta que o noticiário de outros clubes tem uma cobertura bem diferenciada. Isso é fato (como repete o bordão da emissora), não factóide.

Sociedade Esportiva Palmeiras

Por falta do que postar...

Ano da graça de 1972:

II Jogo das Barricas

Vem aí o II Jogo das Barricas. Esse ano, realizado no bairro do Bixiga, terá o patrocínio - premiação - deste Blog. A equipe vencedora receberá um troféu.

A equipe vencedora do ano passado (rivales) também receberá um troféu por sua conquista.

Então, aguardem as instruções (data, local, horário, contribução financeira para churras e cerveja).

Somente pedimos a todos que - data divulgada - reservem a tarde para o jogo e a confraternização.

Os troféus (o do ano passado e o desse ano) serão muito parecidos com esse da foto abaixo, mudando apenas a coloração, ao invés do brega dourado serão ofertados (vencedor 2008 e vencedor 2009) troféus na cor prata, e terão as seguintes frases gravadas:

"Retração histórica - I Jogo das Barricas/2008 - Vencedor" - apoio: www.forza-palestra.blogspot.com

"Retração histórica - II Jogo das Barricas/2009 - Vencedor" - apoio: www.forza-palestra.blogspot.com


Aos treinos!

12 de mar. de 2009

Corneta

Time reserva em Itu. Reserva? Mas, não são - mesmo os reservas - jogadores que vieram para compôr o atual elenco? Não são, em sua imensa maioria, pedidos do atual treinador?

A defesa, que insiste em se posicionar mal e tomar gols - e mais gols - de cabeça, ontem se superou, tomou outro gol dessa maneira, e do Alex Afonso. Além disso, o esquema com três zagueiros - por termos uma série de gente ruim no setor - ainda se safou graças às traves do estádio em Itu. Três meses e nada de posicionamento, nada de cortar os cruzamentos pelo alto, e dá-lhe tomar gol de cabeça (vou repetir isso a exaustão, quem sabe assim o professor não leve os beques a treinar essa jogada também à exaustão).

O meio, com dois volantes - para dar cobertura a uma zaga com TRÊS ZAGUEIROS - tem o esforçado Sando Silva e o PÉSSIMO Jumar. E pensar que cheguei a acreditar que o cara fosse - no mínimo - razoável, devido a algumas boas atuações.

Nossos homens de armação - Cleiton Xavier, Cleiton Xavier e, Cleiton Xavier - ficam no banco, pois segundo o professor estão cansados. Marquinhos, o primeiro de nossos reforços, que se tornou o último, pois se apresentou baleado, não acerta sequer um passe. Precisa, quem sabe, de mais uns dois anos para se adaptar.

Nosso ataque, ponto alto no início do campeonato, não pode mais jogar junto, pois o professor não coloca mais Keirrison e Marquinhos ao mesmo tempo, prefere sempre deixar um dos dois como opção, seja para preservar - garotos de 20 anos de idade - do cansaço, seja par sei lá o quê se passa na cabeça dele. Não vou nem comentar sobre a falta de Diego Souza ontem no jogo, já que vem sendo um dos principais jogadores do time. Basta lembrar que se o cansaço for a desculpa o Diego foi o pimeiro a sair no domingo - também de forma equivocada.

Enfim, nosso time parece que virou o fio (já?), nosso professor parece que é o retrato disso. Mas, por que será? Nunca confiei nas notas de um tal motoboy travestido de jornalista, elas sempre tem como fundo atacar a honra das pessoas, mas se for verdade o que por lá está escrito hoje darei toda a razão se uma torcida organizada resolver – digamos - retaliar.

No mais, meu prazo de paciência com o tal professor se esgota no dia 8 de abril, lá em Recife, contra o Ixpóórt, por enquanto eu ainda acredito na classificação na Libertadores e no título do Paulista. Por enquanto! Mas se a vitória contra o time de Recife não vier aí só Deus salva, mesmo porque ele está sem emprego.

Para não dizer que não falei de flores: Lenny e Armero se salvaram da mediocridade; da qual o atual treinador é o maior expoente.

______________
Ah! Mais algumas coisas:

Enquanto o substituto do Capixaba for o Wendell - que não é lateral nem aqui nem no Afeganistão - não corneto mais o cara. Diretoria, cadê o nosso lateral direito?

Mesmo assim - no sábado - mais uma vez estarei no Palestra, EMPURANDO o time.

Corneta, eu?! É que paciência tem limites.

9 de mar. de 2009

Perguntas necessárias

1. Quando é que vão parar de conetar o Diego Souza? Lembro-me bem de como foi com o Alex, e principalmente com o Rivaldo.

2. Onde está aquele futebol rápido, envolvente e objetivo do início do campeonato? Será que o 'professor' já não consegue se desvencilhar das armadilhas táticas dos técnicos adversários? O futebol de ontem, principalmente no primeiro tempo, me fez lembrar a lentidão do ano passado, mas a derrota de ontem - sim, derrota - me lembrou é do jogo do meio da semana contra o Colo-Colo.

3. Quando é que nossa defesa - e aqui vão alguns anos de lembranças e lambanças - vai parar de se posicionar mal e tomar gols e mais gols de cabeça?

4. Por quê Willians, um dos únicos que atuaram bem contra o time Chileno, ficou no banco de reservas? Não seria mais lógico matar o jogo logo no início, imprimir aquela correria que fez o time nos encher de esperanças há algumas rodadas atrás?

5. Por quê não vamos buscar o Pracidelli de volta? Está nítida a dificuldade que o Bruno tem em sair do gol. Debaixo das traves ele é um monstro, digno representante de nossa escola de goleiros fenomenais (Oberdan, Valdir, Leão, Velozzo, Marcos...), mas nas saídas de bola ele falha - e muito.

6. Por quê será que quando o time todo joga mal somente um jogador se destaca: Pierre? Mas, quando o time joga bem, ou mesmo quando o time joga razoavelmente bem, ele falha? Ontem, coincidentemente, a partida dele foi muito ruim, quase tomamos gols - ainda no primeiro tempo - por falhas individuais dele.

7. Quando é que teremos um lateral direito que imponha receio nas equipes adversárias? Capixaba, por mais esforçado que seja - mesmo não comprometendo - não acertou, desde o início do ano, um único cruzamento. Para um lateral, que tem como uma de suas funções chegar à linha de fundo e servir os companheiros, ele é muito fraco.

Essas são perguntas que gostaria de ver respondidas para aliviar a tensão pós-derrota - sim, derrota! Mas, me contento se alguém puder me responder só a última:

8. Quem foi o 'jogador de futebol' que com a bola dominada na lateral da área, com três companheiros para tocar a bola resolve dar um balão para a frente? Desse lance bisonho se originou o gol da Jubarte. A culpa pelo gol não foi da defesa, foi desse erro infantil, se é que em um jogo de futebol exista apenas um culpado, ou mesmo culpa por algo.

_________________
Calma Rapha! Minha velha avó, Calabresa das mais legítimas - com muitas qualidades, mas com todos os defeitos da raça - sempre diz: A vida é assim, uns gostam dos olhos e outros da remela.

Barneschi, esperando sua postagem com as suas impressões sobre o Derby.

4 de mar. de 2009

A pior torcida do mundo II

A propósito dos últimos dois post, e para quem gosta de refletir sobre modernização no futebol, consumidores de futebol, espetáculo, qualidade do espetáculo etc., e ainda não leu artigo que publiquei - sobre o tema - na revista Ponto e Vírgula, da PUC/SP, eis a íntegra do mesmo que publico abaixo:

Idéias e ações fora do lugar

Recentemente a Ordem dos Advogados do Brasil, subseção de São Paulo realizou um seminário intitulado “Futebol, direito ao lazer e tutela jurídica do meio ambiente cultural”. Estiveram palestrando pessoas ligadas ao 'jogo da bola', de advogados esportivos e até professores universitários que estudam o tema.

No último dia 23 de outubro o jornal “O Estado de São Paulo” publicou reportagem dando conta – com o seguinte título: “Crise gera pânico no futebol da Inglaterra” - de que o futebol entrou no olho do furacão da crise mundial.

Fora o fato de os temas terem ligações por tratarem do futebol e, mais precisamente, de fatores econômicos que envolvem esse esporte, os dois acontecimentos, separados por uma semana, se ligam de maneira contraditória, pois mostram que as idéias e as ações propostas pelos dirigentes e profissionais ligados ao futebol brasileiro estão em flagrante contradição com os últimos acontecimentos (crise econômica), e as saídas propostas para uma pretensa 'modernização' do 'negócio futebol' no Brasil podem aprofundar o afastamento dos torcedores dos estádios e o remédio, ao invés de curar, poderá matar o “doente”.

Durante a palestra da OAB, Marco Aurélio Klein, professor da FGV e Presidente da Comissão Paz no Esporte para o Combate à Violência nos Estádios da FPF, nos mostra que aqueles que resistem ou que criticam a forma que vem sendo discutida as mudanças em curso (modernização é o termo utilizado pelos que a defendem) no modo de gestão dos clubes brasileiros, seja no campo da organização do evento, na forma de se administrar os clubes, mas – principalmente - na forma dos clubes se relacionarem com os torcedores, 'pregam no deserto'.

Segundo o palestrante, não há mais lugar para um futebol que não seja aquele voltado para os consumidores; hoje, não deve se oferecer mais apenas um jogo, mas um espetáculo. Deve-se modernizar os estádios, oferecer conforto e atrativos outros que não seja apenas o jogo em si.

Além disso, os clubes devem incrementar suas receitas com ações de marketing que busquem atrair ainda mais estes 'consumidores' (novos, inclusive), facilitando o acesso aos bilhetes, incrementando os produtos relacionados à paixão dos torcedores/consumidores etc. Até aqui nada de novo, e dificilmente alguém se dirá contrário a tais ações. O grande problema está em como isso se dará, pois, segundo o palestrante, para isso deve-se cobrar preços compatíveis com o que é oferecido; os nossos não são – em absoluto – desse quilate, mesmo porque os estádios brasileiros, por exemplo, ainda são de padrão 'africano' (ainda segundo palavras do palestrante).

Entretanto, o problema se torna mais complexo com a continuidade do discurso, a partir do diagnóstico e das soluções propostas para essa, digamos, modernização do espetáculo, do 'jogo da bola'. Senão, vejamos: se por um lado há uma crescente pressão para que a organização do espetáculo, o local dos espetáculos e o espetáculo em si tenham uma qualidade que atraia consumidores, não apenas torcedores, não há como não se cobrar preços compatíveis a isso. Segundo o diretor da FPF há uma marcha inexorável rumo à mudança do perfil daqueles que 'consomem' o espetáculo futebol. Chama atenção os termos que ora passam a ser utilizados para se falar do mundo do futebol e seus aficionados: consumidores, espetáculo, por exemplo. Eles, invariavelmente, utilizados em substituição a futebol, torcedores...

Na mesma linha Juan Rafael Brito, do departamento de marketing da Sociedade Esportiva Palmeiras, que se disse “torcedor” do clube pelo qual atua profissionalmente (vejam a ironia do destino) disse que – apesar de acreditar que há espaço para abrigar os torcedores menos abastados no espetáculo que deve ser oferecido – também vê os preços por aqui praticados como baixos. Ou seja, com outras palavras, de uma maneira mais branda, mas propondo as mesmas medidas, disse ser necessário que os clubes se organizem para 'faturar' mais com os consumidores do espetáculo (aí está a ironia novamente).

Se vislumbra aqui uma contradição entre espetáculo, consumidores, torcedores, preços. O professor Marcos Alvito, em artigo para a Revista Piauí, “O esporte que vendeu a sua alma” (ALVITO, 2007), nos mostra como essa aritmética espetáculo/preços transformou o futebol europeu em uma soma de resultado zero, onde os torcedores perderam, mas – principalmente – onde o futebol deixou de ser paixão para ser simplesmente business.

O importante aqui é perceber que está em curso um processo que está tomando contornos de um consenso entre aqueles que atuam nos bastidores do mundo do futebol, consenso esse que diz que há a necessidade de se criar uma nova relação entre os clubes e seus aficionados, que não será mais a tradicional relação clube/torcedores, mas uma relação empresa/consumidores.

Essas são idéias que vem hegemonizando o futebol atual, fruto de uma cópia mecânica – e sem relativizações, necessárias em meu entendimento – daquilo que ocorreu e ocorre – com o futebol nos países europeus, como por exemplo a Inglaterra. Fruto ainda de uma visão – subjacente – de que o torcedor é o ruído, aquele que deixa o ambiente poluído, feio, impróprio para a freqüência e para o consumo dos 'diferenciados': os consumidores.

A relativização deve ser levada em conta por vários motivos. Um deles, é que por aqui os níveis de salário são muito menores que os de lá. Se lá, onde os níveis salariais são muito maiores, houve um processo de elitização e aqueles que sempre foram os freqüentadores das arquibancadas foram afastados dos estádios, e hoje são empurrados para as transmissões dos canais de TV´s pagas (que praticam preços muito inferiores aos praticados no Brasil), o que acontecerá por aqui?

Talvez sejamos impelidos (os torcedores) a outras formas de lazer; aquelas que ainda não são consideradas rentáveis, aquelas destinadas aos 'menos aptos a viver e conviver socialmente' e, nesse momento, aquelas que não requerem vultosas quantias para serem consumidas. A prática talvez ainda seja permitida, pois é dentre as classes menos abastadas que está a mão-de-obra – ou pés-de-obra, no caso do futebol – que impulsiona o lucro; é ainda da prática cotidiana que se abastece o 'mercado' mundial do futebol com os 'artistas' da bola.

Outro fator que deve ser levando em consideração é a diferença entre um torcedor de futebol e um consumidor de espetáculos. Queira-se ou não, há uma profunda diferença entre uma partida de futebol, com a participação ativa dos aficionados durante o jogo em si, com seus rituais, cânticos etc. e um espetáculo de teatro, por exemplo, onde o espectador, como o próprio significado da palavra mostra, apenas observa ou vê qualquer ato.

Tratar o torcedor apenas como um consumidor é um profundo equívoco. Ele é mais que isso, ele é parte do espetáculo. Aliás, o torcedor é aquele que lá está independente da qualidade do que lhe é oferecido, das condições do palco, das intempéries.

No caso do torcedor, o único fator impeditivo à sua presença é o financeiro. Já o consumidor, se há a necessidade de lhe oferecer determinadas condições para que ele consuma um determinado produto, deve-se concluir que não lhe sendo oferecido o produto com a qualidade desejada ele deixará de consumi-lo, ou seja, é um 'público' volúvel, que poderá trocar – e o fará – um jogo de futebol por uma peça de teatro, uma sessão de cinema ou um show de 'tecno brega'.

Pois bem, é neste ponto que chama atenção a matéria do jornal O Estado de São Paulo. Nela se dá conta que com a crise mundial os clubes de futebol da Europa – por serem aqueles que mais pagam salários, aqueles que mais recebem cotas de televisão, pois têm os maiores craques para um espetáculo de qualidade, por terem ações na bolsa de valores, por terem financiadores (mega milionários) que, ou perderam dinheiro com a crise ou viram suas fortunas se esvaírem da noite para o dia – terão que reduzir o ritmo de suas contratações, de seus investimentos, vender os artistas (coisa que já fazemos há pelo menos três décadas) para fazer caixa etc. Ou seja, a qualidade do espetáculo tende a cair abruptamente.

Assim cabe uma singela pergunta: e agora o que acontecerá? Será que os exigentes consumidores não buscarão outro espetáculo? Será que não buscarão salas climatizadas, com poltronas confortáveis e com artistas outros que não sejam somente 'celebridades da bola'? O parágrafo final da matéria do Estadão não deixa dúvidas de que a resposta é sim: “...Se o atual modelo de gestão não for modificado (...) a conta final pode acabar no colo – e nos bolsos – dos torcedores, que receberão apelos dos cartolas para salvar seus amados clubes.” [o grifo é meu]

Isso mesmo, os clubes recorrerão aos torcedores. Mas que torcedores? Elementar: aqueles mesmos que há pouco foram afastados dos estádios pelo processo de elitização (esse que está em curso por aqui também); processo este, que eufemisticamente é tratado, no jargão dos administradores esportivo, como profissionalismo, mercado, consumo, espetáculo etc.

Esperemos que os administradores daqui aprendam – ainda há tempo – com os equívocos e absolutizações dos de lá, pois como escreveu Schwarz – para outro contexto, é claro – “as idéias...” estão “...fora do lugar” (SCHWARZ, 2000); mas, mais que as idéias o que está fora do lugar e do contexto são as ações propostas, pois estas mais parecem baseadas no puro deslumbramento com o que é importado, em um discurso – que busca um consenso – que vem sendo construído a partir de empresas de comunicação multinacionais (a ESPN é um exemplo disso), do que no entendimento do que seja nossa realidade objetiva.

Enfim, tentar construir o 'novo' em nosso país – em qualquer área –, a partir de uma falsa dicotomia (entre o que é moderno e o que é arcaico), é não ter apreendido nada sobre nossa história; mas esse é um tema que merece um estudo muito mais aprofundado.

* * *

Em tempo: Em um pequeno texto (Crise nos EUA afasta o público do esporte), no Blog Jogo de Negócios, do site Terra Magazine, o publicitário Fábio Kadow, nos alerta que a crise também atingiu o mercado esportivo norte-americano, que reinventa promoções (em tempos de crise) para segurar a assistência de seus aficionados; além disso, em outro texto (Vendem-se anúncios no Super Bowl), no mesmo espaço, o autor nos mostra que os patrocinadores já estão revendo suas estratégias de patrocínio e diminuindo a expectativa de investimentos. A crise, definitivamente, atingiu o mundo dos negócios esportivos, veremos como agirão os 'modernizadores' brasileiros.

Bibliografia

ALVITO, Marcos. (2007) “O esporte que vendeu sua alma”. In: Revista Piauí, 15. dez.

CHADE, Jamil. “Crise gera pânico no futebol da Inglaterra”. http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/ 20081023/not_imp264854,0.php. (Consultado em 26/11/2008).

KADOW, Fábio. “Crise nos EUA afasta o público do esporte”. http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2008/12/01/crise-nos-eua-afasta-o-publico-do-esporte/ (consultado em 01/12/2008).

_____________ “Vendem-se anúncios no Super Bowl”. http://jogodenegocios.blog.terra.com.br/2008/12/02/17/ (consultado em 02/12/1008).

SCHWARZ, Roberto. "As idéias fora do lugar". In: Ao vencedor as batatas: forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. São Paulo: Duas Cidades. Ed. 34. 2000.


Espero que não deixemos o processo de elitização que campeia mentes e ações dos dirigentes do futebol brasileiro se concretize, pois - com certeza - as vítimas seremos nós mesmos - os torcedores de futebol.

A pior torcida do mundo I

Pensei que somente eu tinha ficado irado com o comportamento dos 'modinhas' que invadem o Palestra em dia de jogos 'chiques'.

Aliás, sabia que o Rapha do Cruz iria escrever sobre o tema, mas vários blogues de Palmeirenses repercurtiram o fato, uns de maneira mais moderada, outros de maneira mais radical, mas todos com uma certeza: essa gente somente atrapalha o Palmeiras.

Dê uma girada por aí e veja o que escreveram alguns blogueiros Palmeirenses:

Castanha de caju
Fica, BWA
Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima

A pior torcida do mundo

Isso mesmo, a torcida do Palmeiras - aquela que como um certa torcida da moda - que só vai na boa - é a pior torcida do mundo.

Cruel, implacável e irresponsável, essa gente não compreende que ao vaiar o time está a prejudicá-lo.

Hoje, lá no Palestra, o que menos precisávamos era de gente criticando o time. Do meu lado havia gente que criticou o Keirrison, só para dar um exemplo. Nem vou citar que ao primeiro passe errado - ou dribles sem sucesso - do Diego Souza os 'modinhas' cairam de pau nele.

Eu já previa isso no sábado. Enquanto nós, os 'imbecís', lá estávamos acompanhando um modorrento 1 x 0, com time reserva, contra o Guarani, pelo campeonato Paulista, lá fora fila enorme para adquirir ingresso para o jogo de hoje. Estava na cara o resultado disso: gente desacostumada às arquibancadas, aqueles que só vão na boa, aqueles que para alguns são o futuro do futebol, os chamados consumidores, atrapalhando o time.

Tenho uma sugestão à diretoria do Palmeiras: ao constuir nossa arena diminua a capacidade do Palestra. Nada de aumntar para 42.000, dminuam para quinze ou dezesseis mil lugares, pois para os verdadeiros torcedores esse número de lugares é mais do que suficiente; assim somente os mesmos, não os 'modinhas', não os consumidores, mas os verdadeiros torcedores lá estarão empurrando o time, nos bons ou maus momentos, nada de críticas e vaias nos momentos onde o incentivo teria que ser a tônica.

Com essa medida somente aqueles que são o atraso do futebol, aqueles que são considerados o ruído do espetáculo, mas que sempre empurram o time, lá estarão. Os outros não fazem nenhuma falta.

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